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It's been a hard days night!

Têm dias em que a noite é foda.


19 outubro 2009

METAFÍSETÍLICA PURA

A.: viver com uma mulher é uma coisa maravilhosa. quando você gosta de uma mulher, sente-se bem com ela, quando ela satisfaz tudo o que você deseja enquanto ser humano, não existe nada, NADA melhor do que isso. se você deita com ela na cama todos os dias e isso te satisfaz, cara, e você também a satisfaz, se existe reciprocidade na vida que vocês estão levando juntos, cara, a coisa mais maravilhosa de tudo, mesmo que você ganhe dois salários mínimos, e isso explica a felicidade humana, porque você é homem, cara, e ela é mulher, e é fantástico duas pessoas se amarem e estarem juntos levando a vida. L.R.: você acha que seria possível adiquirir tudo o que uma mulher necessita (maquiagem, cremes e tudo o mais) com dois salários mínimos? A.: não, não. só dei um exemplo, porque acho que a felicidade nem sempre está atrelada AMBOS: ao dinheiro. L.R.: tá, a felicidade transcende do dinheiro, mas, numa sociedade "moderna", nessa contemporaneidade que estamos vivendo, numa cidade como curitiba, que vive uma coisa cosmopolita, extremamente elitista, na qual boa parte da população vive muito bem, né, mas muitos vivem mal, como em toda cidade brasileira, mas pra boa parcela, comparando-se com o restante do país, vive muito bem, e nós, os poetas e... A.: entendo, entendo, mas você sustenta que as vezes você vai encontrar uma comunidade no interior, até em curitiba mesmo, que ganha dois salários mínimos, que planta, que sobrevive, em condições que a gente possa considerar, sei lá, inferior, ou em condições desumanas, mas não são só desumanas, porque pra eles basta estar juntos, todo o amor deles, da família, os filhos, da família, dos pais, a vida em comunidade, de fazerem o que fazem, a verdade é que cria uma necessidade humana assim, e nada mais como onde você está. nós, agora, estamos aqui, num bar muito legal, que a gente gosta, nesse momento nossa felicidade pode ser tanto uma coisa quanto outra. isso é muito massa nesse bar aqui. L.R.: o contexto é importante então? A.: o contexto é fundamental na coisa da existência ou não... L.R.: e por que que nós dois, homens inteligentes e maduros, procuramos a felicidade em mulheres que não nos dão o respaldo, que não replicam, que não complementam a gente no que a gente precisa, por que isso? me diga da sua experiência pessoal... A.: existem várias respostas, uma delas é que nós somos seres humanos ainda aprendendo a ser ser humano, aprendendo a amar, aprendendo a encontrar um lugar só da felicidade, só do amor, tanto nós podemos ser muito exigentes quanto a essa felicidade, como a gente pode precisar aprender algumas coisas pra ser feliz. e pessoalmente, da minha parte, eu acho que tenho muito a aprender pra... não pra fazer alguém feliz, mas pra eu ser feliz, basicamente isso, a gente tá sempre vivendo momentos de aprendizagem, a gente tem que aprender a valorizar qualquer momento pra usufruir dele tudo o que ele possa nos proporcionar. e quando você tá com alguma mulher esse momento sempre vai ser mágico, sempre vai ser muito especial. L.R.: então, o que nos resta é fazer o quê? A.: o alcóolismo, que não nos acompanhe, mas que esteja sempre conosco. L.R.: então, encerrando esse papo, né, falei com o senhor Anderson... A.: eu quero só dizer só mais uma coisa... L.R.: beleza, você tem mais um dois ou dez minutos milhões de minutos, pode falar o que quiser... não se sinta coibido pela ação do microfone, fale o que quiser... A.: mulher, por mais que você tenha 20, 30, 40 ou 50 anos, você vai sempre, quando você perceber que você ama ela de verdade, você vai chegar uma hora que vai pensar puxa, ainda eu não me conheço e agora eu tenho que tomar uma decisão e tô confuso. não existem pessoas perfeitas, meu amigo, a idade, ela sempre é uma incôgnita que você supõe, dimensiona quando alguém é mais velho que você, mas elas sempre vão em algum momento ficar confusas e sim, meu caro amigo, elas vão ter dúvidas e não vão saber o que fazer, porque o amor é uma coisa que confunde, às vezes confunde ao ponto de você não saber se ama ou se você está apaixonado ou ama mesmo e você sempre vai ficar confuso com isso e vai escrever sobre isso apaixonadamente, porque você também, como eu sei, é um escritor, mas o que interessa, tanto pra mim quanto pra você, é que nós jamais, JAMAIS, por mais que a gente chegue a 50, 60, 70 ou 80, a gente jamais vai deixar de buscar as respostas e é isso que interessa... L.R.: 60, 70 ou 80 por hora ou o quê? A.: pode ser por hora, pode ser... AMBOS.: por minuto... A.: o que importa, meu grande, é que jamais deixe de querer encontar um grande amor e jamais deixe de encontrar respostas... AMBOS.: nós estamos bêbados... encerramos o programa.

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