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It's been a hard days night!

Têm dias em que a noite é foda.


26 junho 2008

O Nem Tão Incrível HULK

Não resisti à tentação; dei o braço a torcer e fui assistir o Hulk. Domingo, sala cheia - casaizinhos, malocas e crianças -, me acomodei numa das poltronas do cinema no shopping jardim das américas; há muito tempo ouvia: "felipe, pare de ser chato, o 'cinemão' também é cinema, vamos ver tal filme, esse outro e bla-bla-bla...". Enfim, pipoca jumbo, o balde de coca-cola na mão, a mão na mão da garota, aquela coisa toda, o filme começou... No começo aquela coisa de sempre: logomarca da Marvel Comics - o filão de adaptações de HQ's continua de vento em polpa -, as "origens" da bola da vez - o Hulk -, e na seqüência eis que Robert Bruce Banner está nada mais nada menos que na Favela da Rocinha. Nosso pobre cientista, encarnado por Edward Norton - continuo afirmando que ele é o ator "jovem" mais talentoso de Holywood; cara extremamente versátil (vide "Clube da Luta", "As Duas Faces de um Crime", "Tenha Fé", "A Outra História Americana" - genial -, "Frida" etc etc etc) -, trabalha numa fábrica de refrigerantes (?) que são exportados para o mercado americano; vive "tranqüilamente" enquando procura conter a fúria do monstro verde que habita seu interior. Já há algum tempo não há "acidentes", porém isso muda quando um pouco de seu sangue cai justamente dentro de uma das garrafas de refrigerante da empresa em que trabalha - coincidência? - , o líquido (refrigerante com sangue) é tomado por um senhor, nos eua, é localizada a origem, agentes do governo estadunidense são enviados atrás de banner e bla-bla-bla... Vamos ao que interessa: como as pessoas que lêem os meus textos (como se fossem muitas) e me conhecem já sabem, procuro escrever, mais do que críticas, aquilo que me chama a atenção, minhas impressões, à moda de Almir Feijó ("crítico" de cinema/cinéfilo); passemos a elas (as impressões): 1) a fotografia é espetacular (o 35mm continua a arrasar nos close-ups; reparem nas cenas de diálogo entre o coronel e qualquer outra personagem), mas há umas saídas de foco grosseiras em alguns pontos; 2) Edward Norton, como já dito, é um ótimo ator, mas Liv Tylor, de novo???? Quantos e quantos papéis trochas ela vai fazer? "Armaggedom", "Senhor dos Anéis", e agora a doutora Betty Ross???? Tudo bem, ela é bonita e tal e coisa e coisa e tal... pode contracenar bem com o Ben Affleck, mas é só.... Pra senhora Banner ela está muito aquém... 3) e o troféu Framboesa do filme vai para: o coronel (pai de Betty); que carinha ruim... Não convenceu: olhares, posses e falas ruins... 4) o que é aquele predador gigante e superdesenvolvido com qual o Hulk tem de lutar? Nada a ver... Godzilla grotesco e nada convincente. 5) gostei da fidedignidade: esperei o filme inteiro pelo "Hulk esmaga!" e pelos golpes clássicos, e eles vieram; no fim, mas vieram... bom, bom... 6) foi interessante ver a Rocinha filmada por lentes e película gringas de boa qualidade: ela é feia, a pobreza é feia; mas o dinheiro faz coisas incríveis... 7) pontos mais do que positivos para a apresentação do Hulk durante sua transformação, no início do filme: é feito um suspense muito competente, planos detalhes e tal, até a cara inteira dele tomar conta da telona... aplausos pro diretor: boa decupagem... 8) A CG do Hulk está perfeita - embora eu deteste qualquer tipo de efeito eletrônico nas imagens -. 9) o link com o Homem de Ferro é bem interessante: As indústrias Stark podem "dar um jeitnho no problema", segundo fala do próprio Tony Stark/Homem de Ferro (encarnado por Robert D. J. - magnífico ator alcóolatra)... e bla bla bla, acho que é isso. Tinha mais uma centena de coisas pra falar; mas esqueci, ou achei melhor esquecer; hoje já é quinta e a Alemanha tá na final da Eurocopa e isso é o que importa! Tschüss Leute!!!!!!!

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