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It's been a hard days night!

Têm dias em que a noite é foda.


13 junho 2008

“_ Escute! Escute! – interrompi. _ Perdoe que lhe diga uma coisa... Veja bem, não há outro remédio; amanhã terei de voltar ao mesmo lugar. Sou um sonhador, mal conheço a vida real, e um momento como este é tão raro de ser conseguido por mim, que me seria absolutamente impossível não continuar a evocá-lo sempre em meus sonhos. Esta noite será toda passada sonhando com a senhora. Mas que lhe digo? Esta noite, toda a semana, o ano inteiro! Não terei outro remédio senão vir postar-me amanhã aqui, neste lugar em que estamos, à mesma hora, e serei feliz recordando nosso encontro de hoje. Já tenho carinho por este lugar. Como este, já tenho mais dois ou três em Petersburgo, que me são queridos. Às vezes, cheguei a derramar lágrimas como a senhora a pouco, quando de súbito me assaltava uma recordação... Talvez esta noite, no cais, a senhora chorasse, simplesmente, por isso, por estar recordando alguma coisa... Perdoe; já voltei a falar disso. Talvez a senhora tivesse sido, ali, esplendidamente feliz...”. “NOITES BRANCAS”, Dosto, Ed. Martin Claret, pg. 20, 21.

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