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It's been a hard days night!

Têm dias em que a noite é foda.


07 setembro 2009

III
estou cansado dessa coisa de a mulher querer "responsabilidade" o que significa em outras palavras o velho e bom modelo do jovem rapaz bem diferente do lationoamericano do Belchior pois no fundo ELAS ADORAM A NOSSA FORMA DE VIDA DE VER O MUNDO o ser artista intelectual e o lance todo da boemia desenfreada e os holofotes sempre na cara mas isso tem um preço alto e pagar elas raramente pagam e eu não sei o porquê o que devo fazer dormir sumir beber mais e mais a cada dia afundado chafurdado em melancolia solitário produzindo obras mínimas acorde bemol a corda no pescoço a pressa da datilografia sei sim que ando meio leminski cheio de tudo em curitiba copo vazio da bárbara kirchner cheia de frio nesse dia chuvoso nebuloso no qual eu rezo pra matá-las a todas esmaniotamente dentro de mim pra não matá-las na casa verde e nem virar viado e beber balanga-bicha no barangolé onde eu fui sábado e por essa causa briguei com a mulher na verdade ela brigou comigo porque sábado e ontem e hoje eu bebi e sempre o farei até o dia em que morrer de tanto beber e reencontrar o leminski e o tezza e o arrigo e toda a classe porque 100% de todos nós iremos morrer mesmo os evangelisher protestant da doutor faivre e da sete de setembro que aliás é hoje e ainda não comecei a beber e não comi ou tomei banho ou troquei a roupa e nem me barbeei se é que algum dia volverei a fazê-lo já que prometi não mexer nos meu pêlos até o meu aniversário que tá chegando no próximo dia vinte e sete de setembro e serão três dias de festa e não sete porque eu sou polaco kovalski e lido com teatro e não sou mentiroso ou bobo ou burro ou troncho e agora com esse frio entendo os peruanos que usam poncho e tá na hora de tomar um ponche e de comer um pónei e estraçalhar com essa dor que rima pobremente com amor e modifica o humor e destrói a paciência que eu nem tenho mesmo pra ver desfiles sejam eles de independência o que me gera descrença com o ato cívico ineficiente e baboseirado das fardas e medalhas e merdas todas dessa coisarada que fazem com a sociedade que eu nem queria ter nessa ou em outra qualquer cidade fria ou nebulosa noir como esses dias atrás me pararam em frente a um bar no bec na faivre e me fizeram revistar os bolsos as meias e me arrancaram toda a dignidade me humilhando e apontando armas pras nossas faces amedrontadas e eu sei que paranóicamente estavam atrás de mim e senti me em plena ditadura como um intelectual forçosamente despido de sua coragem que é o título desse texto non-sense e blasfêmico e perigoso de acordo com as autoridades mas nada disso importa posso reduzir tudo ao maior problema do homem que é a sua mulher magoada e pra tudo o resto damos um jeito arrumamos dinheiro ajudamos os amigos mas morremos um pouco mais ou menos por nossas princesas quando elas são verdadeiramente nossas fortalezas e é possível que tenhamos um dia certeza de transformá-las em nossas rainhas que é o que elas querem casar ter filhos formar uma dinastia polinizar o mundo todo e eis porque exalam os feromônios pra atrair as presas pras suas teias eu devo estar com sorte ontem uma pomba defecou na minha cabeça e o jota me deu uma folha de louro o que já são dois sinais de dinheiro no bolso mesmo que eu não dê muita importância pois intelectuais são todos blasé e dizem que não se importam com notas de dinheiro só com notas musicais eu preferiria estar em paz com minha menina e não jogado as traças com medo da vida por isso não entendo a loucura dessas ruas com os craqueiros de olhos saltados dominados e apunhalados pelos policiais que são cruéis e páram todo e qualquer barbudo nas ruas mesmo que eles não carreguem latas e nós devemos amassá-las pra eles não usar não se lambuzar em seus potes de melado e serem açoitados como cães animais jogam bagulhos em seus bolsos e os levantam na bicuda eles não querem nem saber chegam apavorando metendo a mão em você em mim em todos nós apontam a arma pra tua cara fazendo você tremer e mesmo você falando gambé vai se fuder eles nada fazem pois estão ali para servir servir e proteger só não entendo servir a quem e proteger de que mas tudo bem e então repetimos gambé vai se fuder polícia vai se fuder rone vai se fuder filhosdaputa bem distantes de leminski vão se fuder milicos guardas fardas todo e qualquer tipo de autoridade vai se fuder fodam-se todos vão se fuder que eu sei que deveria ser escrito com o mas eu sou intelectual e tava passando pelo bec bar bec bar bec bar três vezes escrito e eles me pegaram quase lá na esquina e fizeram comigo o que não se faz nem a um cão sarnento que cobrem de criolina fizeram comigo um terror um horror me deixaram apavorado com o sistema e nesse dia não consegui dormir sozinho e muito menos pensei em entrar no esquema de fazer parte dessa vida careta e covarde que cazuza diagnosticou e que todas as mulheres querem essa tal coisa da segurança e responsabilidade mesmo que elas achem até bonitinho que você escreva e filme e atue e tenha outros amigos dessa mesma laia mas se você tem que trabalhar no feriado nesse sete de setembro dignificante para o homem elas certamente não irão gostar e vão te crucificar e sair com outros caras mesmo que amigos ou não ou sei lá talvez o marcelão ou o barbosão ou qualquer outro ão que entopem as avenidas e talvez hoje estejam na cândido de abreu vendo o desfile nesse dia chuvoso lacrimoso de nosso senhor que verte lágrimas sobre a humanidade descrente e talvez pense em transformar seu mundo num waterworld como o filme com kevin que não é o bacon mas o costner ou talvez rumem pra uma praça e encontrem o fred roberty mijado dormindo com o violão e recitando ou cantando caminhando seguindo a canção da praça que é de quem fica e não de quem passa e eu me sinto um retardado por ter mais uma vez ter magoado a pessoa amada a tê-la preterido ao ter preferido poetar e continuar a tacar fogo neste mundo mundo vasto mundo com todo mundo dentro tocar horror e me satisfazer com a escolha de escrever e seguir tentando escrever em detrimento de todas as musas medusas relatadas pelo claudino todas as que virão e irão partir em nuvens frias junto ao comandante do zeppelin prateado eu ficarei sem geni sem helena sem porvir apenas com kunderas e shakes e led zeppelins stones e maiakovskis a minha frente descontentes displicentes dissonantes me preenchendo com mais amarguras pra eu colocar em páginas que de nada servirão às demais pessoas deveras preocupadas em formar casais pares de iguais que seguirão ligeiramente em direção ao túmulo isso tudo é o cúmulo lá fora uma imensa cúpula cinza que a muito custo se equilibra sobre nossas cabeças e poucas pedras arremessadas contra os muros da hipocrisia enfim lá fora está chovendo e nada de ir correndo só pra ver o meu amor que viria toda de branco molhada e despenteada ainda mais por minhas mãos em seus cabelos arrepiada até nos tornozelos zzzzzelando por minha depressão pós sono zzzzz jazendo temporariamente molhada em meu colchão encharcado pelo suor gracioso de suas coxas e ancas roxas pelos apertões daquele que a deseja mais que milhares de coisas mas menos que consegue demostrar por estar sempre muito ocupado em explodir queimar atear fogo e beber beber até vomitar perambulando solitariamente mesmo em meio aos seus iguais por inúmeras mesas de bar até bukovski vir lhe resgatar e levá-lo quem sabe ao teatro não na platéia mas ao palco para corporificá-lo e continuar bebendo mesmo em trabalho em cena enjoado por seu ato ato após ato tomando pinga tomando na bunda porque hoje é segunda e estou trabalhando e é feriado hoje é segunda tomamos na bunda eu e carol estamos de fossa a bunda é nossa e assim por diante a cada instante servindo de teste pra bucha de canhão perdendo a compostura falando besteira sendo deselegante até a bons amigos como o fillippo que lê este blog e eu sou mesmo um lóqui pero different do arnaldo baptista eu só faço besteiras eu rodo na pista perco as estribeiras cometo falhas e até atos que atam ainda mais meus braços cansados de menino vadio acho mesmo que devo ser preso com pressa esse o meu desejo de retirar-me temporariamente dessa enorme festa desse pardieiro espiar apenas pelas frestas aqui recolhido em meu cativeiro aceitar a injeção na testa que me acalmará a alma desdenhosa e incoerente de citador desenfreado de trechos alheios

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