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It's been a hard days night!

Têm dias em que a noite é foda.


13 junho 2008

CURITIBA QUE É O MEU QUINTAL

O circular centro que dobra a esquina da Cândido Lopes. A poesia urbana que emana de Curitiba. Curitiba que é o meu quintal. Celeiro cultural? Todas as cidades o são. Os porteiros com seus trajes engomados. Pra que tanto respeito? O ritmo zumbi de teus trabalhadores. Aqui não se vê yellow cabs. Teus cabs são orange. Laranjas mecânicas em bandeira dois. O povo que, antes das oito, pára pra comer pastel ao lado da Catedral. Colesterol é doença de velhos. Colesterol é doença de gordos. Colesterol congela com o frio. Teus ídolos do Bourbon podem cuspir na multidão. Não se fala da Curitiba que conheço: a Curitiba da canalhice, dos meninos de rua, do mau-humor, da depressão; curitiba de muito pinhão. Pleonasmo? Vocação pra Trevisan? Pra agradar tua burguesia, te falta uma canção ao estilo New York, New York. Uma Curitiba, Curitiba. Ao invés de Frank Sinatra, ela seria cantada por Roberto Carlos. Não o patético de todo especial de fim-de-ano; mas o seu clone, do Edifício Tijucas.

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