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It's been a hard days night!

Têm dias em que a noite é foda.


14 junho 2008

HOJE DIA CHEIO

hoje a vida vai tumultuada, várias coisas pra fazer; dia de Vanessas e aniversários ilustres: 1) Show da Vanessa da Mata, logo mais às 18:30h (acho) no Guairão. Estarei lá, quem vai? Abaixo segue a lindíssima canção "Zé", do álbum "Essa Boneca tem Manual". você dita o meu coração o que ele não quer aprender, Zé você quer que o meu coração siga a tua receita só não quero que aceite o jeito que eu te dou de mulher não e aproveite o resto o tempo dá jeito mesmo que tenha a minha oração o que você dispensa, Zé você faz com que o meu coração siga a tua beleza só vá lembrar a tardinha quando nos conhecemos, Zé havia uma beleza ali ou era criatividade minha? vá lembrar a tardinha quando nos conhecemos, Zé havia uma beleza ali ou era criatividade minha? quando andava pela rua cor de sol amarelo ouro me fitava e eu me avermelhando o som de jardim de sonho Zé, era seis da tarde dia e escuridão tinha tons e no alarme roubando o meu coração hortelã, alecrim e jasmim Ave Maria cantando ela tão satisfeita por mim e eu num galho de sol que nem passarinho, que nem passarinho desvanecida de amor cor de carmim 2) às 21hs no Teatro Fernando Montenegro, a peça "Analice em busca do homem perfeito" (é isso?)... No elenco, Vanessa Pampolini - (desculpe, mas como disse, não poderei ir hj).... hj, última apresentação antes do"tour" nacional da companhia... quem puder ir, não perca... mais informações no blog da Vanessa, link ao lado nos "parceiros piromaníacos".... 3) 14 de jun - aniversário da velha... Dona Elisa Regina, minha mãe, com mais um ano de vida... ou um há menos, depende do ponto de vista.... parabéns mãe... festa logo mais, às 21hs + ou -, no bar botafogo, com roda de samba... av. manoel ribas, perto da igreja... apareçam!!!!!! 4) Dalton Trevisan é o outro aniversariante do dia.... 83 aninhos de vida.... e muitos de obra.... abaixo, posto texto meu, mais um sob influência do mestre.... DALTÔNICO Curitiba. Sul do Brasil. O frio aqui é pressuposto. Intrínseco, ele vem com o corpo. Emoldura espaços, permeia as relações. Não é como me disse um dia. Não seguimos a arte aristotélica: “todos os homens são filhos de Deus. Nós, curitibanos, somos homens, portanto filhos de Deus”. Não, não... não me fale nestes termos. Aqui não! Ultimamente eu ando meio down, eu ando meio Dalton. Vejo muitas coisas, mas não consigo discerní-las. Defendo grandes teses sobre as coisas mais fugazes. Meu daltonismo dura vinte e poucos anos e dele não abro mão. Nem por você, nem por ninguém. Nenhum dos meus sonhos. Mas tudo bem, confesso enfim o que realmente quer ouvir... Hoje saí a sua procura (era isso o que tanto queria ouvir?). Segui seu rastro, seu cheiro, seu brilho por toda a cidade. Nada. Não te vi. Vi apenas calçadas irregulares, caminhos de petit-pavé. Desenhos. Luares. Peguei a Rua Quinze e me perdi na multidão. Pessoas poucas, muitos fantasmas absortos na escuridão. Entrei em bares, cafés e sebos, me empurraram “O Vampiro de Curitiba” (e eu novamente o comprei). Li meia página e o abandonei... Continuei a não ter o que procurava: seus seios na minha mão. Quebrei esquinas, passagens. Trombei trabalhadores com latas, procurei até dentro de garrafas, mas lá também não estava. Ao fim da noite dei-me conta, em lugar algum estaria. A não ser em minha alma, o calabouço de agonia. Finalmente a contra gosto, peguei o rumo de casa. Descobri da pior forma que nunca mais eu te veria. Acho que fadado estou, até o fim de meus dias, a vagar sozinho, pobre e doente pelas ruas de alguma cidade fria. Mas talvez nada disso importe; faço agora parte do mundo das damas, dos cafetões e das messalinas. Com meu olhar distorcido apego-me apenas àquelas antigas chagas, ruptura, feridas. Levei a auto-análise à exaustão, sendo liberto de meu transe apenas pelo assalto: levaram-me a carteira; nela sua foto, na qual fumava aquele Carlton. Desse modo é que afirmo: essa aqui a minha Curitiba; não mais a de Dalton. por hj é só...té...

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