Loading...

It's been a hard days night!

Têm dias em que a noite é foda.


31 janeiro 2010

APOLOGIA

Senhoras. Senhores.

‘É preciso estar sempre embriagado. Eis aí tudo: é a única questão.

Para não sentirdes o horrível fardo do Tempo que rompe os vossos ombros e vos inclina para o chão,

é preciso embriagar-vos sem trégua. Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa maneira. Mas embriagai-vos. E se, alguma vez, nos degraus de um palácio, sobre a grama verde de um precipício, na solidão morna do vosso quarto,

vós acordardes, a embriaguez já diminuída ou desaparecida,

perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio

a tudo que foge, a tudo que geme, a tudo que anda, a tudo que canta, a tudo que fala,

perguntai que horas são;

e o vento, a onda, a estrela, o pássaro, o relógio, responder-vos-ão:

'É hora de embriagar-vos!

Para não serdes os escravos martirizados do Tempo, embriagai-vos: embriagai-vos sem cessar!

De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa maneira'. (Baudelaire).

30 janeiro 2010

UPGRADE PARA RENATO

SEXO virtual não faz meu estilo, bites são erros e o mouse é seeuu, não quero baixaaar, o qu'eu uploado tambéém....

28 janeiro 2010

de Guilherme Giublin, em 28/05/2009

Foto: Amanda e Felipe (para Cesar Felipe Pereira) a falta de si a tristeza... as noites nos dão colos efêmeros na hora o gozo e convencemos as paredes do quarto e dormimos tranqüilo mas nem as paredes acreditam aí arriscamos nossos rins para convencer os que não dormem com nós; só para permanecermos tranqüilos sabendo que no fundo não era nada daquilo. (aí Gui, finalmente postado! valeu, brotherrrrrrr....)

25 janeiro 2010

Vou te oferecer um chá Pra provar que não sou má. Eu não sou sem virtude, malvada Só não tolero essa sua cara lavada. Depois que massagear meus pés Poderá, talvez, tomar dois cafés. Leia pausadamente Baudelaire Enquanto como doce de colher. Vá buscar as cerejas, pra meu drink Passe rápido, minha saia pink. Vou dar uma longa volta pela cidade Ir aos bares, conferir minha popularidade. Quando eu voltar, poderá me ver dormir Talvez, então, pra seus olhos eu possa sorrir. Amanhã lave todos os vidros Guarde seus ternos coloridos À noite assistirei ao quarteto Compre de Vinícius um soneto Já que você não é bom com as palavras Então, talvez, eu não fique mais braba Você repete, diz que sou má E que faço você chorar. Isso é uma bobagem sua Não lhe proibi de ver a lua... Diz que sou má Débora Corn

24 janeiro 2010

Cinema nacional em tela

Medida institui cota de exibição para o cinema brasileiro

Uma medida do governo instituída no fechamento do ano de 2009 poderá abrir uma nova etapa para o cinema nacional. Em 2010, as salas de cinema do país deverão exibir dois filmes brasileiros diferentes e fixar 28 dias de exibição, conforme determina a lei batizada de “Cota de Tela”, regulamentada pela Agência Nacional do Cinema (Ancine). A proposta tem por objetivo promover a auto-sustentabilidade e elevar a produção da indústria cinematográfica. Com isso, conforme a redação do Decreto nº 7.061/2009, ficam obrigadas pelo cumprimento da medida as empresas proprietárias, locatárias ou arrendatárias pertencentes à mesma empresa exibidora e que integrem espaços ou locais de exibição pública comercial localizada num mesmo complexo. Segundo a direção da Ancine, a idéia é estabelecer maior planejamento entre os segmentos de produção e de exibição do audiovisual, como é feito pelos estúdios norte-americanos, por exemplo. A quantidade de dias e de filmes deverá variar de acordo com o número de salas em cada complexo. Os grandes complexos, por exemplo, terão uma cota de 64 dias e terão de exibir até 11 filmes diferentes.

(Guata/com informações da Agência Brasil)

Concluída a restauração da versão original do clássico "Metrópolis"

23.01.2010

Filme restaurado será exibido com as cenas adicionais na abertura do Festival de Cinema de Berlim. Museu da capital alemã abre exposição em homenagem à obra, um clássico do cinema mudo.

A descoberta de uma versão original do clássico Metrópolis, de 1927, causou furor entre cinéfilos de todo o mundo há cerca de dois anos. A cópia guardada num museu de Buenos Aires continha uma versão completa do clássico do diretor alemão Fritz Lang, incluindo 25 minutos até então dados como perdidos.

O processo de restauração do material encontrado começou logo em seguida e já foi concluído. Mais de 80 anos depois de sua estreia, Metrópolis poderá novamente ser visto como Lang o havia imaginado. A re-estreia acontecerá no próximo dia 12 de fevereiro, na abertura da Berlinale, o Festival Internacional de Cinema de Berlim. A exibição acontecerá ao ar livre, diante do Portão de Brandemburgo.

Quem não quiser esperar até lá tem outra opção: 10 dos 25 minutos adicionais podem ser vistos numa exposição aberta nesta quinta-feira (21/01) no Museu Berlinense do Filme e da Televisão. Intitulada The Complete Metropolis, a mostra apresenta ainda objetos relacionados ao clássico do cinema mudo.

Objetos em exposição

Podem ser vistos também todos os documentos originais disponíveis sobre o filme. Entre os cerca de 200 objetos estão material de cena, desenhos, excertos do roteiro, projetos de arquitetura e figurinos e as partituras que compunham o fundo sonoro.

Também é explicado como foram criados os famosos anéis de luz que circundam a robô Maria, interpretada por Brigitte Helm, numa das cenas mais conhecidas de Metrópolis. Em torno de duzentas fotos mostram Lang e sua equipe durante as filmagens do clássico.

O figurino original do filme não foi preservado, mas duas roupas da personagem masculina Freder foram recriadas pela empresa Kostümhaus Theaterkunst, responsável pelo figurino original.

A versão original

Com cerca de 145 minutos na versão restaurada, Metrópolis está praticamente completo. Segundo a curadora da exposição, Kristina Jaspers, faltam apenas algumas poucas imagens.

Entre as "novas" cenas estão um passeio de carro pela cidade futurista que dá nome ao filme e uma estátua da personagem Hel sendo descoberta. Algumas figuras secundárias ganham mais importância, diz Jaspers. A restauração digital foi feita imagem por imagem, e as cenas adicionais foram incluídas com ajuda das partituras para o acompanhamento musical.

Metrópolis estreou no cinema Zoo Palast de Berlim em 10 de janeiro de 1927, na versão original. O filme foi na época apresentado como o mais caro já produzido no mundo, ao custo de 6 milhões de Reichsmark, a moeda alemã de então. E foi um fiasco de bilheteria.

A distribuidora norte-americana Paramount, responsável pela distribuição mundial, fez cortes radicais na versão entregue por Lang. E, com o fracasso inicial, essa versão reduzida passou a ser exibida também na Alemanha.

Metrópolis foi restaurado pela Fundação Friedrich Wilhelm Murnau. A exposição The Complete Metropolis prossegue até o dia 25 de abril na capital alemã.

AS/dpa/epd

Revisão: Carlos Albuquerque

© Deutsche Welle

22 janeiro 2010

11 janeiro 2010

Eu e Carol vamos concretar o mundo. Chegaremos com as caçambas e cobriremos tudo. Nossos livros que se queimem todos. Nossas palavras que virem murmúrios. Nossos filhos que escorram perna abaixo. Não restará uma mísera folhinha verde. Só a Casa Verde. A casa verde ali paradinha parecendo uma bucetinha toda pequenininha, pois nunca agüenta todo o resto que eu tenho pra colocar. Então eu fico ali dentro, mas só a metadinha. A casa verde coitadinha, não agüenta tudo que eu tenho pra falar. A casa verde, aquela virgenzinha não agüenta tudo que eu tenho pra sofrer. A casa verde não sabe ainda gozar. É só um buraquinho menino. (por Quéroulaine Mascarenhas). Que desilusão. Só tinha 16. Parecia 19, 20. Parecia até especial. Mas só tinha 16. Acho que me enganou porque era grosso. Parecia ser mais por ser grosso. Mas só tinha 16. Eu que nunca me engano. Mas só tinha 16. Talvez a língua boa aluna ajudasse na mentira gostosa. A língua áspera. Os 16 grosso. O sorriso falso. Nas palavras boas e nas mãos brutas. Por que tanto desespero? Esse amor só tem 16. (poridem).