Loading...

It's been a hard days night!

Têm dias em que a noite é foda.


18 agosto 2009

Nota do Sandrini

Introducción
Depois de uma semana em Caracas, estou de volta. Se disser que cheguei inteiro, pode não ser bem uma verdade. Enfim, um voo longo, com a aeronave da TAM chacoalhando quase o tempo todo na ida e um retorno espetacular, não por causa do voo da TAM, mas pelos fatos que me sucederam no aeroporto Simón Bolivar, en La Guaira, que é a cidade onde se localiza o aeroporto internacional de Caracas. Fatos que vou lhes contar com detalhes, porém depois de dizer algumas coisas sobre minha estada, no meio de semana, na capital venezuelana para ministrar a oficina de criação literária chamada “Violenta imaginacion”. O título, obviamente, já demonstrava um risco, visto a situação que o país vive. Mas como somos pensadores livres, vamos lá e encaramos a coisa com uma excitação tremenda em nossos princípios éticos e ideológicos, que passam primeiramente por “Pensar e falar o que tenho e acho necessário falar, sobre qualquer assunto”. Mas acontece que isso pode não ser bem assim e nunca o foi em muitos momentos da história da humanidade, creio mesmo que em grande parte nunca foi assim. Contudo, eu jamais havia estado em um, vamos dizer, (praticamente) regime de Exceção e, obviamente, de excessos; e que no caso venezuelano se acha sob as patinhas pesadinhas de um astuto (não, inteligente como querem muitos) e totalitarista Hugo Chávez, sujeito militar e que só por isso já dá muito pano pra manga em qualquer discussão sobre o futuro da liberdade na Venezuela. E nos faz temer também por todo o futuro da liberdade na região norte da América do Sul. Em nome do libertador Bolívar temos um ditador que se diz bolivariano e uma máquina estatal que parece só funcionar quando é bem azeitada no óleo da castração, do atraso econômico e político que com suas engrenagens de perfil militar vai esmagando os cidadãos, pobres ou de classe média, com dentes de aço. E o pior, tal máquina possui seus ecos nessas nossas terras paranaenses. Talvez o único estado do país, o Paraná, a retransmitir a “avançada” Telesur, de Chávez. E, bem... mãos dadas com o retrocesso, tentamos ir adiante, claudicantes. Órfãos de sabedoria. A semana (em resumo) A oficina “Violenta imaginacion” foi uma grande oportunidade para tomar contato com gente de algumas esferas culturais e profissionais que estavam por lá, frequentando o Instituto Cultural Brasil Venezuela entre os dias 2 e 6 de agosto. Entre os oficinantes havia gente do cinema, do jornalismo, da psicologia, professores, poetas, humoristas etc. Um pessoal que queria discutir, trocar, aprender, ensinar. Joaquín, Carolina, Liris, Patrícia, Pablo, Noraedén, Pedro, Leôncio, José Roberto e tantos outros que estavam ali para mais que um “taller”, estavam ali para estabelecer também contato com a cultura brasileira e falar da cultura venezuelana, sobretudo de literatura. Contudo, no primeiro dia senti a necessidade de conversar um pouco com eles sobre os tipos de violência que mais os incomodavam, ou que mais achavam estar presentes na sociedade em que vivem. Queria saber as diferenças e as semelhanças entre Brasil e Venezuela acerca do tema. E o que mais ouvi foi sobre a violência institucional (a política e a policial, sobretudo). Houve também quem falasse da violência das ruas, como acontece no Brasil. E surgiram ainda outros tipos de violência. O cardápio latino-americano para tal assunto é bastante variado. Tem para todos os gostos. Tais observações sobre a violência institucional, fiz questão de levá-las a alguns veículos para os quais dei entrevistas, a radio Del Ateneo e o jornal Talcual. Na TVES, chavista, evitei falar disso, passei ao largo do assunto. Pensava que tudo isso podia ser um risco à minha segurança, pois o que acontecia naqueles dias com a imprensa venezuelana era o fechamento de mais de 230 rádios em todo o país. E certamente existem censores da Stasi chavista monitarando alguns veículos. Eu podia cair na malha fina. Contudo, não ia me abster de falar o que pensavam meus alunos, que pareciam sofrer com isso. Bem, quero dizer que fui muito bem tratado pelas pessoas que me receberam em Caracas. Irlanda, Leo (que é mesmo como um irmão para mim, tamanhas as nossas afinidades e humor irônico), Marcel, da rádio Del Ateneo e Verónica (esposa do Leo), fora ter recebido muitos sorrisos lindos da pequena Carlota, filhinha de Leo e Verónica. Enfim, minhas impressões eram das melhores. E ainda são com essas pessoas, meus amigos. Seguindo com a violência. Apesar de terem me alertado para a criminalidade, que cresceu muito nos últimos anos em Caracas, com um dos índices mais altos de toda a América, não vi nada que assustasse muito. Tudo estava em ordem. Seguia eu comendo arepas, cachapas e indo a bares e tascas com os amigos de lá e bebendo muita Solera (da azul e da verde), que é a cerveja mais popular deles. Encerrada a oficina no dia 6 de agosto, quinta, fomos a uma tasca, e ali me fizeram uma boa festa. Foi uma celebração feita com muito carinho. Mas não um carinho forçado, os caraquenhos são realmente muito calorosos, não os sentimos forçando a barra. São assim, e pronto. O que é muito acolhedor para quem chega de fora e logo está se sentindo em casa. Na sexta, dia 7, meu dia livre, fui comprar livros no Centro da cidade com Leo. Trouxe obras de escritores venezuelanos como Ana García Julio, Francisco Suniaga, Oscar Marcano, César Chirinos, Humberto Mata, Eduardo Cobos, Rodrigo Blanco Claderón, uma coletânea de novos autores chamada Las voces secretas, poesia de Rafael Cadenas (aliás, Liris, a cineasta, me presenteou com um obra completa deste grande escritor). Eu trouxe também Francisco Massiani, Carlos Sandoval, Luis Brito Garcia, e muitas outras coisas. E mais ainda: uma coleção de poesia venezuelana que trouxe para o meu amigo e professor estudioso da poesia latina contemporânea Rodrigo Machado. Bem, não posso me esquecer que ganhei exemplares da inteligente revista 2021 editada por Leo e da revista Ojo, editada por Verônica. Mais uma novela chamada El famoso caso de las cartas de Lucas Meneses, autor que muita gente ainda não conhece, mas me parece muito bom, desconfia-se que escreve sob pseudônimo. E um curta metragem escrito, dirigido e produzindo por Liris. Um curta muito bem feito, baseado no conto O Enfermeiro, de Machado de Assis. O filme se chama La vida honorable de Procopio Gómez. Liris (Liris Acevedo Donis) me comentava sobre o humor que havia percebido em meus livros, posso afirmar que em seu filme percebi o mesmo. Qué bueno, hein! Segue: descansei durante a tarde e cancelei a subida ao Cerro El Ávila com meus alunos. Uma pena. Minhas pernas não iam aguentar, sinceramente. Fim de tarde fui a um shopping ali perto do Hotel para comprar um helicóptero para o Gianluca, e por sorte o encontrei, do contrário nem uma lembrança para o Gianluquinha eu teria trazido. No sábado, dia 8 acordei às cinco, e às seis o táxi enviado pelo Instituto Cultural Brasil Venezuela estava me esperando. Seis e meia estava lá eu, no aeroporto Simón Bolívar, um lugar com nome de um grande libertador mas que ia justamente me colocar nas mãos dos milicos por umas duas/três horas (perdi a noção do tempo naqueles instantes que agora passo a narrar), me privando de liberdade. La estúpida máquina bolivariana antidrogas y ideas Fiz o check in e soube que tinha que pagar para o governo uma simples taxa de 60 dólares para sair do país. No meu caso, pagar para ser incomodado. Foram os 60 dólares mais infelizes da minha vidinha de inseto. Fui a zona de embarque, entrei numa fila imensa, e levei uns bons minutos até chegar ao scan das bagagens de mão, tirar sapatos, cinto, aquela bobagem toda. Mas a surpresa é que tinha mais um scan, passei de novo. Tudo certo. Tudo limpo. Ia embora após uma semana de bom trabalho e bons amigos. Senti que o resultado da oficina de criação literária havia saído melhor de que eu esperava. Estava eu ali um pouco orgulhoso de mim e dos meus alunos. Quando um rapaz fardado me chamou e pediu meu passaporte. Pediu também de outro senhor brasileiro e em seguida de um professor universitário Thiago Gehre, de Roraima. Nos fizeram passar várias vezes no scan antidrogas e ele não detectou nada no senhor e então foi minha vez. Subi na plataforma da máquina bolivariana antidrogas, e desci. Não deu nada. Me mandaram subir de novo. Lhufas. A agora estúpida máquina bolivariana antidrogas não queria funcionar comigo, não funciona com escritores talvez. Me mandaram descer e assinar um papel com umas garatujas feitas por um rapazinho quase analfabeto que mal sabia teclar um computador e ficava catando milho nas teclas para digitar algo que não sei o que era, pois não foi impresso e tive que assinar um documento escrito a mão. Bem, passei pela estúpida e rude máquina bolivariana antidrogas três vezes. Depois da segunda e de ter assinado aquele documento feito a mão em papel de embrulhar pão, achei que poderia ir embora, gastar uns bolívares no Duty Free (yes, o orgasmo da classe média). Foi quando me pediram o passaporte outra vez e sumiram com ele por muito tempo. Antes haviam me perguntado seu eu tinha comido. Eu disse, “Mira, no creo que es muy comum los restaurantes de los hoteles en todo el mundo tener sus puertas abiertas a las cinco de la mañana, yo vine para el aeropuerto a las seis, entonces, estoy sí sin comer nada, pero se me dejan, a mi me gustaria tomar el desayuno antes que el avión se vá”. Na verdade as mulas da polícia chavista queriam me fazer passar por Mula. Para eles eu levava drogas no estômago. Nesse caso, se levasse drogas no estômago, seria melhor me chamar de anta, topeira do que mula. Bem, depois da terceira escaneada em mim, não me liberaram. Surgiu um gordinho de roupa verde oliva, um tipo que parecia uma azeitona, redondinho e rechonchudo, tomou en sus manos meu passaporte e me mandou acompanhá-lo. Mantendo sempre a calma, o segui. Ele me mandou sentar e esperar um comunicado. Ok, gordito azeitona. Ele ligou, ligou e a ineficiente comunicação bolivariana, claro, falhava. Até que depois de umas cinco tentativas de contato, chega um policial de cara cerrada. Também de roupinha verde. Fico imaginando aqueles muchachos verditos olivos na parada gay da avenida Paulista. Um sucesso. Esse polícia me levou ao cuartito, uma salinha num corredor isolado do aeroporto. Ali, silêncio total, ninguém falava comigo, não diziam o que iam fazer. O silêncio nesse caso é puro terrorismo. Mas tudo bem, nada que cause mais terror que ver a cara do Chávez, logo ao desembarcar no Simón Bolívar, numa plotagem mal feita com uma mensagem sobre a liberdade da nação bolivariana ou algo assim. Chávez, meu querido ditador, a Venezuela tem tantas mulheres lindas, e você é que quer ser miss universo? Bem, até que não seria mal, dizem que as misses da Venezuela têm que se isolar um ano para se prepararem para ser miss mundo. Nesse tempo, enquanto você estivesse se preparando para ser Miss Universo, se maquiando, fazendo peeling, lipoaspiração, levando massagem e drenagem linfática de um oficial do exército, colocando próteses de silicone, implantando um pouco de neurônios (um nova técnica para que as misses não falem tantas tonterías), a sociedade teria tempo para dar um golpe e tomar o poder. Claro, você, querido, ia subir nas tamancas e gritar, “Por aquí la poderosa soy yo... E bem... Tu eres sí la poderosa. E seus soldados também. As poderosas verde oliva me colocaram depois de meia hora nas mãos do oficial Unamo. Esse muchaco com cara de Chavinho me enfiou num jipe bege da polícia junto a mais quatro soldados e um senhor à paisana que dizia ser um motorista de táxi (hehehehehehehe). Um senhor pançudo que com toda certeza era uma agente bolivariano da “inteligência”. Ok. O tal Unamo me disse que iam me levar até um hospital porque eu teria que passar por um raio X. O carro da milícia chavista rodou lento por vários minutos, mas antes ia parando no caminho para traficar (eles sim) aqui e ali bebidas, entre elas refrigerante, champanhe, suco, vodka, run. E iam todos felizes. Enfim teriam bebida e alguém para torturar: eu. Não chegávamos nunca ao hospital. Quando chegamos, o hospital não tinha máquina de raio X. Isso já eram oito e meia. Achei que ia perder o voo. Seguiam por ruas sujas, apertadas, feias, tudo para me aterrorizar. Coitados, sou brasileiro, nada em termos de miséria pode assustar um brasileiro. Uma favela é só uma favela. Fomos a uma clínica então. Rodamos mais e mais. Os verde oliva buscavam cigarros com os camelôs e outras coisas que eu não compreendia. Até que lá por 9 e 20 eu entrava numa clínica suja e obsoleta em Maiquetía (cidade próxima ao aeroporto de Caracas). Maiquetía, pode-se dizer (e não dizer mais nada depois), é a própria maquete do inferno. Na clínica fiz o raio X. Me puseram nu, sem nem me darem um roupão, o que no Brasil é praxe, e com uma mulher me mirando, fizeram a chapa. Nada constrangedor. Afinal, era só um traficante nu... Um traficante não tem vergonha de nada. Resultado: negativo. A chapa nada acusou. Mas o oficial Unamo me disse que eu teria que fazer outro exame. "Vamos hacer otro, necesitamos dos". Nessa hora eu disse que queria fazer uma ligação ou para a Embaixada ou para um amigo meu, o Leo Felipe Campos. “No, no puedes llamar a nadie”, me disse o mano Unamo, de modo muito humano. Estavam fazendo de tudo para me aterrorizar e atrasar o voo. Mas segui tranqüilo, continuei lendo meu livrinho. O que parecia incomodá-los. E antes de eu subir de novo no jipe bolivariano antiescritores o senhor da inteligência me perguntou baixinho: “Do you speak English or Frank?” eu pensei em lhe responder, “I speak Frank-enstein, pequeño monstruo”. (Imagina então se o baixinho gordinho fosse do serviço de "Ignorância" Bolivariano?). Mas respondi que falava português e ele me perguntou: “?Tienes dinero?”. Nessa hora fiquei danado da vida e disse alto: ?Que me has preguntado, señor?”. Nisso os outros soldados ouviram e Unamo perguntou o que estava passando comigo. Eu disse ao mano Unamo que o senhor “inteligente” tinha feito uma pergunta a mim e eu não tinha entendido, por isso tinha pedido que ele falasse mais alto. Nisso o velhote baixinho gordinho da “inteligência” disse, “No, no es nada, nada importante”. A essa altura, creio que Unamo não sabia aonde me levar para tirar outra radiografia, pois a região ali, claro, é muito desenvolvida, é uma área onde se encontra de tudo, mas com só com os camelôs e no mercado negro. E creio que clínicas e hospitais em bom estado são bem mais difíceis. Ou não existem mesmo. O mano Unamo então chamou a base, falou algo lá no seu espanhol que come todas as sílabas (acho que ele também não havia tomado café da manhã) e esperou. A esta altura eu pensava seriamente que não havia o que eu pudesse fazer para me livrar. Depois de três scanners no aeroporto, mais uma radiografia da barriga, e depois outra, e agora a chamada para uma base militar... Eu ia mesmo ficar preso ali como traficante. Certamente também viram os livros na minha mala (que chegou toda furada ao Brasil, com livros e roupas estragados e os livrinhos que trouxe para o Gianluquinha também) e achavam que eu podia estar traficando algo que o governo Chávez detesta: Cultura. Sobretudo quando produzida pelos próprios intelectuais venezuelanos (os livros que trouxe, como disse, eram na maioria de escritores de lá). Depois de um segundo ou terceiro comunicado, o carro foi em direção ao aeroporto. Já eram bem mais de nove da manhã, horário em que o voo partia. Chegando à área de embarque internacional, o carro seguiu adiante. Pensei, estou danado. Os filhotes de Chávez me querem como exemplo para os gringos traficantes. Não saio mais desta república socialista bolivariana, acreditava. Se não fosse a natureza grandiosa do Cerro El Ávila e seu verde, eu poderia me sentir em qualquer uma daquelas ditaduras socialistas em paisagens cinzas do leste da europa de anos atrás. Romênia, Albânia, Polônia e por aí afora. Ditaduras em nome do socialismo. Socialismo que jamais existiu em lugar algum do mundo. Distorceram Marx e se esqueceram do verdadeiro socialista que se chama Bakunin. O anarquismo é o socialismo. Todo o resto são regimes-lobo sob pele de cordeiro, ora comunista ora capitalista. O mundo é plutocrático, sabemos. Democracia em grande parte é uma falácia. Uma falência. O carro fez um retorno, voltou a área de embarque internacional e me mandaram descer, nisso eu já tinha batido meus ombros uma duzentas vezes no teto do carro, que era muito baixo. Bati também a cabeça algumas vezes. E creio que os policiais de Chávez também batem ali suas cabecinhas o tempo todo. Os dois neurônios que levam em suas cabeças, chamados Hugo y Chávez, devem sofrer fortes abalos. Mas continuam amando o sistema que ultimamente se alimenta de armas suecas* e tanques russos. Bem, desci do carro da Guarda Chavista e me levaram ao cuartito abafado para assinar um termo dizendo que eu não havia sido molestado fisicamente. Então Unamo me mandou correr porque o voo estava esperando. Eram dez da manhã. Nisso eu tinha que passar por uma roleta para a área de embarque. Estava travada. O mano Unamo me disse, “Salte por ahí”. Era para eu passar por cima de uma esteira de malas. Apressado pelo mano Unamo, escorreguei e bati a perna, fortemente, sai mancando, minha canela ficou toda inchada com vários hematomas. E ainda está. Roxa. Dolorida. Mas eu já havia assinado um termo que dizia que eu não tinha sido molestado fisicamente. No fim das contas, voltei com quase todo o dinheiro que eu tinha ganho pelo trabalho da oficina. Não trouxe nem uma xícara escrito “Caracas”, ou uma camiseta com o escrito “Venezuela”. Ou “Estuve en Caribe venezolano”. Sei lá, essas coisas para turista colocar na sala de suas casas e mostrar aos vizinhos que viajaram pelo mundo e adquiriram cultura só por terem entrado numa lata de sardinha que se chama avião, onde as pessoas suam, tossem, vão ao banheiro toda hora. Onde a turbulência é uma droga, a música é péssima, os filmes são terríveis. E muita gente lendo livros de autoajuda, livros sobre como administrar negócios, ou Paulo Coelho. Por isso, certamente quando cai um avião, morrem muitíssimos coelhos numa paulada só. Enfim.... cheguei ao avião... Mas passaram-se dez minutos mais ou menos e chegou o outro detido pela guarda chavista, um professor de Roraima, da Universidade Federal, chamado Thiago. Prenderam sua bagagem e fizeram com ele alguns absurdos. O voo partiu lá por dez e quinze. Levei a certeza de que fiz grande amigos em Caracas, grandes mesmo. Mas também trouxe outra certeza: Simón Bolívar esta remexendo seus ossos na tumba sem parar. O sistema de Chávez é bruto. Atrasado. Violento. Não é socialista coisa alguma. É repressor. Contudo, deixo recado para os oportunistas de plantão, Lula não tem nada a ver com os modos políticos do senhor Chávez. Quanto ao Paraná, já não sei se se e pode afirmar o mesmo. Digo mais, não sou petista. Não creio em Deus (ao menos nesse deus branco burguês com matriz no Vaticano nazista). Não creio em mitos. Não tenho ídolos. Não creio em governadores paranaenses com cara de governadores de Montana. Não creio em presidentes que se apartam de sua gente. Não creio na direita nem na esquerda. Vocês não precisam portanto acreditar em mim. Assim estamos quites. Podem me chamar de agora em diante de Sandrini Chávez de Cadeia.
* Um país expressivo como a Suécia deveria no máximo produzir cuecas, cuecas-suecas (ahn, bom né?) não armas. Não há porque querer invadir a Suécia, só se for para saquear de lá o tédio de uma sociedade gelada. E bem...

Nenhum comentário:

Postar um comentário