Loading...

It's been a hard days night!

Têm dias em que a noite é foda.


09 novembro 2009

VI uma semana para mim é uma vida e já há três vidas ela me deixou e prometo não sei se vou cumprir mas eu prometo que não vou mais ficar chorando me queixando por ela ok pessoal combinado porque I’m a million different people from one day to the next but I can’t change my mould infelizmente e então eu sigo em frente sobrevivendo simplesmente ou subvivendo e subvertendo ou sobrevertendo a verve ouvindo the verve bem o disco que contém a música aí acima mas poderia também estar ouvindo o arrigo que é de londrina mas não é londrino como o pessoal do verve que são de Londres mesmo e eu não sou vampiro como o Dalton mas sou daltônico não o clássico porque confundo tons de verde e azul e também rosa com branco eu sou sim um lobisomem perdido não em Londres não em paris mas em Curitiba essa fria e cara menina de pernas abertas pelas noites efêmeras e eu e lê we’ll always have não Casablanca mas essa podre Curitiba a Curitiba dos bares dos lugares mal freqüentados que ficaram no passado dela mas a mim me tentam a abrir a janela que é a rima mais fácil para ela como diz a banda pedra Letícia que é de Curitiba e eu gostei de escutar e acho que não vou me matar porque dói e dor não é legal talvez eu vá para o Nepal e vire monge budista porque no budismo o lance é atingir o nirvana o estado em que não se sente mais dor alguma mas peraí lá é longe por enquanto a coisa é pôr aqui o nevermind do nirvana trilha sonora da minha adolescência pra reviver minha antiga inocência aquela mesma na qual tirava dez em português mesmo sem ler o romance do Taunay quando ainda usava boné era Mané e nunca havia cheirado rapé e pirado no parangolé e a verdade é que drugs don’t work ainda segundo o verve tá ok já vou pôr o nirvanão e pirar o cabeção mas daí eu não escrevo mais aí eu pulo DIG DIG joy de Sandy e júnior porque olha essa a minha mania de juntar cacos que não encaixam como meu antigo mundo e a bela que agora é fera cinderela no porão do meu coração que rima fácil com oração que eu nem sei fazer viu Paulão não sou melhor que nada nem ninguém desculpe novamente por não ser um semi-deus feito você sou apenas um humano um ser que não sabe nada mas quer saber e é um fraco embora finja ter coragem como o nome deste fluxo que já tá me dando refluxo vontade de vomitar palavras a bile suco gástrico e aspirinas com cerveja o estômago todo lavagem de porco e as borboletas que dessa vez eu senti por uma menina não que sentisse isso antes por meninos não é isso eu afirmo que gosto de são Paulo e Curitiba e porto alegre e eu gosto de meninas e meninas somente mas estou muito carente é Renato o negócio aqui tá russo tá de fazer chorar em comercial de carro importado de deixar deitado tudo a contra-gosto acho que tô com encosto só pode ser o Zé pelintra deve tá a me rodear no bar no seu Zé no parangolé nas ruas perto de casa ali na graminha da general carneiro ou na minha árvore cativa da rua da paz onde vou sempre mijar e a da paz é também a minha rua embora esteja em guerra talvez Tolstoi não estivesse certo ao escrever aquela merda e eu quero é que tudo mais vá pro inverno que aqui tá quente pra caralho e não sei porque o VORD sublinha palavrões que porra esse não sublinhou eu já tinha adicionado hehe e repetições também sublinha é o fim da picada a marvada na carne o câncer que me consome a dentadas no estômago doente qual Kurt Cobain que serei quando tiver mais hormônios pra cultivar uma grande barba e eu sinto muito sinto muito pouco isso é sintomático isso é sintomático there goes my girlfriend tell me what it takes to let you GO a find another man lê you can’t sleep in my mind não adianta tá foda foda sublinha e foda mesmo foda foda foda foda tudo sublinhado tava ontem que pirei o cabeção naquele bar de merda e vocês eu não sei mas eu quero que o Paquistão se foda que o pré sal vá pra puta e que o Obama pegue fogo incinere de dentro para fora burn babe burn saca o que me importa é egoniilistapessoalidiossincratisubjesujeitamimmesmoeudolorosamenteIch expurgar a minha dor de amor que rompe as minhas veias e me transforma num vegetal em vida e está difícil me afastar da bebida what can I do I feel like the color blue todo vício escraviza e eu por ser polaquinho vou acabar por ser colocado no proloirinho ali no largo da ordem mas é fato que só trocamos um vício por outro no caso a pinga pela menina ela aquela mesma que já citei o nome certamente o melhor scotch já feito a mulher 9.9 que nada é perfeito há ali sim alguns defeitos mas o saldo é mais que positivo é o máximo no meu gabarito linda fora e dentro pra sempre no meu peito tempestuoso incongruente inconstante tropeçante de jovenzinho cada vez mais velho mula a flanar pela rua quinze que aliás daqui a pouco eu vou andar ir até o fim e voltar pro meu primeiro andar that’s a hole in my soul this is over Yes it’s killing me forever ande ver ever and ever solidão nesse momento e sempre eu queria ser João Gilberto e antes Gilberto Gil pra ser bão e compor drão que no meu caso se chamaria tema de Letícia que aliás eu compus mas é instrumental não fui capaz de pôr uma letra eu queria ter escrito o amor da gente é como um grão tem que morrer pra germinar mas já era o Gil nasceu antes se apaixonou antes perdeu a mulher e a reconquistou antes de eu pensar em existir e eu penso logo sofro preciso sim é de uma lobotomia chamarei o doutor hannibal aí sim não pensarei mais em Le não serei mais tão lelé não aLiterarei em L never more end of story viverei no répi-auê bebericando sem sentir o gosto flanando Love is a sweet misery e se vocês meus 4 leitores estamos progredindo estiverem cansados das minhas citações foda-se foda-se tudo tamô tudo fudido mesmo ahhhh ! quero escrever coisas idiotas e virar poeta beber a água da caixa d’água da Victor ferreira amar geni e o led Zeppelin roubar a igreja da ordem ser apenas mais um brasileirinho no cuzinho do mundo ir de bicicleta pra Antártida pintar o 9 o 10 o 11 tomar café na cantina da reitoria tacar pedras de petit-pavé na hipócrita sociedade de Curitiba sentar a bunda no bebedouro do largo sem molhá-la salvar a política poetar músicas e musicar poemas viver do meu próprio veneno desaparecer até que alguém me esqueça pintar a roda e ser o novo Ford comprar uma butina bunita e ir pra Vudis de cagalo ali na frente estacioná-lo ser mais inteligente e seguir sendo abandonado sempre afastar de mim aqueles todos que eu amo e acho mesmo que o faço pra não sofrer quando morrerem já que sou egoísta e decepciono logo de começo pra saberem que não suportaria me apegar demais e perdê-los em seguida porque estarei aqui muito mais que muitos deles e nada como já disse ameniza uma coisa dessas nem cachaça religião ou abraço “confortador” do bom pastor que não o Niro o Robert não o Fred Roberty quero poetar morar na rodoviária matar pombos a pedradas ser chulo e imitar Catulo conhecer contenda ir no show do wando ser Cult como o Reginaldo Rossi ir domingo ao jockey club pintar as unhas de preto e desfilar no carnaval ser um metrossexual trabalhar no metrô de Curitiba contratar uma diarista cortejar a garçonete da padoca da Nilo Cairo ir no puteiro e tirar da vida uma daquelas moças ser mosca e me comparar a gregor samsa formometamear-se em Chico Buarque perder a noção da hora criar uma poção e virar bolha escrever o tirando Paulo coelho da toca e virar Best-seller conhecer de Alice a maravilha ser pilha e bateria fumar crack e vender um rim quero enfim explodir a NASA jogar biriba e quebrar a cara fazer de tudo juntar coisas e dormir de meia conhecer a Rússia ser um filho da puta de direita tomar suco de pimenta aterrissar na lua estar no palco e não na pista beber no come-come comer no RU mais uns quarenta anos usar terno e discutir futebol com o analista ser Woody Allen ao menos no meu diário escrever besteiras pra caralho falar mal do senado e ser perdoado ou advertido em praça pública ser um merda um seu-merda inútil reprovável imprestável e doce cortar os bagos e vendê-los no Stuart tudo isso e muito mais porque odeio muito tudo isso nada faz sentido em Curitiba vou-me embora pra Bahia vou chorar a qualquer preço vou ganhando peso e lavando as mãos darei sermão e serei padre vieira vou entrar pra universal o estúdio de rólivude ou a igreja do Macedo se essa dor não passar se ela não passar vou trepar com árvore ser maníaco sexual abrir a capa no jardim de infância plantar café ou vender medalhinha virar hippie e esperar a lê passar no cavalo babão cantar Ney Matogrosso e Fagner pra arrematar a parada gay fundir escrita e mecânica prestar vestiba no Amapá lamber os beiços de melado entrar pras FARC tomar coscarque vomitar colônia ir pra polônia jogar loção na cara nunca mais ficar doidão viver são seco e sério sem mistério no sertão do meu coração bobão babão e bundão e buá buá ahhhhhh...

5 comentários:

  1. Felipe, meu amigo, tá na hora de passar da palavra para a ação.

    ResponderExcluir
  2. Concordo com o comentário do Giuliano. E não precisa ser Semi-deus pra isso.

    ResponderExcluir
  3. verdade verdadeira, quickstrike, estamos fartos de semi-deuses

    ResponderExcluir
  4. Felipe: veja só, este comentário é de seu post passado, o "V". O "VI" lerei depois. Então, lembra o que eu disse sobre o fluxo de consciência ter de ser trabalhado e coisa e tal?E todas as discussões que tivemos a respeito? Pois bem, neste "V", eu deixo pra lá minhas opiniões. A dor produz, Às vezes e paradoxalmente, lirismo e quando o lirismo vem de forma visceral através de um fluxo de consciencia, em que pese as angústias e dilemas mais interiores e perturbadores, o texto consequente não tem como não ser algo comovente. A perda, meu caro, é a pior das tristezas humanas. Seja ela de um amigo, de uma namorada, de um familiar. Pra mim, é a maior dor que um ser humano pode passar. Teu texto é, como Bukowski gostava de falar sobre Fante, carne, entranhas e vísceras. E nada mais adequado para representar a dor e o amor, sentimentos tão misteriosos e profundos, quanto isto. Parabéns. Por outro lado, fico preocupado. Se precisar de qualquer coisa, estamos aí. E espero que eu seja um dos amigos que "sobram" aí no teu texto. É isto aí, cara, força sempre.
    A propósito, te linkei no meu blog, mudei o layout e estou postando frequentemente. Quando der, passe por lá. Aguarde que eu vou ler o "VI" e comento. Grande abraço, Filippo

    ResponderExcluir
  5. muito bom, e já linkado no flaubertorfrederic, se é claro vc não tiver nada contra.

    ResponderExcluir