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It's been a hard days night!

Têm dias em que a noite é foda.


19 fevereiro 2009

Ainda no mesmo tema

[antes] à poesia pós-contemporânea nosso amor não é mais um poema modernista tem métrica, isso é claro, mas não possui rima.... é jóia rara que esgota definitivamente o tema. ao tornar-se em raro movimento inefável lança mão de artifícios que até Deus duvida! [agora] Ontem entrei num bar na Vicente Machado. De cara e como de costume, o dono me perguntou: “Vai um rabinho de galo aí?”. Ah... Seu Horácio, hoje tô mais interessado é num rabo de saia!! Mas pode descer. Sabe como é: sozinho no momento, rodando de bar em bar, aquela história de sempre: sinto-me eternamente preso num dos contos de Bukowski – ou em todos. Separações são sempre assim: primeiro os laços rompidos verbalmente, as acusações múltiplas e mútuas pela diferença de personalidade e de sonhos. Um quer engolir o mundo, conquistar poder, ser um deus; o outro quer casar, ter filhos, dedicar-se à família. Pontos-de-vista divergentes. Enfim os objetos pessoais são devolvidos, a parte prática da separação. Os discos e os livros voltam às mãos dos donos. “De brilho intenso, mas valor secreto. O amor não depende do tempo não escolhe nem dia nem hora mas resistirá ao limiar da morte!” "O grande amor não é aquele que se alimenta de carinhos e beijos, mas sim aquele que suporta a renúncia e consegue viver na saudade! Saudade não quer dizer que estamos longe, mas que um dia compartilhamos os mesmos sonhos" William Shakespeare para B.: O amor é uma renúncia!; certo, minha bela amiga?? "Escute-me só por um momento! Perdoe-me se lhe digo mais uma coisa... É o seguinte: não posso deixar de aqui voltar amanhã. Sou um sonhador; a minha vida real é tão reduzida que momentos como estes que agora vivo são para mim de tal modo preciosos que não poderei evitar de os reproduzir nos meus sonhos. Sonharei consigo toda a noite, toda a semana, todo o ano. Voltarei obrigatoriamente aqui amanhã, justamente aqui, a este mesmo local, a esta mesma hora, e sentir-me-ei feliz por recordar o que hoje aconteceu. Doravante, este lugar é sagrado para mim." Dostoiévski in: Noites Brancas, 1848.

18 fevereiro 2009

POEMA PRA SI

uma ilha na Itália, uma colônia anarquista, o nome de uma baita escritora e também daquela canção do Chico CECÍLIA Cecília brilha Cecília fotografa Cecília sabe muito de cinema Cecília uma graça de menina

13 fevereiro 2009

ler ao som de "Trocando em Miúdos", Chico Buarque a mim mesmo à amanda franco (toda separação é como uma pequena morte) LUTA a gente nasce e brinca e chora e ri sorri no sobe e desce e a gente cresce e vence e perde fode e se fode aprende e surpreende e fica até as quatro no boteco se apaixona se emociona briga e ganha a garota de quatro por ela de fato vai fundo desesperado rumo certo pro futuro e ai dá duro compra e vende aluga e se aluga arruma de tudo (chuveiro, despertador, liquidificador e coturno) até troca lâmpada sai o prego, entra o (em) parafuso com a notícia sem aviso a despedida e a gente derrapa na curva da vida nada mais se ilumina a dor nos consome ferida aberta na retina nada mais de sangue, suor e urina briga, disputa, chega a mordida na nuca e alucina adeus a toda luta agora roem-me as entranhas a carne é consumida fico ali esticado sem você ao meu lado na fria latrina ereto no túmulo LUTO