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It's been a hard days night!

Têm dias em que a noite é foda.


13 junho 2008

ZÉ BUFÃO

Toma uma béra e já vira macho. Fica no grau e cresce na hora. Esse era Zé Bufão. Quanto mais bebia, mais tremida ficava a letra. E olha que nem escrever ele sabia. Sabia apenas é marcar o X na pindura do bareco. Como um santo, religioso, era profissional: todo dia marcava ponto na mesa armada na calçada. Em frente ao bar, bebia todas. Certa vez, chegou a esgotar 17 garrafas de cerva sozinho. Um beberrão! Outro vício seu, como não podia deixar de ser, era mulher. Virava o zolho de tão louco perseguido que era da bendita criatura. Flertava que era uma beleza: piscava os dois olhos na confusão da pescada inicial. E mesmo assim, fisgava. Na maioria das vezes piranha, de quando em vez um peixinho, mas não é que quando com muita sorte na rede caía uma sereia? Mas não era sorte, definitivamente. Era paixão. Entrega. Absorto que era, procurava o bicho mulher na pugna diária da selva.

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