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It's been a hard days night!

Têm dias em que a noite é foda.


30 novembro 2009

Sobre a menina E a menina continuou ali. Parada. Sentada na sua cama a abraçar os joelhos ralados de tanto cair. Estava cansada de chorar pelo tal gato rebelde. O gato rebelde que saia e não voltava. Ela amava aquele gato, e morria de medo que ele encontrasse outra dona melhor que ela. A garotinha olhou as fotos que tinha dele. Um gato lindo, pêlos dourados que reluziam ao sol. Olhos verdes e penetrantes. Ela sentiu mais falta dele. Cadê ele? Onde ele está? Meu Deus... já faz 6 horas que ele se foi! E o gato não volta. Ela espera pacientemente o bichano. Pacientemente. E ele não volta. Não passa na sua janela. Será que ele sente falta da garota? Ou será que está se divertindo com uma outra gata qualquer? A garota chora mais e mais, pois ela não quer que ele a deixe... A garota pacientemente chora... Olha para sua cama, na qual ele se deitou tantas vezes. Tantas vezes miou em cima daquela cama. Agora vazia. A garota sente seus joelhos arderem. Não quer cair de novo. Pois sabe que se cair não se levantará mais... e não irá procurar nunca mais outro gato em sua vida. Ela passará a odiar os gatos... e começará a acreditar que lealdade não existe mais. Pobre garota. Paciente espera em sua caminha. Paciente abraça seus joelhos. Paciente chora soluços. Paciente e preocupada. Paciente... Ela se levanta e vai tomar banho... Ainda com a esperança que o gato volte logo. Por favor, gato. Volta logo. A garota está sofrendo... Não a deixe assim. É triste. A garotinha tentou esquecer você, gato. Mas não conseguiu. Não percebes, gato? Que tu é a razão do sofrimento? Que tu, gato, é a vida da garotinha? Que sem ti a garota sofre? Sorte que a garota aprendeu a esperar. Sorte que a garota aprendeu a sofrer. Sorte que a garota ama o gato e não irá dormir sem ouvir o miado do seu retorno. texto da prima de 18 anos da Carol Mascarenhas (minha maninha)

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