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It's been a hard days night!

Têm dias em que a noite é foda.


28 abril 2010

A FOME DE MARINA > Por José Ribamar Bessa Freire* > > Há pouco, Caetano Veloso descartou do seu horizonte eleitoral o presidente > Lula da Silva, justificando: “Lula é analfabeto”. Por isso, o cantor baiano > aderiu à candidatura da senadora Marina da Silva, que tem diploma > universitário. Agora, vem a roqueira Rita Lee dizendo que nem assim vota em > Marina para presidente, “porque ela tem cara de quem está com fome”. > > Os Silva não têm saída: se correr o Caetano pega, se ficar a Rita come. > > Tais declarações são espantosas, porque foram feitas não por pistoleiros > truculentos, mas por dois artistas refinados, sensíveis e contestadores, > cujas músicas nos embalam e nos ajudam a compreender a aventura da > existência humana. > Num país dominado durante cinco séculos por bacharéis cevados, roliços e > enxudiosos, eles naturalizaram o canudo de papel e a banha como requisitos > indispensáveis ao exercício de governar, para o qual os Silva, por serem > iletrados e subnutridos, estariam despreparados. > > Caetano Veloso e Rita Lee foram levianos, deselegantes e preconceituosos. > Ofenderam o povo brasileiro, que abriga, afinal, uma multidão de silvas > famélicos e desescolarizados. > > De um lado, reforçam a ideia burra e cartorial de que o saber só existe se > for sacramentado pela escola e que tal saber é condição sine qua non para o > exercício do poder. De outro, pecam querendo nos fazer acreditar que quem > está com fome carece de qualidades para o exercício da representação > política. > > A rainha do rock, debochada, irreverente e crítica, a quem todos admiramos, > dessa vez pisou na bola. Feio. > > “Venenosa! Êh êh êh êh êh!/ Erva venenosa, êh êh êh êh êh!/ É pior do que > cobra cascavel/ O seu veneno é cruel…/ Deus do céu!/ Como ela é maldosa!”. > > Nenhum dos dois - nem Caetano, nem Rita - têm tutano para entender esse > Brasil profundo que os Silvas representam. > > A senadora Marina da Silva tem mesmo cara de quem está com fome? Ou se trata > de um preconceito da roqueira, que só vê desnutrição ali onde nós vemos uma > beleza frágil e sofrida de Frida Kahlo, com seu cabelo amarrado em um coque, > seus vestidos longos e seu inevitável xale? Talvez Rita Lee tenha razão em > ver fome na cara de Marina, mas se trata de uma fome plural, cuja geografia > precisa ser delineada. Se for fome, é fome de quê? > > O mapa da fome > > A primeira fome de Marina é, efetivamente, fome de comida, fome que roeu sua > infância de menina seringueira, quando comeu a macaxeira que o capiroto > ralou. Traz em seu rosto as marcas da pobreza, de uma fome crônica que > nasceu com ela na colocação de Breu Velho, dentro do Seringal Bagaço, no > Acre. > > Órfã da mãe ainda menina, acordava de madrugada, andava quilômetros para > cortar seringa, fazia roça, remava, carregava água, pescava e até caçava. > Três de seus irmãos não aguentaram e acabaram aumentando o alto índice de > mortalidade infantil. > > Com seus 53 quilos atuais, a segunda fome de Marina é dos alimentos que, > mesmo agora, com salário de senadora, não pode usufruir: carne vermelha, > frutos do mar, lactose, condimentos e uma longa lista de uma rigorosa dieta > prescrita pelos médicos, em razão de doenças contraídas quando cortava > seringa no meio da floresta. Aos seis anos, ela teve o sangue contaminado > por mercúrio. Contraiu cinco malárias, três hepatites e uma leishmaniose. > > A fome de conhecimentos é a terceira fome de Marina. Não havia escolas no > seringal. Ela adquiriu os saberes da floresta através da experiência e do > mundo mágico da oralidade. Quando contraiu hepatite, aos 16 anos, foi para a > cidade em busca de tratamento médico e aí mitigou o apetite por novos > saberes nas aulas do Mobral e no curso de Educação Integrada, onde aprendeu > a ler e escrever. > > Fez os supletivos de 1º e 2º graus e depois o vestibular para o Curso de > História da Universidade Federal do Acre, trabalhando como empregada > doméstica, lavando roupa, cozinhando, faxinando. > > Fome e sede de justiça: essa é sua quarta fome. Para saciá-la, militou nas > Comunidades Eclesiais de Base, na associação de moradores de seu bairro, no > movimento estudantil e sindical. Junto com Chico Mendes, fundou a CUT no > Acre e depois ajudou a construir o PT. > > Exerceu dois mandatos de vereadora em Rio Branco, quando devolveu o dinheiro > das mordomias legais, mas escandalosas, forçando os demais vereadores a > fazerem o mesmo. Elegeu-se deputada estadual e depois senadora, também por > dois mandatos, defendendo os índios, os trabalhadores rurais e os povos da > floresta. > > Quem viveu da floresta, não quer que a floresta morra. A cidadania ambiental > faz parte da sua quinta fome. Ministra do Meio Ambiente, ela criou o Serviço > Florestal Brasileiro e o Fundo de Desenvolvimento para gerir as florestas e > estimular o manejo florestal. > > Combateu, através do Ibama, as atividades predatórias. Reduziu, em três > anos, o desmatamento da Amazônia de 57%, com a apreensão de um milhão de > metros cúbicos de madeira, prisão de mais 700 criminosos ambientais, > desmonte de mais de 1,5 mil empresas ilegais e inibição de 37 mil > propriedades de grilagem. > > Tudo vira bosta > > Esse é o retrato das fomes de Marina da Silva que - na voz de Rita Lee - a > descredencia para o exercício da presidência da República porque, no frigir > dos ovos, “o ovo frito, o caviar e o cozido/ a buchada e o cabrito/ o > cinzento e o colorido/ a ditadura e o oprimido/ o prometido e não cumprido/ > e o programa do partido: tudo vira bosta”. > > Lendo a declaração da roqueira, é o caso de devolver-lhe a letra de outra > música - ‘Se Manca’ - dizendo a ela: “Nem sou Lacan/ pra te botar no divã/ e > ouvir sua merda/ Se manca, neném!/ Gente mala a gente trata com desdém/ Se > manca, neném/ Não vem se achando bacana/ você é babaca”. > > Rita Lee é babaca? Claro que não, mas certamente cometeu uma babaquice. Numa > de suas músicas - ‘Você vem’ - ela faz autocrítica antecipada, confessando: > “Não entendo de política/ Juro que o Brasil não é mais chanchada/ Você vem… > e faz piada”. Como ela é mutante, esperamos que faça um gesto grandioso, um > pedido de desculpas dirigido ao povo brasileiro, cantando: “Desculpe o auê/ > Eu não queria magoar você”... > > A mesma bala do preconceito disparada contra Marina atingiu também a > ministra Dilma Rousseff, em quem Rita Lee também não vota porque, “ela tem > cara de professora de matemática e mete medo”. Ah, Rita Lee conseguiu o > milagre de tornar a ministra Dilma menos antipática! Não usaria essa imagem, > se tivesse aprendido elevar uma fração a uma potência, em Manaus, com a > professora Mercedes Ponce de Leão, tão fofinha, ou com a nega Nathércia > Menezes, tão altaneira. > > Deixa ver se eu entendi direito: Marina não serve porque tem cara de fome. > Dilma, porque mete mais medo que um exército de logaritmos, catetos, > hipotenusas, senos e co-senos. Serra, todos nós sabemos, tem cara de > vampiro. Sobra quem? > > Se for para votar em quem tem cara de quem comeu (e gostou), vamos > ressuscitar, então, Paulo Salim Maluf ou Collor de Mello, que exalam saúde > por todos os dentes. Ou o Sarney, untuoso, com sua cara de ratazana > bigoduda. Por que não chamar o José Roberto Arruda, dono de um apetite voraz > e de cuecões multi-bolsos? Como diriam os franceses, “il péte de santé”. > > O banqueiro Daniel Dantas, bem escanhoado e já desalgemado, tem cara de quem > se alimenta bem. Essa é a elite bem nutrida do Brasil… > > Rita Lee não se enganou: Marina tem a cara de fome do Brasil, mas isso não é > motivo para deixar de votar nela, porque essa é também a cara da > resistência, da luta da inteligência contra a brutalidade, do milagre da > sobrevivência, o que lhe dá autoridade e a credencia para o exercício de > liderança em nosso país. > > "Marina Silva é a cara da fome." > > Esse é um argumento convincente para votar nela. Se eu tinha alguma dúvida, > Rita Lee me convenceu definitivamente. > > > * José Ribamar Bessa Freire é Professor, coordena o Programa de Estudos dos > Povos Indígenas (UERJ) e pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória > Social (UNIRIO). > > > >

26 abril 2010

Resenha: “Os Inquilinos”, de Sérgio Bianchi, (BR/2009 – 103’ – 35mm).

“A guerra já começa em nós, por dentro”.

Poema na voz da personagem de Cássia Kiss, professora de Valter.

“Os Inquilinos”, filme mais recente de Sérgio Bianchi, inicia com planos fixos mostrando uma favela. Uma trilha sonora de piano reveste as imagens até localizar uma rua específica, onde crianças brincam. Uma das brincadeiras, em particular, ganha destaque e chama a atenção pelo seguinte mote: “Cada tiro mata um”; frase repetida várias vezes pelas crianças. Após o stablishing shot pontuado por um movimento descendente de grua, localiza-se a casa de uma típica família suburbana brasileira, mais especificamente da região metropolitana de São Paulo, com seus costumes característicos, conversas corriqueiras. As personagens principais (o casal Valter - Marat Descartes / Iara – Ana Carbatti) pertencem a esse local e manifestam-se a cerca do vizinho, Seu Dimas (Umberto Magnani), e de sua relação com a ex-mulher, Consuelo (Cláudia Mello). Na TV, Datena, o apresentador do programa sensacionalista “Brasil Urgente”, desempenha o próprio papel ao apresentar uma reportagem, ficcionalizada pelo filme; grades emolduram as janelas da residência. No lar, a “mesmice”/a tipicalidade da mise en scène pontua as emoções da família (Valter, Iara e os dois filhos), em situações típicas como, por exemplo, o café da manhã, a preparação para enfrentar mais um dia de trabalho e/ou estudo, o beijo de despedida do casal.

Valter, que trabalha de dia e estuda à noite, vê a estabilidade de sua vida se alterar em função dos novos vizinhos, que acabam de mudar para a casa ao lado. Vemos Valter cansado por não conseguir dormir direito, por causa desses novos vizinhos, da “vizinhage”, na fala de Evandro (Caio Blat). Ele tem sonhos e alucinações, principalmente em relação a um deles, inicialmente por ciúmes de Iara. Sente-se ameaçado, o que o leva a pedir ao patrão para ser registrado no emprego, pois gostaria de obter maior “segurança” em sua vida, afinal tem “filhos pequenos pra sustentar”. O amigo enfermeiro chega a alertá-lo: “Acho que você deveria parar de estudar à noite e ficar com sua família”. Será preciso, afinal, se posicionar a respeito do incômodo que é ter esses “bandidos”, os baderneiros como vizinhos, pois sua família está ameaçada pelos hábitos que talvez venham a influenciá-la negativamente. A rispidez é o tom predominante da narrativa, embora o humor também se faça presente, de maneira sutil, quando, por exemplo, Valter urina no quintal de casa, após ver tal cena ser feita por seu cão, “para marcar território”.

Iara reclama para Valter, esperando que ele tome alguma atitude: nesse momento, um ruído não diegético (como que na cabeça de Valter) toma a cena; é interessante, uma espécie de microfonia pairando no ar em tom permanente. As reclamações da mulher, que quer sair daquele lugar por causa dos vizinhos, pontuam o conflito vivido pelos protagonistas: como criar os filhos em meio àquele ambiente degradante? Então fica claro o clima de “Ah, algo ruim vai acontecer, isso ainda vai dar merda!”, presente desde o início do filme. O enredo parece insosso; mas só “parece”; as situações parecem levar Valter a se posicionar, a largar a acomodação de sua “vidinha” pacata, a finalmente se manifestar de maneira mais intensa. Algo que poderá ou não ocorrer.

No plano da técnica, verifica-se que o filme esconde sua feitura; a montagem procura sempre corroborar os discursos das personagens, por exemplo: o canteiro destruído pelo cachorro, logo após Valter dizer “Vou deixar o cachorro um tempo solto. Se ele destruir o canteiro eu conserto depois”. Ou mesmo a explosão de uma bomba no pátio da escola, após Evandro ser advertido pela professora a cerca de sua manifestação extremista. As locações são em número reduzido, sendo as principais a casa da família, a casa dos vizinhos, um bar, uma rua de bairro, o trabalho de Valter e um ônibus. A direção de arte segue uma paleta de cores que tende ao “apagamento” e à simplicidade: não há grandes destaques para cores, paisagens muito estetizadas e focos na materialidade de objetos e construções.

A fotografia é naturalista, “fria”, na medida em que se afina à manutenção da ilusão de realidade pretendida pelo filme; vale-se de vários movimentos de câmera interessantes: travellings, gruas etc. O choque, a mensagem a ser veiculada pelo realizador encontra-se em outro viés, que não propriamente o da forma: fica suspensa na aparente falta de sal das situações, e na irresolução, também aparente, dos conflitos propostos ao longo da trama. As relações de causa-efeito, a continuidade espaço-temporal atribuídas ao cinema clássico-narrativo mostram-se de maneira clara; não há nenhum ponto sequer, ao longo de todo o filme, em que o espectador seja desorientado no que se refere à manifestação do aparato tecnológico/fabril que constrói o produto que assiste.

O som é quase que exclusivamente do tipo sincrônico, diegético. Há apenas, em pequenas passagens, a utilização de alguns sons não diegéticos como, por exemplo, alguns latidos do cachorro, e o som “distorcido” quando Seu Dimas é pego pelos bandidos mexendo em algo, no lugar onde eles escondem “as coisas”. Há muita trilha sonora, e ela é quase que inteiramente instrumental, com algumas vocalizações em alguns momentos.

Quanto ao elenco, não há quaisquer ressalvas: Bianchi dirige magnificamente bem tanto os veteranos Cássia Kiss e Umberto Magnani, quanto os protagonistas Marat Descartes e Ana Carbatti e os atores mirins. Um elenco afinado, contido e preciso na execução de seus papéis. Caio Blat destaca-se entre todos eles: o ator está ótimo na pele de um paulistano bem suburbano. Vemos também Leona Cavalli, num papel menor (Fátima). Destaca-se a construção da morte de Evandro e a cena do crime de Seu Dimas, que não são mostradas como se dão. Estamos diante de uma direção bastante sensível, na qual Bianchi não explicita visual e sonoramente a violência cometida. Acompanhamos os fatos pela reação das outras personagens e pela narração (da professora e demais alunos, no primeiro caso, e da vizinhança, no segundo) que comentam o que ocorreu; inclusive através do filho de Valter e Iara, que discute a morte do vizinho com os colegas. Boa direção do tipo naturalista. Sem dúvida, o ponto mais forte do filme.

Ao cabo, chegamos à questão do “Partido”, ao vermos um dos “bandidos” retornar à cena do crime, junto de outros três homens, fortemente armados. Ele, na verdade, teria sido um infiltrado entre aqueles bandidos? Ou um oportunista? Houve alguma espécie de conchavo entre ele e Consuelo? Essas e outras questões permanecem no ar ao final da projeção. “Os Inquilinos” é, portanto, em última análise, um filme de incertezas; uma tentativa de organizar, a partir do ponto-de-vista de uma família tradicional de uma periferia tipicamente brasileira, o caos da vida que flui em meio à violência cotidiana e atroz. Violência essa que não é nem um pouco bela de se ver e ouvir. CFP

19 abril 2010

E Aí, Solidão...

por Sandoval Matheus

Nova companhia estreia com peça dedicada a Ivo Rodrigues

Dedicada a Ivo Rodrigues, vocalista da banda Blindagem falecido recentemente, estreia amanhã no Teatro Experimental da UFPR (Teuni) a peça "E aí, solidão...". O espetáculo, de cerca de 50 minutos, foi adaptado dos contos de Mauro Leno por Cesar Felipe Pereira, que também assumiu a direção. "A peça é dedicada ao Ivo porque ele era nosso amigo, nosso chegado, e também porque ele era um lobo solitário", explica o diretor. A solidão é, aliás, uma temática que norteará as montagens da recente companhia Solitários do Baixo-Guaíra, encabeçada por Cesar Felipe e que ainda conta, por ora, com Carolina Mascarenhas e João Graf, que também fazem parte do elenco de "E aí, solidão...". A companhia foi fundada em janeiro e faz seu debute com este espetáculo. "O termo 'Baixo-Guaíra' não é oficial, mas costuma aparecer nas conversas de bares que tenho com alguns amigos. É mais ou menos aquela região entre a Praça Santos Andrade e a rua Ubaldino do Amaral, e também entre o Colégio Estadual e o Terminal Guadalupe. O habitat natural de criaturas solitárias", ilustra Cesar Felipe. "Nossa companhia vem com a proposta de apresentar textos de novos dramaturgos, com temáticas que tratem da solidão, de problemas de comunicação e relacionamento ambientados nos bares das noites de Curitiba. A gente também propõe novas relações de contato entre palco e público, estabelecendo uma proximidade quase confessional", continua ele. Em "E aí, solidão..." a Solitários do Baixo-Guaíra coloca no palco homens e mulheres que vivem sozinhos em Curitiba e que ora transitam pela boemia da cidade, ora se trancafiam em suas casas. A peça faz um balanço da solidão, pensando aspectos negativos (a frustração de relacionamentos mal-sucedidos) e positivos (a liberdade proporcionada por se estar só). Além do elenco, formado por Carolina Mascarenhas, Don Correa, Edu Régnier, João Graf e Luana Roloff, no palco estarão também dois músicos: Benê Dias (voz) e Isaac Dias (violão). O Teuni fica no segundo andar do prédio histórico da UFPR, na Praça Santos Andrade. Ali, a peça fica em cartaz de 20 a 25 de abril. As apresentações acontecem às 21h32 e às 22h33 (quinta-feira). Os números "quebrados" são propositais. "A vida não acontece em horários redondos", diz Cesar Felipe. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Mais informações: 9604-4373 (Cesar Felipe Pereira).

12 abril 2010

Atenção amigos frequentadores do Teatro Rodrigo D'Oliveira
Informamos que a partir deste sábado 10 / 04 / 2010
o espetáculo OS MENSAGEIROS'' bem como os demais espetáculos que fazem parte do projeto Chico Xavier e que são encenados aos sábados serão alterados seus horários passando a serem apresentados as 19:00 horas não mais as 21 horas como vinham sendo apresentados.
Informamos tambem que:
As pessoas que assistiram os espetáculos ''Nosso lar'' dia 21 de março 2010 as 19 horas, e ''Os Mensageiros'' no dia 21 de março de 2010 às 21:00, no periodo do Festival de Teatro de Curitiba
Que devido aos problemas técnicos que tivemos nesta data e que acarretou perda na qualidade de nosso trabalho.
Estas pessoas estão convidadas a assistir novamente estes espetáculos gratuitamente. Bastando apresentar na bilheteria do Teatro Rodrigo D'Oliveira seus comprovantes (tickt canhotos dos ingressos) como foi informado no final das apresentações dos referidos espetáculos pelo Diretor.

09 abril 2010

[CIA SOLITÁRIOS DO BAIXO-GUAÍRA] apresenta

E AÍ, SOLIDÃO...

21:32hs

- TEUNI [Teatro Experimental da UFPR] – 20 a 25/ABRIL

Praça Santos Andrade, 50 - 2º andar - Ala da Rua XV de Novembro

- Teatro Rodrigo D’ Oliveira – 29, 30/ABRIL, 1º, 06, 07 e 08/MAIO

Rua Carlos de Carvalho, 418

Elenco: Carolina Mascarenhas, Don Correa, Edu Régnier, João Graf, Luana Roloff.

Músicos: Gabriela Pereira (percussão), Gustavo Bonin (clarinete e voz), Isaac Dias (violão e voz).

Ficha técnica:

dos contos de Mauro Leno / adaptação e direção: Cesar Felipe Pereira / uma produção de Ana Rivelles e Cesar Felipe Pereira / produção executiva e direção de produção: João Graf / ass. produção: Elisa Ribeiro / cenografia e figurinos: Ana Deliberador / Iluminação: Guilherme Giublin e Rodrigo D’ Oliveira / ass. iluminação: Rodrigo Terencio / elétrica: Bruno Nicoletti / técnicos: Jair Constantino (TEUNI); Vanda Terra (som) / estagiário: Zen Genovez

Sinopse: O espetáculo apresenta um mosaico de vozes de homens e mulheres solitários em Curitiba. Seres que consomem seu tempo transitando ora pela boemia da cidade, ora trancafiados por opção dentro da própria casa/quarto. De um lado, o resultado de relacionamentos mal-sucedidos, sonhos irrealizados; por outro, a liberdade proporcionada pelo ato de estar só: enfim, o "bom" e o "mau" da solidão. Passado e futuro fundem-se num presente doloroso ou prazeroso, dependendo da personalidade e do modo de encarar a vida de cada personagem.

Inadequado para menores de 14 anos. Temática adulta.
DIÁLOGO
Minhas palavras são a metade de um diálogo obscuro continuando através de séculos impossíveis.
Agora compreendo o sentido e a ressonância que também trazes de tão longe em tua voz.
Nossas perguntas e respostas se reconhecem como os olhos dentro de espelhos. Olhos que choraram.
Conversamos dos dois extremos da noite, como de praias opostas. Mas com uma voz que não se importa ...
E um mar de estrelas se balança entre o meu pensamento e o teu.
Mas um mar sem viagens.
Cecília Meireles

07 abril 2010

... COMO os mais belos harmônicos da natureza. Uma música que seja como o som do vento na cordoalha dos navios, aumentando gradativamente de tom até atingir aquele em que se cria uma reta ascendente para o infinito. Uma música que comece sem começo e termine sem fim. Uma música que seja como o som do vento numa enorme harpa plantada no deserto. Uma música que seja como a nota lancinante deixada no ar por um pássaro que morre. Uma música que seja como o som dos altos ramos das grandes árvores vergastadas pelos temporais. Uma música que seja como o ponto de reunião de muitas vozes em busca de uma harmonia nova. Uma música que seja como o vôo de uma gaivota numa aurora de novos sons ...
Vinicius de Moraes, "Para Viver um Grande Amor".

Olá,

a SPIN filmes produzirá em menos de duas semanas o curta O PIÁ DA PIPA para o programa Casos e Causos da Revista RPC. O roteiro é de Rodrigo Cavalheiro e a direção de Lelo Penha.

Os testes serão aplicados na quarta-feira, a partir das 14h00.

Favor enviar foto e\ou video para rodrigo_estorillio@hotmail.com e agendar teste pelos tels. 2022.2225 ou 8898.2777

os perfis seguem abaixo

obs.: os testes ssó serão aplicados mediante agendamento. Os cachês ainda não foram definidos, mas seguirão a lógica das produções anteriores.

obrigado

rodrigo cavalheiro

coordenador de projetos

produtor de elenco

PERFIS:

CRIANÇA - PAULINHO - 9-10 ANOS - bom ator - classe E

CRIANÇA - CHICO - 6-7 ANOS - bom ator - classe E

MÃE - D. ESTELA - 30 ANOS - atriz - classe E

GERENTE PADARIA - MANUEL - ator - 45-55 anos - baixo, gordinho, careca, português (pref.)

JOVEM 1 - 16\17 ANOS - classe média

JOVEM 2 - 18\19 ANOS - CLASSE MÉDIA

PAI - PAULO - 40 ANOS - igual ao paulinho

FILHO - FRANCISCO - 13 ANOS - PARECIDO COM PAULO

FILHA - ESTELA - 16 ANOS - PARECIDA COM PAULO

06 abril 2010

DEUS É MEU VIZINHO DOS FUNDOS; OU O CÉU DE CURITIBA DIA 06 DE ABRIL:

Ouvir Estrelas (Olavo Bilac)

"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto, Que, para ouvi-las, muitas vezes desperto E abro as janelas, pálido de espanto... E conversamos toda a noite, enquanto A via-láctea, como um pálio aberto, Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto, Inda as procuro pelo céu deserto. Direis agora: "Tresloucado amigo! Que conversas com elas? Que sentido Tem o que dizem, quando estão contigo?" E eu vos direi: "Amai para entendê-las! Pois só quem ama pode ter ouvido Capaz de ouvir e de entender estrelas."

04 abril 2010

AS ESPERTEZAS DE ARLEQUIM

RELEASE

O espetáculo As espertezas de Arlequim é uma verdadeira Commedia dell’Arte, construída seguindo os esquemas tradicionais da Itália do 1500.

O texto é fixo, elaborado através de improvisações com base num canovaccio. Entretanto, no desenvolvimento da história, sempre é permitida alguma saída de improvisação que o contexto possa determinar. A direção exalta o estilo através de invenções cênicas, dos lazzi, e de um grande uso das simples técnicas acrobáticas e de mímica.

São três as personagens principais da trama: Arlequim, Pantaleão e Ricciolina. Ao longo da peça, os atores interpretam outros três clássicos personagens da Commedia dell’Arte: Doutor, Capitão e Bruxa, revelando, neste jogo de contínua transformação, a técnica adquirida pelo Atores do Grupo Arte da Comédia ao longo de 4 anos de pesquisa, conduzida pelo diretor italiano Roberto Innocente, sobre este estilo de teatro.

Tudo acontece diretamente na cena – sem nenhum auxilio técnico – e tudo é executado diretamente pelos atores. Não existem músicas de cena.

Outra característica marcante do espetáculo é a possibilidade apresentá-lo em qualquer local e situação, criando uma iconografia própria do Teatro da Renascença Italiana.

As espertezas de Arlequim, clássica Commedia dell’Arte italiana: baseada na habilidade dos atores e na força das personagens. Comédia humorada, cheia de piadas, gags, acrobacias que, na construção física das personagens, alcançam estágios de comunicação que vão além do texto e da palavra.

SERVIÇO:

AS ESPERTEZAS DE ARLEQUIM

Texto e Direção: ROBERTO INNOCENTE

Cenografia e Figurino: DO GRUPO

Máscaras em couro: ROBERTO INNOCENTE

Com: ALAOR CARVALHO (Pantaleão/Capitão)

JOÃO GRAF (Arlequim/Doutor/Ricciolina)

SUSANE BUENO (Ricciolina/Bruxa)

de 18 a 25 de abril

- Segunda a sábado às 17h13. Local: Rua XV de novembro, esquina com Monsenhor Celso

**Dia 21, feriado de Tiradentes, será às 16h no Zoológico.

- Domingos às 10h47. Local: Ruínas de São Francisco.

Produção: grupo Arte da Comédia

Se chover, a apresentação será cancelada.