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It's been a hard days night!

Têm dias em que a noite é foda.


27 fevereiro 2010

se o poeta mente nas reticências ponho logo quatro pontos.... no texto, na testa sou o cardeal descontente absorto na rosa dos ventos flanando por moças no baixo-guaíra baixio de patéticas bestas putanas boêmios possantes saio na mão com traficantes e ponho casa pra minha dona fujo das convenções dos padrões de meus patrões o submundo me encanta desata o nó da garganta à base de heineken nos dias bons de sol nos dias ruins à seco não se passa desse lado da cidade covardes aqueles líricos nunca os lírios foram mais partidos do que no limiar dessa nova era de gente fina flor da sinceridade tempos de honesta hombridade de pó e beras e tapas na pantera saio à rua lunático deslumbrado sentimental mais que o normal atabalhoado por cima de populares toco em frente na marcha sibilantes erros no ouvido coração despetalado de palhaço na noite fria de garoa barroca quem se importa? certo que não muda os rumos certo que os muros continuam limpos improtestáveis certo que virá o futuro e essas noites se repetirão indefinidamente até quem sabe a falência generalizada de pulmão e bile e veias mas que fazer, meu caro charles? um dia beija outro dia não um dia forma outro dia fôrma mais um dia se vai um dia a menos na fatura final engenhar não cabe mais medicar nunca opção advogar diabos aos montes não soma ninguém ainda resta a arte? em qual telhado de casa sem polaca? pra que vadios arredios ao trabalho de verdade? em que pesa a modelagem dessa nossa sociedade? pra quê? pra quem? a nós mesmos? não se fazem mais maiakovskis, o mundo é um lugar sem opinião beckett ainda espera godot werther continua um herói que não cabe no gibi o que me espanta é que pouca gente se mate que pouca voz salte da garganta que fumaça e cheiro de óleo diesel movimentem as nações e as gentes que a poesia não os salve que o dia raie por sobre os montes indiferente avesso alheio aos seres pequeninos praguejados piccolinos na mesma o que nos resta os copos seguem cheios logo se esvaziam reabastecem os depósitos e vamos na corrente sob a garoa fria vociferando cabisbaixos sem ofender ninguém, pois nesse lado da cidade não tem sol mas ainda restam as heineken....

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