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It's been a hard days night!

Têm dias em que a noite é foda.


12 fevereiro 2010

Poema do Jorge: O MAIOR POETA BRASILEIRO Ñ RECONHECIDO DA ATUALIDADE! (Q VERGONHA, SENHORES EDITORES!)

transcendência zero

quando eu morrer,

não quero

ir para o céu

nem para o inferno:

quero ir prá onde eu quero.

pois prá estes cretinos

destinos, eu não rezo.

quando eu morrer,

não quero

choro e nem vela:

prá que tanta querela

se meu inventário

é apenas uma festa?

prá que seguir os rios

de lágrimas e fumaças?

meu corpo é como falo:

safado

sorrateiro e de soslaio.

santo do pau oco

onde na minha língua guardo

o devasso

das pernas aflitas das viúvas.

morrer é nascer

em outro canto.

é ser no ser outro ser

um estranho que toca

e funda um antigo idioma

na trompa de falópio:

esse instrumento

que no fundo aloja

a melodia do espanto

da caixa de pandora.

quando eu morrer,

não quero lero-lero:

quero como raio

ter a cara do meu tempo

e ao mesmo tempo

o tempo que eu quero

prá morrer de novo

no mesmo verbo.

quero morrer

instantâneo e claro

neste outro canto

contanto que seja cantado.

morrer de morro, de reco-reco

sair feliz, de gozo

do outro lado, extasiado,

tendo a lua por pandeiro

e morrer planetário, pelo menos

saber morrido saciado

dentro do monte de vênus,

apaixonado...

quando morrer,

não quero?

mas que assim seja

o meu antepenúltimo gesto:

(deus é viado,

não liga pro qu’eu falo

e o diabo, que vá pro diabo)

quero com a vida ser eterno

mas se nela eu não caibo,

quero viver meu epitáfio:

quero ir prá casa do caralho.

Jorge Barbosa filho

2 comentários:

  1. Seu cretino...uma cerveja nos chama!
    Já arrumei seu nome lá. Perdão pelo erro.
    Abraços
    FMAN

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  2. Puta que pariu, hein...nominho da porra...
    tá arrumado lá. Bom, acho que semana que vem rola...abração!

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