Loading...

It's been a hard days night!

Têm dias em que a noite é foda.


27 fevereiro 2010

dois poemas de meu amigo FRED ROBERTY

de inspiração leminskiana, meus poemas favoritos do Fred: a praça é de quem fica não de quem passa a chuva chove uma gota me comove
se o poeta mente nas reticências ponho logo quatro pontos.... no texto, na testa sou o cardeal descontente absorto na rosa dos ventos flanando por moças no baixo-guaíra baixio de patéticas bestas putanas boêmios possantes saio na mão com traficantes e ponho casa pra minha dona fujo das convenções dos padrões de meus patrões o submundo me encanta desata o nó da garganta à base de heineken nos dias bons de sol nos dias ruins à seco não se passa desse lado da cidade covardes aqueles líricos nunca os lírios foram mais partidos do que no limiar dessa nova era de gente fina flor da sinceridade tempos de honesta hombridade de pó e beras e tapas na pantera saio à rua lunático deslumbrado sentimental mais que o normal atabalhoado por cima de populares toco em frente na marcha sibilantes erros no ouvido coração despetalado de palhaço na noite fria de garoa barroca quem se importa? certo que não muda os rumos certo que os muros continuam limpos improtestáveis certo que virá o futuro e essas noites se repetirão indefinidamente até quem sabe a falência generalizada de pulmão e bile e veias mas que fazer, meu caro charles? um dia beija outro dia não um dia forma outro dia fôrma mais um dia se vai um dia a menos na fatura final engenhar não cabe mais medicar nunca opção advogar diabos aos montes não soma ninguém ainda resta a arte? em qual telhado de casa sem polaca? pra que vadios arredios ao trabalho de verdade? em que pesa a modelagem dessa nossa sociedade? pra quê? pra quem? a nós mesmos? não se fazem mais maiakovskis, o mundo é um lugar sem opinião beckett ainda espera godot werther continua um herói que não cabe no gibi o que me espanta é que pouca gente se mate que pouca voz salte da garganta que fumaça e cheiro de óleo diesel movimentem as nações e as gentes que a poesia não os salve que o dia raie por sobre os montes indiferente avesso alheio aos seres pequeninos praguejados piccolinos na mesma o que nos resta os copos seguem cheios logo se esvaziam reabastecem os depósitos e vamos na corrente sob a garoa fria vociferando cabisbaixos sem ofender ninguém, pois nesse lado da cidade não tem sol mas ainda restam as heineken....

26 fevereiro 2010

SANTOS ANDRADE

HOJE PELA RUA UMA PÉTALA ME ATINGIU
CAIU DIRETO NA LAPELA
DA MINHA CAMISA DE FLANELA
PUTA-QUE-O-PARIU-!

14 fevereiro 2010

Thadeu Wojciechowski é um homem das letras

por Paula Melech

Por vezes, o seu ritmo é tão turbulento que fica difícil acompanhar todos os passos de Thadeu Wojciechowski. O sujeito das letras deixa transparecer o multifacetado artista que escolhe a arte para enxergar o mundo: é poeta, compositor, publicitário, professor de literatura e língua portuguesa. O homem ainda arruma tempo para tocar um blog, o Polacodabarreirinha's. O curitibano de quase 60 anos é inquieto - tem 27 livros editados, 12 por editar e mais de mil canções com cerca de 50 parceiros. Os números dão uma boa medida para o tamanho das ambições do artista. Preenchendo tudo com delicadeza, o Polaco da Barreirinha, como é conhecido, pensa na música e na literatura como uma extensão natural de sua vida. No departamento sonoro, ele compôs mais de 120 canções com Octávio de Camargo e Bárbara Kirchner, além de cultivar parceiros como Walmor Góes e Carlos Careqa. Cheia de camadas, as sílabas se enroscam e tecem um painel criativo e bem humorado na sua vasta produção literária. É aqui que ele convoca Saboro Nossuco, alter ego que assina o último livro Koan do como onde (2009). Thadeu recebeu a reportagem para um bate-papo regado a café em sua casa, no bairro Barreirinha, em Curitiba. O Estado: Como você vê o cenário da literatura em Curitiba? Curitiba faz uma poesia de alta voltagem e de muita qualidade. Além de ser a capital mundial do rock, a cidade tem muitos e bons poetas e é referência para todo o Brasil.

A nova geração herdou um patrimônio magnífico e está fazendo excelente uso dele. Uma pena que a mídia dedique tão pouco espaço à cultura e ao que rola na cidade. Creio que se não fossem os blogs muita coisa permaneceria inédita. O Estado: O seu processo criativo acontece de forma deliberada ou você organiza um tempo do seu dia para produzir? Um pouco de cada. Chega um amigo, a festa começa e não tem hora para acabar. Lá pelas tantas, é fatal que a gente comece a fazer uma nova canção ou coisa que o valha.

Poesia é conversa entre pessoas inteligentes, então qualquer assunto pode se transformar em motivo para se cometer um poema ou uma letra. Mas claro que tem os momentos em que escrevo sozinho. E como escrevo! Quem acompanha o meu sabe muito bem disso. Sou um terrorista. O Estado: Você se lembra do momento em que a poesia surgiu na sua vida? Como foi? Muito cedo, tão logo comecei ler e a escrever. Minha mãe declama muito bem e despertou em mim o gosto pela poesia. O Augusto dos Anjos foi o primeiro poeta que me chamou a atenção. Minha mãe declamava Versos íntimos e eu achava aquilo maravilhoso. De lá pra cá, ainda mantenho o mesmo ídolo.

O livro Eu, pra mim, é uma jóia rara da poesia universal. Depois vieram Machado de Assis, Guimarães Rosa, Dalton Trevisan, Nelson Rodrigues, poetas diferentes e que quase não escrevem ou escreveram em versos.

Mas fazem ou fizeram poesia de alta voltagem. Na música , também tive uma influência muito forte, acho que virei compositor no mesmo dia em que ouvi o Jimi Hendrix pela primeira vez. O cara abriu o mundo para mim. O Estado: Que motivações o levam a escrever? O prazer principalmente e acima de tudo. Quando escrevo um texto ou faço uma música que eu gosto, isso me dá uma enorme alegria. Esses dias a atriz Claudete Pereira Jorge foi lá em casa e me encomendou uma peça de teatro.

Ela precisava do texto pronto em três dias. Eu nunca tinha escrito nada para o teatro, mas sentei e escrevi. E gostei do que li depois. Acho que motivação maior do que gostar do que faz não existe. O Estado: Como a música apareceu na sua vida e qual a relação dela com o seu trabalho literário? Acho que já respondi a uma parte dessa pergunta, mas acho que tem tudo a ver. É muito tênue a linha que separa um poema de uma letra. Há alguns anos, eu escrevi um poema chamado Vida e jamais o imaginei como letra.

No entanto, o Ulisses Galleto o musicou e o Guilherme Dias o transformou em história em quadrinhos. Você põe um poema no mundo e ele cai na vida, não está nem aí pra você. Essa é a coisa mais gratificante. O Estado: Como é o seu processo criativo como letrista? Você precisa ser guiado pela melodia da canção ou é a própria letra que dá direção à música? Os dois. Às vezes, eu faço a música inteira em questão de segundos. Ás vezes demora e tenho que sentir para onde caminha a melodia. Eu e o Octávio, somos espartanos na hora de compor. Vamos encaixando sílaba a sílaba.

A formação clássica dele nos moldou a compor dessa maneira. Já com o Walmor Góes a coisa é mais explosiva, normalmente resolvemos rapidamente as canções. Talvez pelo tempo que a gente compõe junto, são mais de 30 anos. O Estado: Geralmente você trabalha com amigos ou também surgem parcerias com pessoas que você não conhece? O pessoal vai lá em casa e a gente faz. Não é nada planejado, é como respirar. Você está conversando alegremente e em paz, então todo mundo fica criativo. Não faço música só com poetas.

Eu tenho dezenas de parcerias com pessoas que não escreveram absolutamente nada. Mas qualquer pessoa tem poesia dentro de si, acho que tenho um talento especial para fazer aflorar essa coisa. O Estado: Que músicos ouve e o que anda lendo ultimamente? Tom Waits, Carlos Careqa, Maxixe Machine, Alexandre França, o Jimi eu nunca deixo de ouvir. Estou sempre recebendo CDs e DVDs, tem muita gente boa por aí. O Careqa fez um CD com adaptações das letras do Tom Waits, este é o meu preferido já faz algum tempo, há um ano pelo menos. Sou obsessivo, escuto mil vezes a mesma coisa. E com livros também, leio até decorar tudo que eu gosto.

No momento estou relendo toda obra do Nelson Rodrigues, acho que é a enésima vez. Sei lá. Mas sou apaixonado pelo estilo dele. Quanto mais leio, mas eu gosto. É como o Kurosawa e o Augusto dos Anjos na minha vida.

Não sei te afirmar quantas vezes vi os filmes Sonhos, ou Sete samurais, Ran, Kagemusha, Dersu Uzala, Madadayo, assim como não sei dizer também quantas vezes li o Eu. Eu gosto de rever tudo que me impressionou algum dia. O Catatau, do Leminski, não sai do meu banheiro.
originalmente em: http://www.parana-online.com.br/editoria/almanaque/news/428127/

12 fevereiro 2010

Poema do Jorge: O MAIOR POETA BRASILEIRO Ñ RECONHECIDO DA ATUALIDADE! (Q VERGONHA, SENHORES EDITORES!)

transcendência zero

quando eu morrer,

não quero

ir para o céu

nem para o inferno:

quero ir prá onde eu quero.

pois prá estes cretinos

destinos, eu não rezo.

quando eu morrer,

não quero

choro e nem vela:

prá que tanta querela

se meu inventário

é apenas uma festa?

prá que seguir os rios

de lágrimas e fumaças?

meu corpo é como falo:

safado

sorrateiro e de soslaio.

santo do pau oco

onde na minha língua guardo

o devasso

das pernas aflitas das viúvas.

morrer é nascer

em outro canto.

é ser no ser outro ser

um estranho que toca

e funda um antigo idioma

na trompa de falópio:

esse instrumento

que no fundo aloja

a melodia do espanto

da caixa de pandora.

quando eu morrer,

não quero lero-lero:

quero como raio

ter a cara do meu tempo

e ao mesmo tempo

o tempo que eu quero

prá morrer de novo

no mesmo verbo.

quero morrer

instantâneo e claro

neste outro canto

contanto que seja cantado.

morrer de morro, de reco-reco

sair feliz, de gozo

do outro lado, extasiado,

tendo a lua por pandeiro

e morrer planetário, pelo menos

saber morrido saciado

dentro do monte de vênus,

apaixonado...

quando morrer,

não quero?

mas que assim seja

o meu antepenúltimo gesto:

(deus é viado,

não liga pro qu’eu falo

e o diabo, que vá pro diabo)

quero com a vida ser eterno

mas se nela eu não caibo,

quero viver meu epitáfio:

quero ir prá casa do caralho.

Jorge Barbosa filho
ei você mocinha que passa apressada caminho da balada. eu sou aquele velhinho que guarda os carros aquele mesmo açoitado pelos guardas. sou aquele barbudinho metro e meio cabelo rareando cigarrinho na mão esquerda. não tema minha filha carolinha hipócrita moça de família. eu sou tranqüilo sou da paz. estive em woodystock só não me toque que banho não me apraz. eu sou o cara humilde que troca garrafa quente por gelada na lanchonete da esquina. não se assuste japa kamikase china sou feio mas sou cliente e sempre trago os paramingüás. mocinha mocinha doce de pele rosada aproveite o tempo que em certo momento ele também te alcançará. ouça agora prol de aliviar tormentos futuros o que o velhinho te proporá. suba no meu cangote dessa cinta liga faça um chicote comece logo a galopar. já fui moço cuidei da vida deixei trêis fia quirida lá no meu inormi ciará. confie em mim doninha bendita arrebite bem a carrapita qui é pa módi nóis bimbá. perdoa esse pobre manço velho feio coxo fedido e chucro cabra pancho ma é qui mi incantei com teu remanço e agora penso em mi casá. montá casa pa dona mocinha largá essa vida pirigrina e todo dia te o q armoçá. voltá a falá comu'eu falava qdo via passarada as asinha arribá. eu o pobre véio interiorano viúvo di seis mêis pelo mundo vaganu u senhô dos araribá!
Por Regis Tadeu . 08.02.10 - 01h39 A festa dos mortos-vivos
Para esta semana, o pessoal do Yahoo! pediu para que eu e meus excepcionais amigos colunistas – Kid Vinil e Andreas Kisser – escrevêssemos sobre o Carnaval. Não tenho a menor ideia de como eles irão se referir a este evento, mas posso adiantar uma coisa a vocês: de minha parte, sinto um amargo gosto de derrota em minha boca, como se fosse um Napoleão tentando abrir uma lata de sardinhas com um garfo de plástico em seu exílio na ilha de Santa Helena, abatido e impotente perante a circunstância que me rodeia. Durante alguns dias, vou tentar escapar da verdadeira ditadura televisiva imposta pelo Carnaval, mas sei que não vou conseguir. Tenho plena consciência de que serei nocauteado por frases imbecis, proferidas por exércitos de exibicionistas, todos ansiosos por uma suruba que nunca se concretiza. Serei submetido a grotescos espetáculos de alegria plástica, sem vida, provenientes de gente cuja maior qualidade é exibir cirurgias plásticas – algumas invejáveis, outras semelhantes a serviços de borracharia mal feitos -, sem um pingo de autenticidade, sem o menor resquício de emoção sincera. Não tenho nada contra a exposição de corpos femininos nus – muito pelo contrário! -, desde que eles venham acompanhados de uma aura de sensualidade e beleza. Não há espaço para a ingenuidade em avenidas salpicadas de pessoas mortas por dentro, muito menos para o tesão. O que resta é um festival de repugnância proporcionado pelas emissoras de TV. É duro admitir, mas a burrice parece ter se tornado item de cesta básica. Conseguimos a proeza de profissionalizar a idiotice! O Carnaval se tornou um evento para os outros. Empresas, fabricantes de cervejas, socialites deformadas pelo excesso de botox a ponto de se parecerem com lagartos, celebridades emergentes de 97ª categoria, playboys babacas, garotas de programas disfarçadas em atriz e modelo… É para essa turba falsamente animada que a festa do Rei Momo (quem?) existe hoje. O tumulto resultante é o espelho fiel do que o Brasil se tornou. Para os turistas estrangeiros, somos alegres bufões, sorridentes mesmo quando sabemos que milhares de crianças morrem como moscas porque não têm o que comer. Na verdade, no fundo da alma, essa cambada de “ex-BBBs da vida real” se comporta como palhaços desdentados, subnutridos de inteligência e bom senso. As pessoas se tornaram prisioneiras da imagem daquilo que se espera delas. O Carnaval é um retrato cheio de purpurina da realidade que vivemos: tumultuado, confuso, artificial, violento, narcisista, louco – no pior sentido da palavra -, bruto e patético. O problema não é o Carnaval, mas sim o que ele espelha. Não, não tenho saudade do passado, mas percebo que, em um tempo não muito distante, vivíamos de uma maneira diferente, mais cordial e sincera, mesmo quando nosso espírito mambembe se confrontava com o início de uma nova ordem, que determinava que só a exibição contínua e a qualquer preço seria o caminho para uma “carreira de sucesso”. Por que existe tanta gente disposta a fazer qualquer coisa para ganhar dinheiro e/ou aparecer na TV? A resposta pode estar no fato de que essa imensa massa de imbecis está totalmente desiludida com os benefícios que a aquisição de cultura pode trazer ao espaço vazio que existe entre as suas orelhas. A turba de idiotas prefere o caminho mais fácil, que passa pelo constrangimento de expor suas vergonhas intelectuais e físicas em cadeia nacional. Como é possível fazer germinar a cultura de um país por meio da massificação? E quando escrevo “cultura”, me refiro também à música, um dos principais combustíveis para nossa existência. Como acreditar na musicalidade de um Carnaval em que os samba-enredos são todos iguais, a ponto de você esqucer cada um deles segundos depois de ouvi-los? Hoje, fazer parte do Carnaval é trabalhar como um macaco de realejo perante uma plateia cheia de zumbis sorridentes. Se essa é a sua noção de “alegria popular”, vá fundo. Mas depois não diga que eu não o avisei…
publicado originalmente em: http://colunistas.yahoo.net/posts/252.html
sobrevertendo as comedias romanticas estadunidenses com seu modo de vida caracteristico no qual pais superprotetores dizem pro carinha que lhes vem buscar tomar a filha direçao do baile "fique esperto, conheço todos os tiras da cidade" eu direi quando tiver uma filha em tal idade se tiver uma filha algum dia: ei mané, ticuida qu'eu conheço todos os ARTISTAS DA CIDADE!

11 fevereiro 2010

o pior da vida é que a gente morre adoece sente dor não fosse isso tudo seria caetaneamente lindo bicho eu quero morrer velhinho numa patuscada de Gandhi] quero que meu córtex cerebral seja congelado e posto num homem de Neanderthal quero ser um rei erasmo ou roberto o tal mandar brasa mora?] eu poderia ser trotski nero stanleynislavskikubrick um ator um escultor romancista pintor plantor castor nestor computador jogador balconista engenheiro mandigueiro perdigueiro ou jornalista dustin hoffman shakespeare glauber dosto joana dark puta ou boleteira cafetão trafica homo bi pan ou trans idiotelectual sensual academicista ou qquer outra merda e seguir sempre falando besteira.... mas ainda prefiro ser sempre eu mesmo, homem heteroartistasexual bem brasileiro: Cesar Felipe Pereira]

10 fevereiro 2010

mais um de Débora Corn - poetisa poetinha camarada....

Desvió

¿Qué te pasa mi vida?

Não tenho nada pra fazer

Todos acham que não tenho tempo.

Tenho muito que dizer

Acham que são palavras ao vento.

Que irritante a alienação

Concordam sem oposição.

Zeus, me dê um carro!

Vou fumar o meu cigarro

E esperar um pouco mais.

Num condomínio de luxo

Encontra-se a paz?

É o que dizem especialistas.

As pesquisas revelam

O ranking da inteligência

Infelizmente está na moda

Ver e ler o que nada acrescenta

Rir do que todos riem

Ler revistas de fofoca

Saber da vida de quem

Oportuna novamente.

¿Qué te pasa mi vida?

Que não leu no jornal sobre

Moda francesa

Não é chique colocar os braços

Sobre a mesa.

Quero wisky sem gelo

Devo alisar o meu cabelo?

¿Qué te pasa mi amor?

Pero que devo mirar te

Preguntar sobre lo tiempo.

Se me falar de novo que

Bossa é música de velho

Que samba não é bom negócio...

Vai... Pegue amanhã seu avião

Com o sorriso da alienação.

09 fevereiro 2010

As pérolas do ENEM 2009

O tema da redação do Enem 2009 foi Aquecimento Global, e como acontece todo ano, não faltaram preciosidades. Lá vão: 1) "o problema da amazônia tem uma percussão mundial. Várias Ongs já se estalaram na floresta." (percussão e estalos. Vai ficar animado o negócio) 2) "A amazônia é explorada de forma piedosa." (boa) 3) "Vamos nos unir juntos de mãos dadas para salvar planeta." (tamos junto nessa, companheiro. Mais juntos, impossível) 4) "A floresta tá ali paradinha no lugar dela e vem o homem e créu." (e na velocidade 5!) 5) "Tem que destruir os destruidores por que o destruimento salva a floresta." (pra deixar bem claro o tamanho da destruição) 6) "O grande excesso de desmatamento exagerado é a causa da devastação." (pleonasmo é a lei) 7) "Espero que o desmatamento seja instinto." (selvagem) 8) "A floresta está cheia de animais já extintos. Tem que parar de desmatar para que os animais que estão extintos possam se reproduzirem e aumentarem seu número respirando um ar mais limpo." (o verdadeiro milagre da vida) 9) "A emoção de poluentes atmosféricos aquece a floresta." (também fiquei emocionado com essa) 10) "Tem empresas que contribui para a realização de árvores renováveis." (todo mundo na vida tem que ter um filho, escrever um livro, e realizar uma árvore renovável) 11) "Animais ficam sem comida e sem dormida por causa das queimadas." (esqueceu que também ficam sem o home theater e os dvd's da coleção do Chaves) 12) "Precisamos de oxigênio para nossa vida eterna." (amém) 13) "Os desmatadores cortam árvores naturais da natureza." (e as renováveis?) 14) "A principal vítima do desmatamento é a vida ecológica." (deve ser culpa da morte ecológica) 15) "A amazônia tem valor ambiental ilastimável." (ignorem, por favor) 16) "Explorar sem atingir árvores sedentárias." (peguem só as que estiverem fazendo caminhadas e flexões) 17) "Os estrangeiros já demonstraram diversas fezes enteresse pela amazônia." (o quê?) 18) "Paremos e reflitemos." (beleza) 19) "A floresta amazônica não pode ser destruída por pessoas não autorizadas." (onde está o Guarda Belo nessas horas?) 20) "Retirada claudestina de árvores." (caráulio) 21) "Temos que criar leis legais contra isso." (bacana) 22) "A camada de ozonel." (Chris O'Zonnell?) 23) "a amazônia está sendo devastada por pessoas que não tem senso de humor." (a solução é colocar lá o pessoal da Zorra Total pra cortar árvores) 24) "A cada hora, muitas árvores são derrubadas por mãos poluídas sem coração." (para fabricar o papel que ele fica escrevend asneiras) 25) "A amazônia está sofrendo um grande, enorme e profundíssimo desmatamento devastador, intenso e imperdoável." (campeão da categoria "maior enchedor de lingüiça") 26) "Vamos gritar não à devastação e sim à reflorestação." (NÃO!) 27) "Uma vez que se paga uma punição xis, se ganha depois vários xises." (gênio da matemática) 28) "A natureza está cobrando uma atitude mais energética dos governantes." (red bull neles - dizem as árvores) 29) "O povo amazônico está sendo usado como bote expiatório" (ótima) 30) "O aumento da temperatura na terra está cada vez mais aumentando." (subindo!) 31) "Na floresta amazônica tem muitos animais: passarinhos, leões, ursos, etc." (deve ser a globalização) 32) "Convivemos com a merchendagem e a politicagem." (gzus) 33) "Na cama dos deputados foram votadas muitas leis." (imaginem as que foram votadas no banheiro deles) 34) "Os dismatamentos é a fonte de inlegalidade e distruição da froresta amazonia." (oh god) 35) "O que vamos deixar para nossos antecedentes?" (dicionários)

08 fevereiro 2010

> BIG BROTHER BRASIL, > > > > Autor: Antonio Barreto, > > Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, > residente em Salvador. > > Curtir o Pedro Bial > E sentir tanta alegria > É sinal de que você > O mau-gosto aprecia > Dá valor ao que é banal > É preguiçoso mental > E adora baixaria. > > Há muito tempo não vejo > Um programa tão ‘fuleiro’ > Produzido pela Globo > Visando Ibope e dinheiro > Que além de alienar > Vai por certo atrofiar > A mente do brasileiro. > > Me refiro ao brasileiro > Que está em formação > E precisa evoluir > Através da Educação > Mas se torna um refém > Iletrado, ‘zé-ninguém’ > Um escravo da ilusão. > > Em frente à televisão > Lá está toda a família > Longe da realidade > Onde a bobagem fervilha > Não sabendo essa gente > Desprovida e inocente > Desta enorme ‘armadilha’. > > Cuidado, Pedro Bial > Chega de esculhambação > Respeite o trabalhador > Dessa sofrida Nação > Deixe de chamar de heróis > Essas girls e esses boys > Que têm cara de bundão. > > O seu pai e a sua mãe, > Querido Pedro Bial, > São verdadeiros heróis > E merecem nosso aval > Pois tiveram que lutar > Pra manter e te educar > Com esforço especial. > > Muitos já se sentem mal > Com seu discurso vazio. > Pessoas inteligentes > Se enchem de calafrio > Porque quando você fala > A sua palavra é bala > A ferir o nosso brio. > > Um país como Brasil > Carente de educação > Precisa de gente grande > Para dar boa lição > Mas você na rede Globo > Faz esse papel de bobo > Enganando a Nação. > > Respeite, Pedro Bienal > Nosso povo brasileiro > Que acorda de madrugada > E trabalha o dia inteiro > Dar muito duro, anda rouco > Paga impostos, ganha pouco: > Povo HERÓI, povo guerreiro. > > Enquanto a sociedade > Neste momento atual > Se preocupa com a crise > Econômica e social > Você precisa entender > Que queremos aprender > Algo sério – não banal. > > Esse programa da Globo > Vem nos mostrar sem engano > Que tudo que ali ocorre > Parece um zoológico humano > Onde impera a esperteza > A malandragem, a baixeza: > Um cenário sub-humano. > > A moral e a inteligência > Não são mais valorizadas. > Os “heróis” protagonizam > Um mundo de palhaçadas > Sem critério e sem ética > Em que vaidade e estética > São muito mais que louvadas. > > Não se vê força poética > Nem projeto educativo. > Um mar de vulgaridade > Já tornou-se imperativo. > O que se vê realmente > É um programa deprimente > Sem nenhum objetivo. > > Talvez haja objetivo > “professor”, Pedro Bial > O que vocês tão querendo > É injetar o banal > Deseducando o Brasil > Nesse Big Brother vil > De lavagem cerebral. > > Isso é um desserviço > Mal exemplo à juventude > Que precisa de esperança > Educação e atitude > Porém a mediocridade > Unida à banalidade > Faz com que ninguém estude. > > É grande o constrangimento > De pessoas confinadas > Num espaço luxuoso > Curtindo todas baladas: > Corpos “belos” na piscina > A gastar adrenalina: > Nesse mar de palhaçadas. > > Se a intenção da Globo > É de nos “emburrecer” > Deixando o povo demente > Refém do seu poder: > Pois saiba que a exceção > (Amantes da educação) > Vai contestar a valer. > > A você, Pedro Bial > Um mercador da ilusão > Junto a poderosa Globo > Que conduz nossa Nação > Eu lhe peço esse favor: > Reflita no seu labor > E escute seu coração. > > E vocês caros irmãos > Que estão nessa cegueira > Não façam mais ligações > Apoiando essa besteira. > Não deem sua grana à Globo > Isso é papel de bobo: > Fujam dessa baboseira. > > E quando chegar ao fim > Desse Big Brother vil > Que em nada contribui > Para o povo varonil > Ninguém vai sentir saudade: > Quem lucra é a sociedade > Do nosso querido Brasil. > > E saiba, caro leitor > Que nós somos os culpados > Porque sai do nosso bolso > Esses milhões desejados > Que são ligações diárias > Bastante desnecessárias > Pra esses desocupados. > > A loja do BBB > Vendendo só porcaria > Enganando muita gente > Que logo se contagia > Com tanta futilidade > Um mar de vulgaridade > Que nunca terá valia. > > Chega de vulgaridade > E apelo sexual. > Não somos só futebol, > baixaria e carnaval. > Queremos Educação > E também evolução > No mundo espiritual. > > Cadê a cidadania > Dos nossos educadores > Dos alunos, dos políticos > Poetas, trabalhadores? > Seremos sempre enganados > e vamos ficar calados > diante de enganadores? > > Barreto termina assim > Alertando ao Bial: > Reveja logo esse equívoco > Reaja à força do mal… > Eleve o seu coração > Tomando uma decisão > Ou então: siga, animal… > > FIM > > Salvador, 16 de janeiro de 2010

05 fevereiro 2010

ARLEQUIM PRINCIPE

intervenção de rua

sábado 06 de fevereiro às 11h00

Rua XV com monsenhor Celso (onde fica a mulher da cobra-cobra 33)

domingo 07 de fevereiro às 11h00

Feira do Largo da Ordem (perto do cavalo que vomita água)

ENTRADA FRANCA (é na rua, né, vê quem pode e quem quer)

Associação Artistíca Cultural Pedagógica

ARTE DA COMÉDIA

Alaor de Carvalho (Pantaleão) - Susane Bueno (Ricciolina) - João Graf (Arlequim)

Texto e Direção

ROBERTO INNOCENTE

***Leve muitos Reais (R$ pro chapéu, "contribuição voluntária") e divulgue! (Se estiver sem reais, barras de ouro, que valem mais que dinheiro. Aceitamos dolares, também euro)