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It's been a hard days night!

Têm dias em que a noite é foda.


15 junho 2008

CARTA DO DESESPERO N.º 2

Não consigo entender por que você não aceita minhas opiniões. Com uma boa recorência tenho provado que estou certo em minhas idéias - ao menos na grande maioria. Uso de mil argumentos, reflito e faço com que você acompanhe explanações detalhadas; concluimos juntos que o caminho que proponho é o correto, mas mesmo assim você insiste em rejeitar o que digo. O que é isso: birra, ignorância, a muito alardeada vingança feminina sobre a escórria do machario? Ou serão apenas reflexos indisfarçáveis de um gênio indomável? Admito que adoro gênios, especialmente aquele do Alladin. Einstein. Goethe. Da Vince. Contudo, essas manifestações pulsantes de irritabilidade, imediatismo e indecisão definitivamente não me atiçam o interesse. Do lado de cá, nós, os artistas: criaturas extremamente sensíveis, porém ariscas. Bichinhos que "metem-o-rabo-entre-as-pernas" quando devem fazê-lo. No entanto, feras raivosas que não exitam diante da defesa dos pontos-de-vista que julgam verdadeiros. É possível superá-los, sem dúvida. Possuem a humildade necessária pra debaterem (uma hora, uma semana, uma vida inteira) qualquer questão e de jogarem a toalha quando "dominados". Apenas exigem que isso seja feito pela coragem, astúcia e, é claro, inteligência. Do contrário, exigem RESPEITO. OUVIDOS ABERTOS. QUE CUMPRAM OS SEUS DESEJOS - plenamente justificáveis. Se não puderem com isso, então é que não os amam. Ou até amam, mas os afastam um pouco mais a cada momento. Continuam falando, falando, falando, falando, falando, falando, falando e falando, tomando suas qualidades por defeitos (a megalomania, o extremismo, a acidez dos pensamentos). Mas o porquê?, ah, o porquê? Não lhes dizem! Passam zíperes super bonders nas bocas. Recusam-se. Afirmam que é paranóia. Pois que assim seja. Que se danem os seus infelizes artistas. E vocês que calem a boca.

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