Loading...

It's been a hard days night!

Têm dias em que a noite é foda.


13 junho 2008

LUIZ LOCO

Do quarto emergem sussurros e gemidos. Na geladeira apenas água e bananas. Sobre ela os óculos ray-ban de dez reais. O primeiro próxima no aguardo de sua vez. É na verdade numa destas ruas pouco movimentadas, por onde boas senhoras a caminho da igreja não se atrevem passar. Na porta do apartamento, nada de anormal. Espiadela dentro, luz rubra provocante nos olhos. Morena doida dança sensual. Preço de quem se valoriza: “uma vermelhinha”. Uma luna por dia? Já no meio da farra, a sempre presente intenção de tomar nos braços a puta. Luiz Loco desde antes, desde casa nelas já pensava. O dinheirinho suado separado na carteira: oitenta conto. Primeiro fazer a desforra no som de Almirante. Depois, comprar amor. Melhor: alugá-lo. Dizer que é realmente tarado, não se diz. No PC, pasta nomeada “sacanagem”. Os colegas o conhecem, embora ninguém o tenha em alto apreço. Gostam sim é de suas aventuras. Divertem-se de sua feiúra. Riem-se de sua falta de jeito. Incapacidade de arranjar mulher. Eduardão Batata é o primeiro a topar o negócio. Paulinho Morsa, pra provar que é macho, fechou a expedição. Afinal quem está pagando é o camarada... Então lá foram os três provar da coisa. Meio ébrios, errantes, chegam cantando pela rua. Justamente ali, onde os malacos de plantão percebem até passo de centopéia. Mas ninguém mexeu com eles. Parece haver algo que os protege por estes caminhos tortuosos da juventude. Já no ap., Paulinho sangra. Eduzão tira o corpo fora e rouba a luna. Não é que o único a se divertir é o Loco? Da sala escutam: “vou escancarar, encapuzar e depois vou pôr pra dentro!”. Dito e feito: em pouco tempo sorriso nos lábios, a pequena vagina feita pé-de-cabra, o copo cheio de leite, pênis em flor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário