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It's been a hard days night!

Têm dias em que a noite é foda.


30 maio 2011

O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM A MÍDIA IMPRESSA LOCAL??!?!!!?!



“Um senhor pega um bonde depois de comprar o jornal e pô-lo debaixo do braço. Meia hora depois, desce com o mesmo jornal debaixo do mesmo braço. Mas já não é o mesmo jornal, agora é um monte de folhas impressas que o senhor abandona num banco da praça. (...) Depois, leva-o para casa e no caminho aproveita-o para embrulhar um molho de acelga, que é para o que servem os jornais depois dessas excitantes metamorfoses”. Julio Cortázar. “O jornal e suas metamorfoses”. In: “Histórias de Cronópios e de Famas” (1962).

O escritor paranaense Cristovão Tezza me disse certa vez, ainda nos meus tempos de graduação em Letras, após receber um texto meu: “Cesar, você não precisa pôr esses cinco pontos de exclamação; para exclamar UM apenas basta”. Eu aprendi a lição, professor, mas dessa vez, confesso, não me contive: algumas coisas só mesmo exclamando muito!! Algo que tem me deixado bastante revoltado é nossa mídia local. Felizmente não fiz jornalismo (ufa, foi por pouco!), caso contrário minha revolta viria acrescida de angústia. Em tempo: não tenho nada contra jornalistas; minha mulher, inclusive, é uma. Apenas me parece que todo o esforço da profissão – e sei que ele é imenso – nasce muitas vezes mais do que datado, caduco eu diria. E esclareço: houve um tempo em que era dito que um jornal local de domingo (vá lá, a Gazeta do Povo – é preciso dar nome aos bois!) embrulhava o peixe de segunda-feira. Não bastasse a constatação de que agora o referido jornal de domingo embrulha o peixe ainda de sábado – para quem não habita esses confins, é possível encontrar o periódico já no sábado, cada vez mais cedo, em vários pontos da cidade – há revistas que também o fazem. Essa minha ladainha toda era para chegar aqui (desculpe aí pessoal da Gazeta, o foco dessa vez não era vocês): enviei um texto à Revista Ideias, publicação mensal da Travessa dos Editores, em resposta a uma coluna publicada na edição de maio. Não foi pequeno o meu espanto quando percebi que a edição de junho já estava em circulação no dia 27 de maio?!?!?! Até aí tudo bem, pode ser dito que eu e meu texto chegamos atrasados (enviei meu escrito nesse mesmo dia 27), mas o espanto foi verificar que não há, na seção de cartas da revista, qualquer outra referência de nenhuma outra pessoa em resposta ao texto “polêmico”, o mesmo que me incitou a escrever uma réplica. Pra encerrar esse “““desabafo””” (muitas aspas pode, professor?), antes de transcrever o texto que enviei à revista, pergunto: Senhor Rubens Campana (o articulista da matéria “polêmica”, disponível para consulta na edição de maio da Revista Ideias e no link a seguir), liberdade quanto à escolha da melhor maneira de se proteger frente à violência do mundo pode; liberdade de resposta a um texto unilateral, tendencioso e equivocado, não?! Minha intenção é a de ampliar a discussão sobre esses assuntos, tão somente. Grato pela atenção.


A minha resposta:
VIVER É SE POSICIONAR NO MUNDO

Olá. Acredito que o texto “NÃO AO DESARMAMENTO”, assinado por Rubens Campana na edição de maio, seja a materialização em palavras escritas de uma retórica tendenciosa e equivocada. Tendenciosa porque advoga a favor de um dito “direito natural de defesa” que não se sustenta diante dos fatos apresentados. Nós, membros de uma sociedade civil organizada, portanto “civilizada”, “passamos uma procuração” à polícia, instituição que imbuímos de nos proteger. Como sabido, isso não impede que, diariamente, assistamos perplexos a um embate terrível: policiais, armas em punho e armas postas, são rechaçados pelas armas de criminosos. O cenário aqui colocado levanta as seguintes questões: seriam mesmo as armas de fogo garantia de proteção? Deixemos, de uma vez por todas, de confiar nos policiais (treinados no manuseio de armas, com a responsabilidade de nos salvaguardar), e resolvamos nós mesmos os nossos conflitos?
Todos os exemplos listados pelo senhor Rubens sob o argumento “civis armados podem evitar massacres” provêm de casos ocorridos nos EUA – país historicamente conhecido por apresentar postura liberal em relação à facilidade na aquisição de armas de fogo. Ele diz: “O temor de uma reação armada pode dissuadir um criminoso”. Os argumentos são duvidosos. Fosse assim, de fato, os bandidos não enfrentariam a polícia, não é mesmo? Ora, o que o ponto de vista oblíquo do articulista fez questão de não levar em conta nessa equação desproporcional são os inúmeros casos em que cidadãos portadores de armas de fogo (mantidas para garantir a própria segurança) são, muitas vezes, pegos de surpresa por elementos mal-intencionados, acabam tendo a arma roubada e a vêem usada contra si mesmos.
Na linha de pensamento pró-desarmamento, que sustenta a ideia de que massacres acontecem com tamanha amplitude e de modo tão rápido devido à utilização de armas de fogo, a questão me parece muito clara: crimes com armas de fogo só existem no mundo porque no mundo existem armas de fogo. É evidente que a restrição ao acesso, como medida isolada, não soluciona o problema: crimes continuarão a acontecer, naturalmente, por diversos outros meios. Quanto aos “Hitlers”, “Stalins” e o “perigoso” desarmamento da população? Que tal Gandhi e sua política de não-reação?! A meu ver, simplesmente, não dá pra combater a violência com mais violência, bala por bala. Não se apaga fogo com fogo.
A consulta aos noticiários e estatísticas nos dá uma ideia de quantas ações são provocadas POR civis PORTANDO armas de fogo. Retirando-as das mãos do povo as ocorrências diminuirão, certamente. Quanto ao caso holandês, ele nos indica que talvez tenhamos que chegar a “zero armas” por habitante para que não ocorram casos semelhantes, pois os massacres, sim, como afirmado por Rubens, dependem das armas.
A contrariedade ao desarmamento me parece, desculpe-me, ignorância, afiliação a uma postura não-civilizada, o regresso inevitável às cavernas. O argumento torto do “direito à liberdade”, o “eu tenho o direito de decidir se quero uma arma para me defender ou não” soa similar a todo e qualquer discurso liberal, que centra no indivíduo o poder supremo de fazer o que acha correto, na justa medida entre o livre-arbítrio e o controle do Estado, em prol de garantir as suas posses (MINHA propriedade, MEU trabalho, MINHA segurança).
O desarmamento é um passo em direção à construção de um mundo ideal. Um mundo que nunca existirá, evidentemente, pois apenas o que temos, sempre, é o real. Mas um mundo pelo qual, acredito, vale a pena levantar da cama. Não um mundo sem violência, posto que é humana, mas sim um mundo com menos possibilidades de exteriorização da violência. E nisso, eu me arrisco a apostar.
Já me estendi demais. Finalizo, de modo breve, com um pedido: por favor, reveja (ou veja?) “Tiros em Columbine”, senhor Rubens. Façamos alguma coisa! E que venha o referendo.

Cesar Felipe Pereira
felipecinetvpr@hotmail.com
    

9 comentários:

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    Respostas

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  2. Adorei seu blog, você escreve muito bem. Se puder, depois entra no meu http://atrizjacquelinevafe.blogspot.com
    Beijão
    P.S.: estou te seguindo já ;)

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  3. Senhor Cesar, li o artigo que estava no link e, sinceramente, o senhor o acusa de "materialização em palavras escritas de uma retórica tendenciosa e equivocada" mas veja que, quando o senhor mesmo diz "A contrariedade ao desarmamento me parece, desculpe-me, ignorância, afiliação a uma postura não-civilizada, o regresso inevitável às cavernas", levando em conta "a equação desproporcional [que] são os inúmeros casos em que cidadãos portadores de armas de fogo são, muitas vezes, pegos de surpresa por elementos mal-intencionados, acabam tendo a arma roubada e a vêem usada contra si mesmos" é absolutamente equivocada, uma vez que, além de não ter dados para essa estatística, ignora o fator contrário, ou seja, a quantidade de cidadãos que puderam se proteger justamente por ter uma arma de fogo em mãos. Tente pensar como vivem as pessoas que não moram numa metrópole "civilizada" como Curitiba, p.e., as pessoas que moram no campo, onde além de não haver policia, os perigos são maiores, inclusive de proteção contra animais.
    Na minha opinião, ambas as opiniões são equivocadas, pois ambas são tendenciosas. Aliás, toda essa campanha do desarmamento é tendenciosa. Precisaríamos ver o que está movendo a iniciativa, por que o Estado pretende uma população desarmada se não consegue prover à mesma o mínimo de segurança pública?

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  4. ...gostaria de lhe convidar para participar do meu blog e também divulgar ou participar do PROJETO SINTONIA.
    obrigada!

    http://jutilandia-terapeuta.blogspot.com/

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  5. ola. tudo blz? estive por aqui. interessante. apareça por la. abraços.

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  6. O blog é incrível. Estou seguindo. Sou atriz e também tenho um blog, caso haja interesse ele está de portas abertas! Beijos

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Cesar,
    Segui o link colocado por você e vi que sua mensagem está lá. Deixei uma mensagem também, mas não sei se entrou. Disse mais ou menos isso: os referendos repetidos têm a finalidade - e a vantagem - de encontrar um povo mais amadurecido, que teve a oportunidade de refletir sobre sua posição no primeiro e reavaliá-la. Não acho que leve a cansaço e faça o povo a mudar de opinião, por isso. Mas mudar de opinião faz parte do processo de crescimento.
    Uma arma de fogo nunca é vantajosa. Para ninguém. Um objeto que tem a finalidade de matar nunca será bem-vindo. E se uma pessoa precisa de uma arma de fogo para se defender é porque havia outra arma de fogo antes.
    Mas fica aqui uma pergunta: autodenominar-se Nero e aplaudir o incêndio de Roma não vai pelo mesmo caminho?
    (blogues Literatura em vida 2, Poema Vivo e Conto-gotas)

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