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It's been a hard days night!

Têm dias em que a noite é foda.


13 junho 2008

CARTA DO DESESPERO

Há um bom tempo você me faz ranger os dentes. Não agüento mais tuas cobranças, a falta de tato nos assuntos corriqueiros, o modo como me trata feito um prisioneiro, os decibels a mais na tua fala. Jamais deixei alguém mandar em minha vida. E acredite: você não será a primeira! Tua eterna carência, a atenção extremada que de mim exige, os oceanos que derrama diariamente fazem meu estômago doente revirar cada vez mais. Não, não sou nenhum cretino insensível ou inescrupuloso, apenas sinto a coleira apertar cada vez mais em meu pescoço. Ela sufoca, tortura, tira o foco daquilo que realmente interessa. A paz. O trabalho. Mesmo o amor. Por que é tão difícil compreender que o caminho para o coração é o das idéias? A arte. A beleza. Alguns são conhecidos pela diplomacia, o modo como resolvem conflitos, por serem os reis da vida social. Outros simplesmente fogem ao menor sinal de pressão. E não o fazem por serem fracos; simplesmente entendem que o conflito não será solucionado de forma satisfatória, pois o ser humano é paradoxal, complicado, equivocado por natureza. Ninguém gosta de ter os pés e as mãos atados. É forte o homem que, embaixo de 18 anos de inseguranças, se vê soterrado? Ser constantemente coibido naquilo que te toca, a tua paixão, aquela coisa que faz o teu coração bater mais forte é injusto, cruel, errado. Se é certo o que dizem, que os sonhos não envelhecem, não será a pedra o primeiro empecilho a ser removido do sapato? A idéia é reta, o raciocínio claro: nada pode opor-se à vontade do homem que está justamente onde deveria estar, no seu habitat natural, no local onde se sente seguro no mundo. Feliz, enfim. Não é possível reduzir um homem de bem – um homem de verdade – a nada. Se ele sabe quem é, de onde vem e para onde vai, só existe uma coisa em sua cabeça: o sucesso, em todos os aspectos. O resto é nada!

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