Loading...

It's been a hard days night!

Têm dias em que a noite é foda.


13 junho 2008

INVASÃO DE PRIVACIDADE

É revoltante o “estado de sítio” no qual temos de viver. Todos os dias nos deparamos com situações que envolvem algum tipo de vigilância sobre nossas atividades; em todos os lugares vê-se o aviso de “sorria, você está sendo filmado”. Posso imaginar o sorriso maroto de quem assiste aos vídeos, enquanto diz, se homem, “essa aí é gostosinha!”, e se mulher, “mas que cabelo horrível!”. É triste, extremamente triste ter de viver sob constante invasão de privacidade! Proliferam-se casos como o recente assassinato de uma mulher em plena Rua XV de Novembro (coração da cidade de Curitiba), às dez horas da manhã de um sábado, por reagir a um assalto. Porém, essa rua é “recheada” de câmeras: será que elas trazem mesmo alguma espécie de segurança? Essas câmeras espalhadas pela cidade servem para, supostamente, coibir a ação de possíveis delinqüentes, nestes tempos de total insegurança. Não chegam a apresentar um desempenho satisfatório, pois além de constranger o “cidadão-de-bem”, são motivo de gozação por parte dos assaltantes, que com um simples disparo de suas pistolas danificam o equipamento, quando não fazem pose diante dele. O fato é que se perdeu totalmente o respeito pelas liberdades individuais inerentes a toda e qualquer pessoa: é necessário um dispositivo eletrônico e a intromissão direta de terceiros para nos deixar menos receosos. “Big Brothers” e cia. vigiam 24 horas por dia os seus participantes. Fico aborrecido quando os hóspedes de tais programas deixam, sucessivamente, seus cativeiros. Gostaria do fundo do coração que pessoas tão fúteis como essas não saíssem daquelas casas e permanecessem para sempre longe do convívio da sociedade. Filmam até o que acontece nos banheiros dessas casas. O que sempre me pergunto é como é que existe gente que se interessa tanto pelas vidas vazias de pessoas que elas sequer conhecem. As câmeras estão por toda parte: ruas, lojas, edifícios, casas, ... O que acontece é que a sociedade em que vivemos necessita profundamente sentir-se segura; só que não é capaz de perceber que isso não se dará através do controle dos movimentos alheios ocorrido nos mais variados ambientes; o que realmente precisamos construir é uma sociedade mais justa, igualitária, solidária e democrática na qual nenhuma pessoa precise ser vigiada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário