Loading...

It's been a hard days night!

Têm dias em que a noite é foda.


30 novembro 2009

ESCLARECIMENTO

FUI-ME EMBORA PRA MANAUS, PASÁRGADA, CINTRA, RECIFE, ELDORADO, O RAIO QUE ME PARTA. I'LL BACK IN 2010 (I HOPE SO) p.s.: abaixo, últimos posts de 2009 (ano nefasto!). Leiam-me. Esqueçam-me.
Sobre a menina E a menina continuou ali. Parada. Sentada na sua cama a abraçar os joelhos ralados de tanto cair. Estava cansada de chorar pelo tal gato rebelde. O gato rebelde que saia e não voltava. Ela amava aquele gato, e morria de medo que ele encontrasse outra dona melhor que ela. A garotinha olhou as fotos que tinha dele. Um gato lindo, pêlos dourados que reluziam ao sol. Olhos verdes e penetrantes. Ela sentiu mais falta dele. Cadê ele? Onde ele está? Meu Deus... já faz 6 horas que ele se foi! E o gato não volta. Ela espera pacientemente o bichano. Pacientemente. E ele não volta. Não passa na sua janela. Será que ele sente falta da garota? Ou será que está se divertindo com uma outra gata qualquer? A garota chora mais e mais, pois ela não quer que ele a deixe... A garota pacientemente chora... Olha para sua cama, na qual ele se deitou tantas vezes. Tantas vezes miou em cima daquela cama. Agora vazia. A garota sente seus joelhos arderem. Não quer cair de novo. Pois sabe que se cair não se levantará mais... e não irá procurar nunca mais outro gato em sua vida. Ela passará a odiar os gatos... e começará a acreditar que lealdade não existe mais. Pobre garota. Paciente espera em sua caminha. Paciente abraça seus joelhos. Paciente chora soluços. Paciente e preocupada. Paciente... Ela se levanta e vai tomar banho... Ainda com a esperança que o gato volte logo. Por favor, gato. Volta logo. A garota está sofrendo... Não a deixe assim. É triste. A garotinha tentou esquecer você, gato. Mas não conseguiu. Não percebes, gato? Que tu é a razão do sofrimento? Que tu, gato, é a vida da garotinha? Que sem ti a garota sofre? Sorte que a garota aprendeu a esperar. Sorte que a garota aprendeu a sofrer. Sorte que a garota ama o gato e não irá dormir sem ouvir o miado do seu retorno. texto da prima de 18 anos da Carol Mascarenhas (minha maninha)
VII É a vida às vezes dói mesmo mas nada é maior que a vida nem mesmo a mulher amada esse câncer que me corrõe a alma ela mudou a minha vida e partiu numa nuvem fria a única certeza que tenho na vida é que eu a amo e que nesse ano horrível de 2009 tive o meu melhor inverno de 21 de junho a 15 20 de outubro fui um sortudo apesar de tudo e que tristeza não mais a ter em minha vida vou aos lugares aonde íamos pra tentar nos ver mas não consigo isso é impossível volto aos mesmos lugares e me deprimo vou ao MON ao bosque passo em frente ao basset pra tentar te ver sentada naquela cadeira ou no bossa recheado de baladeiras beras e coisas ineficazes no meu atual estado e o pior é em casa o momento derradeiro ao final da noite e sei que este meu fluxo já está me deixando a mim e a todos cansado e que minha pugna luta briga com ela está CADa dia mais complicado o tempo passa voa e não fico numa boa a vida eis o verdadeiro fluxo impetuosa segue em frente e eu aqui doente sem vc sem ela só com letras e café e dor de borboletas no estômago gastricamente dolorido ela a figurinha única que completa meu álbum meu porão aqui aberto comigo trancado dentro sem chave sem clave sem nexo apenas ruído e fantasia esperança que nunca se consome de ver redimida minha situação absurda de levar uma existência sem vê-la encontrá-la na rua no café no teatro que você não quis ir pra não recair em por mim sim você me amou eu sei e talvez ainda haja amor aí amor essa palavra dolorosa estranha complicada o que enseja luz e sombra e cor e penumbra e talvez um dia eu me redima porque sinto que sei que sou um tanto bem maior como você me disse sou sim bem melhor que aquele antigo eu que não mais sou agora meu reino é também o seu nem somos mais diferentes demais somos iguais embora diferentes e eis o que é contraproducente mandar mensagens pra você a cada segundo meu fluxo fluindo como recurso apelação à causa dos santos-milagrosos da catedral da paz e medo medo é normal eu queria apenas protegê-la de tudo do mundo das coisas nefastas tenho medo de altura tenho altura de um metro e oitenta e nem esquenta que nada vai ficar atrás no passado no regaço na escuridão da tumba do Paraná do sarará que sararia por ela eu viraria vendedor de calçados deixaria de lado essa bobagem de arte por ela literatura alguma de minha lavra sairia eu enfrentaria até academia e iria à festa da uva por ela por ela só por ela eu tiraria todas as dúvidas eu amputaria um dedo eu amputaria um dedo para tê-la de volta em minha vida pois do que adianta vinte dedos se um punho basta pra empunhar a arma? lembro novamente Drummond em linhas bem tortas não se mate Carlos não se mate Carlos o amor é assim mesmo um dia beija um dia não beija portanto não se mate tome chuva na cara tome uma boa pinga tome porrada do guarda tome coragem pra enfrentar a vida ela é única sem dúvida a vida a capuletto formosura sua musa estamos cansados de ser dois sujos numa noite perdida escura e eu leprevost e jacobsen garantimos que a arte não vale tanto quanto as mulheres de nossas vidas mas agora é tarde agora é muito tarde é Manaus é recife vindo em frente é partir e voltar diferente juazeiro em fevereiro os dois sertões que se encontrarão o do ceará e minha alma em estiagem é maldizer as mulheres brigar com os amigos afundar-se em palavras e imagens aceitar a condição de Nietzsche e Kafka translucidar a metamorfose inabalada de certezas já há muito gastas aceitar a minha sina meu fado destino de ser abandonado um maior abandonado de vagar sozinho nau à deriva em Curitiba ou outra qualquer cidade fria de viver sem companhia com a solidão a me tentar a me dar idéias que não quero levar a cabo de ficar em círculos atrás do próprio rabo e concordo com o que li com Rita Lee que o sexo vem dos outros e vai embora mas o amor vem de nós e demora quando é verdadeiro e nos faz mudar de meios de iconoclasticamente destruir os nossos ídolos ritos e práxis mas há gente que ama e desama muito rápido ou sei lá o quê mas eu não eu que sou branco e barbudo e tô na moda que escrevo e pinto e filmo e fotografo e faço coisas deveras inúteis e também teatreio e tenho medo de avião que me levará pra longe daqui mas um dia irei voltar e voltando eu irei partir sem álibis sem Katze sem mein Schatz infelizmente doente sorriso amarelado páginas amareladas a vida inteira em sépia ao recordar as antigas chagas os estigmas que corroem meus punhos pequenos demais pra um homem em alinho com os astros com os trinta batendo à porta da incompreensão sem sermões cem sermões de padres indo à lugares que a ela não me levarão.

09 novembro 2009

VI uma semana para mim é uma vida e já há três vidas ela me deixou e prometo não sei se vou cumprir mas eu prometo que não vou mais ficar chorando me queixando por ela ok pessoal combinado porque I’m a million different people from one day to the next but I can’t change my mould infelizmente e então eu sigo em frente sobrevivendo simplesmente ou subvivendo e subvertendo ou sobrevertendo a verve ouvindo the verve bem o disco que contém a música aí acima mas poderia também estar ouvindo o arrigo que é de londrina mas não é londrino como o pessoal do verve que são de Londres mesmo e eu não sou vampiro como o Dalton mas sou daltônico não o clássico porque confundo tons de verde e azul e também rosa com branco eu sou sim um lobisomem perdido não em Londres não em paris mas em Curitiba essa fria e cara menina de pernas abertas pelas noites efêmeras e eu e lê we’ll always have não Casablanca mas essa podre Curitiba a Curitiba dos bares dos lugares mal freqüentados que ficaram no passado dela mas a mim me tentam a abrir a janela que é a rima mais fácil para ela como diz a banda pedra Letícia que é de Curitiba e eu gostei de escutar e acho que não vou me matar porque dói e dor não é legal talvez eu vá para o Nepal e vire monge budista porque no budismo o lance é atingir o nirvana o estado em que não se sente mais dor alguma mas peraí lá é longe por enquanto a coisa é pôr aqui o nevermind do nirvana trilha sonora da minha adolescência pra reviver minha antiga inocência aquela mesma na qual tirava dez em português mesmo sem ler o romance do Taunay quando ainda usava boné era Mané e nunca havia cheirado rapé e pirado no parangolé e a verdade é que drugs don’t work ainda segundo o verve tá ok já vou pôr o nirvanão e pirar o cabeção mas daí eu não escrevo mais aí eu pulo DIG DIG joy de Sandy e júnior porque olha essa a minha mania de juntar cacos que não encaixam como meu antigo mundo e a bela que agora é fera cinderela no porão do meu coração que rima fácil com oração que eu nem sei fazer viu Paulão não sou melhor que nada nem ninguém desculpe novamente por não ser um semi-deus feito você sou apenas um humano um ser que não sabe nada mas quer saber e é um fraco embora finja ter coragem como o nome deste fluxo que já tá me dando refluxo vontade de vomitar palavras a bile suco gástrico e aspirinas com cerveja o estômago todo lavagem de porco e as borboletas que dessa vez eu senti por uma menina não que sentisse isso antes por meninos não é isso eu afirmo que gosto de são Paulo e Curitiba e porto alegre e eu gosto de meninas e meninas somente mas estou muito carente é Renato o negócio aqui tá russo tá de fazer chorar em comercial de carro importado de deixar deitado tudo a contra-gosto acho que tô com encosto só pode ser o Zé pelintra deve tá a me rodear no bar no seu Zé no parangolé nas ruas perto de casa ali na graminha da general carneiro ou na minha árvore cativa da rua da paz onde vou sempre mijar e a da paz é também a minha rua embora esteja em guerra talvez Tolstoi não estivesse certo ao escrever aquela merda e eu quero é que tudo mais vá pro inverno que aqui tá quente pra caralho e não sei porque o VORD sublinha palavrões que porra esse não sublinhou eu já tinha adicionado hehe e repetições também sublinha é o fim da picada a marvada na carne o câncer que me consome a dentadas no estômago doente qual Kurt Cobain que serei quando tiver mais hormônios pra cultivar uma grande barba e eu sinto muito sinto muito pouco isso é sintomático isso é sintomático there goes my girlfriend tell me what it takes to let you GO a find another man lê you can’t sleep in my mind não adianta tá foda foda sublinha e foda mesmo foda foda foda foda tudo sublinhado tava ontem que pirei o cabeção naquele bar de merda e vocês eu não sei mas eu quero que o Paquistão se foda que o pré sal vá pra puta e que o Obama pegue fogo incinere de dentro para fora burn babe burn saca o que me importa é egoniilistapessoalidiossincratisubjesujeitamimmesmoeudolorosamenteIch expurgar a minha dor de amor que rompe as minhas veias e me transforma num vegetal em vida e está difícil me afastar da bebida what can I do I feel like the color blue todo vício escraviza e eu por ser polaquinho vou acabar por ser colocado no proloirinho ali no largo da ordem mas é fato que só trocamos um vício por outro no caso a pinga pela menina ela aquela mesma que já citei o nome certamente o melhor scotch já feito a mulher 9.9 que nada é perfeito há ali sim alguns defeitos mas o saldo é mais que positivo é o máximo no meu gabarito linda fora e dentro pra sempre no meu peito tempestuoso incongruente inconstante tropeçante de jovenzinho cada vez mais velho mula a flanar pela rua quinze que aliás daqui a pouco eu vou andar ir até o fim e voltar pro meu primeiro andar that’s a hole in my soul this is over Yes it’s killing me forever ande ver ever and ever solidão nesse momento e sempre eu queria ser João Gilberto e antes Gilberto Gil pra ser bão e compor drão que no meu caso se chamaria tema de Letícia que aliás eu compus mas é instrumental não fui capaz de pôr uma letra eu queria ter escrito o amor da gente é como um grão tem que morrer pra germinar mas já era o Gil nasceu antes se apaixonou antes perdeu a mulher e a reconquistou antes de eu pensar em existir e eu penso logo sofro preciso sim é de uma lobotomia chamarei o doutor hannibal aí sim não pensarei mais em Le não serei mais tão lelé não aLiterarei em L never more end of story viverei no répi-auê bebericando sem sentir o gosto flanando Love is a sweet misery e se vocês meus 4 leitores estamos progredindo estiverem cansados das minhas citações foda-se foda-se tudo tamô tudo fudido mesmo ahhhh ! quero escrever coisas idiotas e virar poeta beber a água da caixa d’água da Victor ferreira amar geni e o led Zeppelin roubar a igreja da ordem ser apenas mais um brasileirinho no cuzinho do mundo ir de bicicleta pra Antártida pintar o 9 o 10 o 11 tomar café na cantina da reitoria tacar pedras de petit-pavé na hipócrita sociedade de Curitiba sentar a bunda no bebedouro do largo sem molhá-la salvar a política poetar músicas e musicar poemas viver do meu próprio veneno desaparecer até que alguém me esqueça pintar a roda e ser o novo Ford comprar uma butina bunita e ir pra Vudis de cagalo ali na frente estacioná-lo ser mais inteligente e seguir sendo abandonado sempre afastar de mim aqueles todos que eu amo e acho mesmo que o faço pra não sofrer quando morrerem já que sou egoísta e decepciono logo de começo pra saberem que não suportaria me apegar demais e perdê-los em seguida porque estarei aqui muito mais que muitos deles e nada como já disse ameniza uma coisa dessas nem cachaça religião ou abraço “confortador” do bom pastor que não o Niro o Robert não o Fred Roberty quero poetar morar na rodoviária matar pombos a pedradas ser chulo e imitar Catulo conhecer contenda ir no show do wando ser Cult como o Reginaldo Rossi ir domingo ao jockey club pintar as unhas de preto e desfilar no carnaval ser um metrossexual trabalhar no metrô de Curitiba contratar uma diarista cortejar a garçonete da padoca da Nilo Cairo ir no puteiro e tirar da vida uma daquelas moças ser mosca e me comparar a gregor samsa formometamear-se em Chico Buarque perder a noção da hora criar uma poção e virar bolha escrever o tirando Paulo coelho da toca e virar Best-seller conhecer de Alice a maravilha ser pilha e bateria fumar crack e vender um rim quero enfim explodir a NASA jogar biriba e quebrar a cara fazer de tudo juntar coisas e dormir de meia conhecer a Rússia ser um filho da puta de direita tomar suco de pimenta aterrissar na lua estar no palco e não na pista beber no come-come comer no RU mais uns quarenta anos usar terno e discutir futebol com o analista ser Woody Allen ao menos no meu diário escrever besteiras pra caralho falar mal do senado e ser perdoado ou advertido em praça pública ser um merda um seu-merda inútil reprovável imprestável e doce cortar os bagos e vendê-los no Stuart tudo isso e muito mais porque odeio muito tudo isso nada faz sentido em Curitiba vou-me embora pra Bahia vou chorar a qualquer preço vou ganhando peso e lavando as mãos darei sermão e serei padre vieira vou entrar pra universal o estúdio de rólivude ou a igreja do Macedo se essa dor não passar se ela não passar vou trepar com árvore ser maníaco sexual abrir a capa no jardim de infância plantar café ou vender medalhinha virar hippie e esperar a lê passar no cavalo babão cantar Ney Matogrosso e Fagner pra arrematar a parada gay fundir escrita e mecânica prestar vestiba no Amapá lamber os beiços de melado entrar pras FARC tomar coscarque vomitar colônia ir pra polônia jogar loção na cara nunca mais ficar doidão viver são seco e sério sem mistério no sertão do meu coração bobão babão e bundão e buá buá ahhhhhh...

05 novembro 2009

V infelizmente não tenho ido ao cinema porque cinema tem me deprimido e andar sozinho tem me deprimido mas ficar em casa também me deprime então eu saio a esmo e faço coisas idiotas apesar de ser um cineasta e escritor e qualquer bobagem me deprime menos filmes de arte que aliás nem esses tenho visto nem truffaut ou bergman ou fellini ou o que quer que seja eu fico o dia inteiro menos a manhã que aí eu durmo sentado em algum lugar esperando o momento da vida melhorar porque vocês eu não sei só sei que a solidão apavora é atroz e pra resolvê-la amenizá-la tentar mudar é preciso poetar escrever vociferar contra tudo e todos contra os casais felizes nas praças da cidade aos milhares de fuscas azuis que agora eu consigo ver e não tenho ninguém pra dar uns tapas e é só infelicidade na vida dessa cidade acho que ano que vem vou-me embora não pra pasárgada ou eldorado mas sim pra österreich alles gute Bier im der hauptstadt wien mas na verdade eu agora parei de beber porque isso é ruim e faz com que a mulher amada pule fora e com razão ninguém merece um bêbado um louco um cara sem noção que nada tem a acrescentar e então eu vou passar a ficar em casa mesmo mesmo que lá esteja sem luz e só entre coisas que me deixam na solidão um som um ar o cheiro dela impregnado no meu colchão e tá tudo cinza sem você lê mesmo esse dia ensolarado lá fora aqui dentro de mim nessa coisa estranha que é te ver não te ver não ter a tua mão sobre a minha Quebrando um pouco a seqüência tentando igualar um pouco a vida devo dizer aqui no meio mesmo que O título desse capítulo que é o quinto o quinto dos inferno pra mim é renúncia ao meu mundinho de merda porque vocês sabem o amor é uma renúncia e essa é a maior prova de amor que eu posso dar ou talvez a única é renunciar ao meu antigo mundo e não me importo se isso não dá literatura e se não se faz boa literatura com bons sentimentos apenas o que sei é que literatura e arte boa ou ruim não amenizam o sentimento de dor que vem junto com a perda da mulher amada e não quero rimar amor com dor por isso renuncio renuncio àquilo que me era o mais importante àquela arte feita no front sofrida na pele experiência exacerbada a partir de agora farei a arte comedida funcionária pública careta domada renuncio aos bares à rotina dos bares que dela apenas me afasta(vam) e passo a me tratar freqüentando o AA pois um anjo de cabelo curtinho veio me salvar do meu mundinho e a ela sou muito grato renuncio aos pseudo amigos ficarão comigo apenas os de verdade e o mesmo vale para os camaradas uns 6 ou 7 apenas tutto bona gente a minha pequena máfia por isso por isso renuncio não quero esperar quatro anos e perceber que minha flor casou-se com outro eu eu é que estarei lá ocupando o meu lugar e mais à frente seremos três dois éles L’s a me mandar ela e nossa pequena Luiza porque elas devem ser maioria garantia que não me deixará afundar na vida na noite na sarjeta na bebida e quando o momento mais triste da vida chegar quando ela se for estarei ainda lá porque deu no tarô nos búzios na mão no mapa dos astros e agora saturno está em libra deu que viverei até meus 97 anos de idade e lá naquele momento eu também morrerei mas não agora agora vou reconquistar o território e dia após dia seguirei a fazê-lo não deixarei ela me esquecer nem em um milhão de anos não tenho vocação pra Hemingway não vou me permitir enforcar na árvore mais alta da Rui Barbosa porque tenho medo de altura e porque não tenho tendências suicidas embora a mudança seja a maior constante na vida e eu mudei vocês vão ver e eu não a quero a mudança a vida sem ela ela é o sentido a substância o recheio que colore tudo o meu novo mundo a luz a estrada e eu era apenas o seu chorume mas não agora não a partir daqui e vocês eu não sei mas eu odeio professores de dança porque eles querem me fazer dançar ao quererem dançar em salões alheios e nisso eu custo mas creio como creio que por ela eu usaria cuecas e meias deixaria o alcoolismo teria filhos grudaria o corpo tatuagem e tudo contra as colunas da cidade mostraria a vida uma nova vida mais bela mostraria minha cara a verdadeira sem maquiagem uma rua XV cheia de novidades eu descobriria subiria no maior arranha-céu de curitiba e iria de elevador direto para o alto pra berrar bem forte o nome dela lá do terraço aprenderia a cozinhar direito pastel de queijo pizza e pipoca com bacon porque sei o que quero e mais ainda o que não quero não quero desaguar todo outubro nem ouvir chorando os discos do menudo quero comprar um fusca azul para seguir perdendo no jogo juntar meu ar ao dela pra sempre arder em fogo ar e ar sintonia única o dito saturno em libra os 27 meu e dela rir da graça de nosso infortúnio de estarmos pra sempre ferrados porque somos apaixonados desde o primeiro momento aquele início bastante improvável e se não der vou fazer a mala e ir embora para o paraguai lembro do começo num domingo à noite ocasião monótona sem nada especial um bar qualquer inusual papo ameno pra passar o tempo um bom amigo convidado que apareceu pra mudar os fatos e mudou meu fado de um lado eu e uma menina ele e ela na outra ponta ninguém podia prever o que dali surgiria entre uma cerveja e outra e ainda tantas outras algo de incipiente no ar se insinuava um desviar de olhar de minha parte que de modo estranho não se consumava os olhos de gata em alerta me hipnotizavam e eu beirava à indiscrição então dias passados comentários com o amigo e elogios por sua escolha porém a eles a coisa muito boba novo encontro e de novo a mesma impressão aí ataque resultado infrutífero então dias mais fim de casos o encontro no teatro e no café também e outra vez é domingo e ali a vida voltou a fazer sentido desde então voltei a crer no humano pois ela é a mulher mais bonita que conheço e também o ser humano mais bonito algo em que não acreditava mais naquele meu mundo de encontros em banheiros de bar cinemas e bibliotecas mas principalmente bares e agora José e agora essa cara amassada no espelho essa angústia a perda a solidão que não mata mas dá a idéia e tenta e faz com que eu abra a janela do meu primeiro andar o que não machucaria nada não sei mais de nada o café continua amargo sei apenas que se pudesse ganhá-la continuaria no jogo se isso fosse factível separaria o joio do trigo me faria de amigo iria certeiro no umbigo caminharia na rua embaixo da umbrella faria uma sopa um chá arrumaria a caminha faria sem camisinha por ela pegaria HIV faria tudo e muito mais seria dela e ela seria minha jogaria na loteria a data dela a minha a da alegria escorreria o macarrão talharim ou spaghetti nunca mais iria de croquete steinhaeger ou rolmops não mais me importaria com meu ibope junto a outras mulheres ou pesquisa de opinião entre os amigos e teríamos também dois meninos ou mais que pouco é para fracos e de nós um dia eles cuidariam mas agora nenhuma costa branca no meu peito nada de cabelinho curtinho coladinho a mim NADA nada de feirinha no domingo parque ensolarado ou um bom papo no café do teatro agora só a velha companheira a malfadada solidão o cão miúdo exu endiabrado a me tentar na escuridão o eco nas escadas de um prédio do centro a visão da incerteza o flerte com o perigo a insatisfação o medo o desperdício a ineficácia do sonífero sobre o criado-mudo e eu afirmo novamente que mudo mudo pra melhor ou permaneço na pior equação simples exata numa relação humana e a mudança passageira essa cruel dama será desta vez permanente nada mais de seguir em frente balançando na corda bamba a coisa agora é mais direta linha reta pra um futuro como dito um novo mundo onde tudo será único e hoje o absurdo a distância o abandono o teatro mágico ecoando pela casa a cara taciturna nos reflexos da sala a noite com seus colos efêmeros e non gratos as loucuras em pesadelos inexpurgáveis apesar do apanhador de sonhos colocado sobre a cama a choradeira recorrente não quero mais nada disso não quero mais a morte quero amar de novo a mesma mulher com outra sorte e se não der vou sofrer sofrerei sim a cada dia hora milésimo de segundo o jorge ben chovendo chuva e me lembrando que ela não vem toda de branco molhada linda e não despenteada que isso é impossível e por ela eu sairia à chuva à tempestade com muitos raios eletricidade por ela só por ela é que subiria subirei ao trigésimo-sétimo andar de um prédio em construção e subirei de andaime daria o sangue bateria em gangue mas no momento o presente desgraçado sente como se um braço lhe tivesse sido amputado como se um órgão vital lhe faltasse sente o ar tornar-se rarefeito a rara distração não cobrindo mais o baque a besta na porta tramando o ataque a leviandade me lembrando que ela deve ser sempre a prioridade e isso aprendido espero que não muito tarde a maturidade agora consumada esse werther em pêlo após o sofrimento desgostoso e ela a minha Charlotte minha Capuleto minha cara inteira inteira cara minha minha menina mulher moça bonita moça bonita musa longe de minha presença e nada ameniza isso nem mesmo o entorpecimento com o que quer que seja nem arrigo ou tezza ou Belchior ou Shakespeare ou o botafogo a cultura alemã desgraças cachaças que nem mais engulo as letras as imagens os sons a culinária os planos próximos lançamentos de minha lavra nada nada nada me chama de volta à vida nada me volve a verve virulenta e satírica um mestrado sem ela não fará sentido as viagens trarão fotos nas quais o espaço dela estará vago o samba um sábado desperdiçado nossos lugares permanentemente evitados a memória um museu de crueldades se ela não voltar prefiro “contrair” alzheimer a me lembrar de insignificâncias tão necessárias como um limão meio limão dois limões meio milhão porque estou triste tristinho mais solitário que um curitibano que um canastrão na hora que cai o pano e só sozinho mais sem graça que a top model magrela na passarela e a manga rosa pra mim não tem mais sumo a lua vai me deixar sob um barracão de zinco e ninguém jamais vai me encontrar se essa coisa toda não passar e sei que o tempo cura tudo sim mas a casca tá sempre lá prestes a sangrar a romper em lágrimas os olhos murchos do idiota pseudo intelectual que na verdade não tem nada pra dizer pois a razão não significa nada os sentimentos é que contam quando qualquer beijo de novela faz chorar quando todos os casais na rua parecem felizes e você passa solitário e distraído cabisbaixo e maldizendo blasfemando vociferando contra tudo e todos não é definitivamente não é o que quero para mim não quero chorar toda vez que algo xadrez aparecer toda vez que ouvir as palavras massoterapia design jacu e polaco barbudo ou um fusca azul aparecer ou vir um galho de cerejeira porque IF you feel like I feel please let me know that is real I Love you babe pretty babe com todas as breguices só ditas e escritas quando se está nesse meu estado eterno ad infinitum mesmo sabendo que as palavras que escrevo provavelmente não te farão amolecer o coração é-me fácil escrever mesmo mal como sempre faço e você sabe disso e não me importa que vocês meus 2 ou 3 leitores quase todos letrados peguem minhas incongruências minha falta de edição de texto minhas mudanças de pessoa aqui está um autor falando não um narrador esqueçam a baboseira de eu-lírico isso aqui não é literatura é a vida descrita em termos subjetivos e sei que muito está incompreensível apenas um leitor-modelo e amigo íntimo compreende essas minhas palavras não quero viver eternamente num filme de Bergman sempre chovendo e segunda-feira sei que o futuro é sempre agora e agora agora agora ficando cada vez mais barbudo por opção o pseudo intelectual não mais boêmio um artista careta perdido na escuridão dos pensamentos infeliz por um único motivo completamente alucinado pela incerteza da situação mas esperançoso pela retomada da parte da tua estrada no meu caminho porque quando você foi embora quis morrer de sede quase enlouqueci e ainda hoje me encontro nesse estado então esqueça que sairei porta afora estarei ao contrário sempre presente nem que seja mentalmente não quero esperar vinte anos pra lhe provar como sou outra pessoa mas se for preciso não vou hesitar minha bonita o amor essa tarântula de pernas cabeludas me invadiu a vida me entrou pela retina e me fez voltar à tona a acreditar na possibilidade de felicidade mesmo contra todas as prerrogativas você me acorrentou como PROMETEU e faz com que meu fígado seja devorado diariamente porém não mais pelo álcool não ficarei mais alto nem abobalhado só diante da maravilha da beleza que beleza Uh Uh UH musa moderna estilosa porto-seguro estrutura alívio em meio à floresta escura raio de sol partitura perfeita combinação atômica quark correto na mistura artéria principal espero sempre você me ligar lembrando sol e chuva chuva e sol mas não ouço nunca o telefone tocar não ouço o meu tim vibrar então não durmo e ouço TIM maia pra não enlouquecer e tentar sobreviver porque vida vida mesmo só existe com você por você e na tua presença vida daquele tipo do seu tipo no seu mundo uma vida de segurança participação companheirismo amizade afinidades extremas enfim uma vida de delícias só é possível afirmo reafirmo e provarei contra o que quer que seja que tal delícia só existe para mim com uma única pessoa e o nome dela é le-tí-ci-A...