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It's been a hard days night!

Têm dias em que a noite é foda.


25 setembro 2009

rabo do sapo salta aperto atrás e ele pula DOBRADURA de modo análogo pra fora da blusa salta o seio da moça o sapo pula atrás da mosca o seio aparo com a boca

22 setembro 2009

FESTA DE POLACO

- 25/SET - Bar Casa Verde (Seo Zé), a partir das 12hs (isso mesmo, meio-dia!) até de madruga... Rua Amintas de Barros esq. General Carneiro - 26/SET - Café Parangolé (não, não é um executive bar), a partir das 21hs Rua Benjamin Constant, 400, quase esq. c/ Doutor Faivre - 27/SET - Tragos Largos, a partir das 12hs Rua Trajano Reis, em frente à Igreja do Rosário, pertinho do cavalo babão traga violão, paçoca de rolha, cachaça, poemas, dólares e sorriso na cara....

21 setembro 2009

GLAUBERIANOS

citações...

"O que interessa é a criação. A linguagem estabelecida, em qualquer arte, cansa."

"A Arte é a dimensão anárquica da matéria onírica" "A literatura não me liberta da solidão."

"A Arte é tão difícil como o amor."

"A função do artista é violentar"

"O país precisa de poetas"

12 setembro 2009

IV
citações são maneiras de dizer o que se quer e o que se pensa mas que outros espertões inteligentes já pensaram e disseram ou escreveram e você chegou lá muito tarde porque você anda devagar e eu também mas tudo bem porque devagar se vai ao longe e caminhando cantando e seguindo a canção porque você eu não sei mas eu ando devagar porque já tive pressa mas é mentira na verdade eu ando rápido e é difícil de me acompanhar e também eu não apenas ando rápido mas eu penso rápido porque artista não pode pensar devagar e devagar não se vai muito longe e eu quero e irei bem longe lááááá longe onde ficaram minhas recordações minhas ex garotas minhas noitadas e minhas roupas rotas e na parede da memória essa lembrança é o quadro que dói mais e mais e mais mas aqui no presente isolado solitário descontente eu escrevo no escuro porque aqui tá rolando um problema nos fusívei pusquê tá tudo male das coisera e eu só sei citar e bláblá eu te amo já não dá pra esconder essa paixão que me tortura os ovos ops os olhos de admiração por tanta beleuzura formosura e gotosura mesmo que isso me usure os bolsos o cofre o pagodemento que é pra ficar atento e contente pois se soltamos o ar no fim do dia a felicidade vem no fim do mês e eu que sou freguês cliente consumidor afoito fico satisfeito em poder gastar e beijar e continuar o meu caminho que se faz ao caminhar matutinamente levantando cedo que deus ajuda quem cedo madruga desde cedo da infância se bem que são só os velhos que acordam cedo por terem pouco tempo a lhes sobrar e eles só sabem cantar e plantar e feirar ou velhar entopem as ruas com suas sacolas e carrinhos e coisas bobas de velhos como balas de hortelã que eu ganhava da minha avó sempre ela as carregava e achava que eu gostava mas eu não eu não gosto de doces mas eu sempre pegava pra não magoá-la e agora ela morreu e todos morrem ainda mais os velhos de saúde debilitada e se eu fosse médico eu seria geriatra porque de velhos eu gosto já que não gosto de crianças bobas tolas e mimadas e elas são malvadas pisam nas plantinhas e maltratam os gatinhos e cachorrinhos e outros animaizinhos que temos em nossas casas e é tudo uma piada e piadas eu não sei contar eu sempre entrego o final e é por isso que eu escrevo mal eu faço fluxo de consciência e eu não sei não consigo manter uma cadência sustentar uma narrativa eu fico com preguiça o que é natural aos seres humanos aos manos aos maurícios e todos os outros desde Alexandre o grande filho de Felipe e agora essa nova gripe tudo me assusta me surta me estimula a escrever a perseguir a seguir o meu caminho que é só meu e eu vivo a poetar e a recitar para o povo eu sou poeta eu sou artista e o artista deve ir aonde o povo está mal remunerado mal estruturado mas sempre a sorrir que é como eu pretendo levar a vida a cantar a poetar a não punhetar as mentes dos pobres colegas porque os que me lêem lêem me e o fazem por de mim deveras mal sinteticamente construída a minha sentença gostar de mim entende? saca o que eu quero dizer mano tá ligado na parada disso tudo que rola assim aqui loko vida loka de maluquice que é tudo isso e o problema continua a ser mulher para sempre a nos me atormentar nesse capítulo e nos próximos e na vida e eu ainda estou com esses problemas mal resolvidos desses dias em que a minha menina tava de cara e ela continua e acho que todas sempre ficarão de cara porque tenho geralmente os finais de semana ocupados por muito trabalho por poetagem por bobagem mas não por sacanagem não meu irmão e é tudo uma maluquice uma sandice que eu não sei se é assim que escreve e eu devo citar mais e mais porque eu comecei esse capítulo e terminei o anterior falando escrevendo sobre citar e citar é bom ou deve ser bom porque é assim que eles fazem na academia onde levam a máxima do nada se cria nada lavoisieramente se perde tudo se mantém será que é isso mesmo eu não lembro mas enfim nos trabalhos acadêmicos pelos quais tanto apreço tenho é preciso citar e citar e gozar com os paus alheios de velhos que citaram outros e continuam a citar mesmo sendo doutores e espertões inteligentes da academia que não é lugar para criar ou malcriar jovens cabeludos barbudos o dedo em v poeira e cartaz porque no presente a mente o corpo é diferente e o passado é uma roupa que não nos serve nunca mais mesmo e aqui a luz voltou mas nada de inspirar-me me aspirar a coisas maiores continuo aqui sentado cansado escrevendo bobeiras balbuciando tentando encontrar o meu caminho um lugar no meio de toda a escuridão da noite lá de fora e o pensamento na bossa-nova ou no bossa nova bar em curitiba que é linda mas é vulgar e é vulgar não usar vírgulas não pontuar não jogar e não gostar de futebol onde também se pontua e o importante é conseguir os três pontos e jogar como o professor falou e correr desesperado pelo gramado porque senão a outra única opção é cantar e batucar e pagodear pra pegar mulher e ascender socialmente e daí eu iria gostar mas eu sou branco e tô na moda e eu gosto é de mulhé não de loira burra e toda mulher já nasce pra morrer de amor como diria o grande filósofo vavá pra puta que o pariu com o morango do nordeste do sertão ou do amapá e talvez elvis o rei e michael jackson o príncipe estejam no acre já que é verdade que ele existe e um dia eu vou visitar depois logo depois que der uma passada em pasárgada pra descansar no meu leito onde terei a mulher que escolher pois eu sou amigo do rei he he roberto carlos não o locão cheirado mas o da minha querida curitiba que é bonita paca pra gente viver e poetar e caminhar a pé porque poeta só anda a pé sob a garoa não de sampa não de poa e sim do meu querido paraná que é verde menos as barrigas que isso deixamos pros catarinas que são também muito gente fina e suas mulheres muito belas de se admirar e mesmo as gordinhas as gordinhas gente fina as loirinhas tangerina boas de chucrutear na oktoberfest que logo pinta aí já no mês que vem e que venham muitos e muitos milhares de meses até o momento de pegar carona no barco lá pelos 97 anos de idade quando leminski me chamar e me falar meu filho você é tudo de bom e permita deus que tu nunca perca neguinho esse seu dom de versejar de rimar coisas que não colam de juntar incongruências mas principlamente esse seu dom de citar de iludir de recriar de criar de novo e de recriar-se na vida na arte na escola na universidade cheia de franco citadores fascistas polemistas de araque sem motor de arranque fundistas que não chegarão muito longe ao contrário de nós os maratonistas que ouvindo o voodo lounge temos um mundo a conquistar e que eu queria na verdade assim de fato na real pode crê era fazer sucesso e sossegar levar uma vida simples numa casa de campo com meus discos meus livros meus amigos e acredito que não posso mais reclamar eu sou corajoso lembram esse é o título do meu texto do meu fluxo e tô com pena daqueles que sequer podem andar eu sou um felizardo um sortudo um baita de um papudo falo mal de todo mundo e ao menos tenho as duas pernas no lugar e sou muito grato mas muita gente infelizmente sequer pode andar os seus caminhos percorrer as suas trilhas subir descer escalar então nem se fala e isso é que é tristeza e pensar que muitos doidos mandam aquela merdarada posta sobre a mesa os chapados chapam mandam pra dentro num ato nada glamouroso algo bem terrível que nada lhes alivia e eu já tô perdendo o fôlego acho que nesse capítulo vou parar logo adiante se bem que isso de nada adiante pois lá mais além eu retomo o que tenho dito repito e repito até você me abandonar e nada tem significado o que importa se é que algo importa são as nossas namoradas aquelas criaturas belas mas temperamentais que nos dão sustentação que nos fazem sentir amados mesmo sendo execráveis pobres barrigudos carecas tarados ogros abomináveis piores que o shrek e mesmo as abandonando nos finais de semana pra escrever pra ver futebol na tv pra ir sabe-se lá pra onde pro fim rumo certo pro futuro mais direto impossível apenas regredindo voltando à estaca zero onde eramos pobres bebês e não bebíamos desgraças mas mamadeiras e mordíamos os seios de nossas mães como se fossem romãs e não o mármore frio das líricas gregas pois é isso meu bem é o que quero é o que terei não partirei não conseguirei sobreviver não levarei a carteira de identidade teus seios inda estão nas minhas mãos quase de meia idade se bem que ainda pago meia nos lugares e quando puder te levarei a um cinema pra fingirmos que somos jules e jim

11 setembro 2009

"um analista amigo meu disse que desse jeito não vou viver satisfeito..." Belchior em "Divina Comédia Humana" Paulo, meu amigo irmão, psicólogo particular, me enviou um e-mail, que transcrevo - na íntegra - logo abaixo. Valeu, mano...
From: quickstrike-@hotmail.com To: felipecinetvpr@hotmail.com Subject: Date: Wed, 9 Sep 2009 23:47:46 -0300
Eu escrevi isso como comentário no último post do teu blog, mas dai achei de conteudo muito intimo e preferi mandar por aqui. Até brother --------------------------------------------------------

Ao meu amigo irmão, mais artista do que eu, mais exigente do que eu, digo: Não siga. Não siga esse clichê dos artistas. Não há tanto clamour quanto alardeiam na dependência química e na loucura. Não me deixe sozinho do deserto da sanidade. Drogas servem como anestesia, analgésico, não consertam nem curam, só aliviam por tempo pré-determinado. Não queira viver dos aplausos que algumas excentricidades arrancam, é alimento fugaz, que não preencherá sua alma. Os seus heróis morreram de overdose? Quantas vezes já não ouvi nos bares, com entusiasmo e admiração filial, a história das duas garrafas diárias de vodka de Leminski? Heróis que corroboram para a destruição da própria saúde (física e mental pra quem faz distinção) e das dos que estão próximos e se importam com eles. Heróis que morrem por motivos decorrentes (e/ou agravados/acelerados) pelo abuso se substâncias. Ora hábitos como uma dieta de duas garrafas de vodka diária são admirados por quem assiste tudo de longe, às vezes com décadas ou séculos de distância, não por quem convive e tem verdadeiro apreço por quem pratica tais hábitos. Alguém feliz e realizado precisa de duas garrafas de vodka todo o santo dia? Não é aniversário, não é casamento, é todo dia. É, eu sou “careta” o bastante pra falar “feliz e realizado”. Acho destino melhor a perseguir, mesmo que no máximo só se chegue perto disso, do que virar o herói beberrão das gerações futuras, morto jovem por sua própria rotina e dono de obra emblemática para jovens revoltados ou metidos a alternativos meio século depois de sua morte passar despercebida, ou um século depois, um século e meio depois, ou...

Se não quer ser o velho e bom modelo do jovem rapaz ótimo, não seja, mas se você recusa esse esteriótipo apenas para seguir outro, o do artista chapado, não vejo grande vantagem. É trocar um sistema fechado por outro. Não envolve muita capacidade reflexiva, nem posicionamento ético e moral. Escolher um esteriótipo não tem nada de original, seja o de um playboyzinho, seja o do ébrio artista, não é nada original. E não é originalidade que busca? Não é a tal originalidade que ainda não conseguiu me definir satisfatoriamente que te faz perder o sono e rejeitar sua obra como Deus no dilúvio? Pois então, antes de uma obra original tenha uma vida original. Não precisa ser alcoolista ou adicto de qualquer outra coisa pra ser artista. Não siga, por favor, não siga.

07 setembro 2009

III
estou cansado dessa coisa de a mulher querer "responsabilidade" o que significa em outras palavras o velho e bom modelo do jovem rapaz bem diferente do lationoamericano do Belchior pois no fundo ELAS ADORAM A NOSSA FORMA DE VIDA DE VER O MUNDO o ser artista intelectual e o lance todo da boemia desenfreada e os holofotes sempre na cara mas isso tem um preço alto e pagar elas raramente pagam e eu não sei o porquê o que devo fazer dormir sumir beber mais e mais a cada dia afundado chafurdado em melancolia solitário produzindo obras mínimas acorde bemol a corda no pescoço a pressa da datilografia sei sim que ando meio leminski cheio de tudo em curitiba copo vazio da bárbara kirchner cheia de frio nesse dia chuvoso nebuloso no qual eu rezo pra matá-las a todas esmaniotamente dentro de mim pra não matá-las na casa verde e nem virar viado e beber balanga-bicha no barangolé onde eu fui sábado e por essa causa briguei com a mulher na verdade ela brigou comigo porque sábado e ontem e hoje eu bebi e sempre o farei até o dia em que morrer de tanto beber e reencontrar o leminski e o tezza e o arrigo e toda a classe porque 100% de todos nós iremos morrer mesmo os evangelisher protestant da doutor faivre e da sete de setembro que aliás é hoje e ainda não comecei a beber e não comi ou tomei banho ou troquei a roupa e nem me barbeei se é que algum dia volverei a fazê-lo já que prometi não mexer nos meu pêlos até o meu aniversário que tá chegando no próximo dia vinte e sete de setembro e serão três dias de festa e não sete porque eu sou polaco kovalski e lido com teatro e não sou mentiroso ou bobo ou burro ou troncho e agora com esse frio entendo os peruanos que usam poncho e tá na hora de tomar um ponche e de comer um pónei e estraçalhar com essa dor que rima pobremente com amor e modifica o humor e destrói a paciência que eu nem tenho mesmo pra ver desfiles sejam eles de independência o que me gera descrença com o ato cívico ineficiente e baboseirado das fardas e medalhas e merdas todas dessa coisarada que fazem com a sociedade que eu nem queria ter nessa ou em outra qualquer cidade fria ou nebulosa noir como esses dias atrás me pararam em frente a um bar no bec na faivre e me fizeram revistar os bolsos as meias e me arrancaram toda a dignidade me humilhando e apontando armas pras nossas faces amedrontadas e eu sei que paranóicamente estavam atrás de mim e senti me em plena ditadura como um intelectual forçosamente despido de sua coragem que é o título desse texto non-sense e blasfêmico e perigoso de acordo com as autoridades mas nada disso importa posso reduzir tudo ao maior problema do homem que é a sua mulher magoada e pra tudo o resto damos um jeito arrumamos dinheiro ajudamos os amigos mas morremos um pouco mais ou menos por nossas princesas quando elas são verdadeiramente nossas fortalezas e é possível que tenhamos um dia certeza de transformá-las em nossas rainhas que é o que elas querem casar ter filhos formar uma dinastia polinizar o mundo todo e eis porque exalam os feromônios pra atrair as presas pras suas teias eu devo estar com sorte ontem uma pomba defecou na minha cabeça e o jota me deu uma folha de louro o que já são dois sinais de dinheiro no bolso mesmo que eu não dê muita importância pois intelectuais são todos blasé e dizem que não se importam com notas de dinheiro só com notas musicais eu preferiria estar em paz com minha menina e não jogado as traças com medo da vida por isso não entendo a loucura dessas ruas com os craqueiros de olhos saltados dominados e apunhalados pelos policiais que são cruéis e páram todo e qualquer barbudo nas ruas mesmo que eles não carreguem latas e nós devemos amassá-las pra eles não usar não se lambuzar em seus potes de melado e serem açoitados como cães animais jogam bagulhos em seus bolsos e os levantam na bicuda eles não querem nem saber chegam apavorando metendo a mão em você em mim em todos nós apontam a arma pra tua cara fazendo você tremer e mesmo você falando gambé vai se fuder eles nada fazem pois estão ali para servir servir e proteger só não entendo servir a quem e proteger de que mas tudo bem e então repetimos gambé vai se fuder polícia vai se fuder rone vai se fuder filhosdaputa bem distantes de leminski vão se fuder milicos guardas fardas todo e qualquer tipo de autoridade vai se fuder fodam-se todos vão se fuder que eu sei que deveria ser escrito com o mas eu sou intelectual e tava passando pelo bec bar bec bar bec bar três vezes escrito e eles me pegaram quase lá na esquina e fizeram comigo o que não se faz nem a um cão sarnento que cobrem de criolina fizeram comigo um terror um horror me deixaram apavorado com o sistema e nesse dia não consegui dormir sozinho e muito menos pensei em entrar no esquema de fazer parte dessa vida careta e covarde que cazuza diagnosticou e que todas as mulheres querem essa tal coisa da segurança e responsabilidade mesmo que elas achem até bonitinho que você escreva e filme e atue e tenha outros amigos dessa mesma laia mas se você tem que trabalhar no feriado nesse sete de setembro dignificante para o homem elas certamente não irão gostar e vão te crucificar e sair com outros caras mesmo que amigos ou não ou sei lá talvez o marcelão ou o barbosão ou qualquer outro ão que entopem as avenidas e talvez hoje estejam na cândido de abreu vendo o desfile nesse dia chuvoso lacrimoso de nosso senhor que verte lágrimas sobre a humanidade descrente e talvez pense em transformar seu mundo num waterworld como o filme com kevin que não é o bacon mas o costner ou talvez rumem pra uma praça e encontrem o fred roberty mijado dormindo com o violão e recitando ou cantando caminhando seguindo a canção da praça que é de quem fica e não de quem passa e eu me sinto um retardado por ter mais uma vez ter magoado a pessoa amada a tê-la preterido ao ter preferido poetar e continuar a tacar fogo neste mundo mundo vasto mundo com todo mundo dentro tocar horror e me satisfazer com a escolha de escrever e seguir tentando escrever em detrimento de todas as musas medusas relatadas pelo claudino todas as que virão e irão partir em nuvens frias junto ao comandante do zeppelin prateado eu ficarei sem geni sem helena sem porvir apenas com kunderas e shakes e led zeppelins stones e maiakovskis a minha frente descontentes displicentes dissonantes me preenchendo com mais amarguras pra eu colocar em páginas que de nada servirão às demais pessoas deveras preocupadas em formar casais pares de iguais que seguirão ligeiramente em direção ao túmulo isso tudo é o cúmulo lá fora uma imensa cúpula cinza que a muito custo se equilibra sobre nossas cabeças e poucas pedras arremessadas contra os muros da hipocrisia enfim lá fora está chovendo e nada de ir correndo só pra ver o meu amor que viria toda de branco molhada e despenteada ainda mais por minhas mãos em seus cabelos arrepiada até nos tornozelos zzzzzelando por minha depressão pós sono zzzzz jazendo temporariamente molhada em meu colchão encharcado pelo suor gracioso de suas coxas e ancas roxas pelos apertões daquele que a deseja mais que milhares de coisas mas menos que consegue demostrar por estar sempre muito ocupado em explodir queimar atear fogo e beber beber até vomitar perambulando solitariamente mesmo em meio aos seus iguais por inúmeras mesas de bar até bukovski vir lhe resgatar e levá-lo quem sabe ao teatro não na platéia mas ao palco para corporificá-lo e continuar bebendo mesmo em trabalho em cena enjoado por seu ato ato após ato tomando pinga tomando na bunda porque hoje é segunda e estou trabalhando e é feriado hoje é segunda tomamos na bunda eu e carol estamos de fossa a bunda é nossa e assim por diante a cada instante servindo de teste pra bucha de canhão perdendo a compostura falando besteira sendo deselegante até a bons amigos como o fillippo que lê este blog e eu sou mesmo um lóqui pero different do arnaldo baptista eu só faço besteiras eu rodo na pista perco as estribeiras cometo falhas e até atos que atam ainda mais meus braços cansados de menino vadio acho mesmo que devo ser preso com pressa esse o meu desejo de retirar-me temporariamente dessa enorme festa desse pardieiro espiar apenas pelas frestas aqui recolhido em meu cativeiro aceitar a injeção na testa que me acalmará a alma desdenhosa e incoerente de citador desenfreado de trechos alheios