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It's been a hard days night!

Têm dias em que a noite é foda.


24 setembro 2012

Estreia do filme CORAÇÃO SOLITÁRIO


Na Cinemateca de Curitiba, terça-feira, 25/09, às 20h.
Entrada franca - Classificação: 16 anos.

Após 6 anos de produção chega a hora de lançar ao mundo.

CORAÇÃO SOLITÁRIO
direção: Cesar Felipe Pereira
ficção | P&B | 35' | 2012 | PR.


“Não ouse roubar a minha solidão, se você não é capaz de acompanhar meu coração”.

Com João Graf, Fernanda de Oliveira, Luana Roloff, Sabine Villatore e Regina Vogue.

roteiro, produção, direção: Cesar Felipe Pereira | produção executiva, assist. direção: Mauricio Aguiar | direção de produção: Cristiane Senn | direção de fotografia: Regiane Bressan | direção de arte, figurinos, maquiagem: Ana Deliberador | desenho de som, supervisão de edição de som, mixagem: Paulo de Tarso Akamine | montagem: Rafael Rébuli | colorização, finalização: Fábio Allon

CORAÇÃO SOLITÁRIO é um média-metragem de ficção sobre a solidão numa grande cidade. Rodado em 2008, em Curitiba, de maneira independente, chega às telas após quatro anos de pós-produção. Apresenta a história de Nico, jovem de 20 e poucos anos, que se envolve num triângulo amoroso com duas moças: uma loira e uma morena. Por sua vez, Têre, uma senhora solitária, guarda lembranças e segredos do passado. Uma produção da Maria Fumaça Filmes em parceria com a Processo MultiArtes.

08 março 2012

IMPRESSÕES LIGEIRAS SOBRE O "VAMPIRO" DE DAMACENO


 fui ver a peça do damaceno, "para o vampiro - variações n.º 1", sábado, no novelas curitibanas.

gostei bastante.

na minha opinião, a peça se adequa ao novelas de maneira impecável, eles fazem uso do edifício teatral
de um modo bem inteligente, criando um clima de aconchego, ao mesmo tempo em que chove (literalmente) nas janelas do quarto/escritório que montam. a técnica é impecável: sonoplastia, luz, cenografia e figurinos são precisos, elegantes, corretos.
a dramaturgia discute a espetacularização banal de certos textos teatrais, o plágio, a feitura de trezentas peças desprezíveis por ano, o fazer qualquer coisa para atingir o sucesso nos palcos. sobram farpas - tapas igualmente elegantes - para fianes e outras figuras (uns pela multiplicação de espetáculos banais, outros pelo endeusamento e vampirização de histórias alheias).
a questão do pagar ao público (para quem não sabe, eles estão pagando os espectadores - R$4,00 ou R$2,00 - que vão assistir a peça) se justifica no enredo. espero que essa prática não vire regra, já pensaram termos que pagar para atrair público?
o elenco mantém o nível alto: rosana stavis dispensa comentários, pois é sempre impressionante; o samir se esgoela em longos solilóquios difíceis de segurar, mas ele segura e não perde a linha em nenhum momento, na apresentação que vi.
o destaque fica por conta de maia piva: contracenando com rosana ela poderia ter ficado intimidada, o que não acontece. a moça solta a voz e proporciona o momento mais belo do espetáculo, quando canta perto do fim.

a peça vale a pena de ser vista. continua em cartaz por mais dois finais de semana.
dica: no sábado começa às 20hs, então é preciso chegar um pouco antes das 19hs - abertura da bilheteria - porque há poucos lugares e a concorrência é grande.

13 fevereiro 2012

RETOMAR É PRECISO

Depois de muito tempo afastado desse blog, resolvi retomá-lo. Não sei na verdade por que o faço, mas sei que o faço. E isso basta. Ao som de Lynyrd Skynyrd, Beatles, Doors e Stones escrevo, penso, escrevo e navego. É preciso, alguém já disse. Narrar é preciso. Ficções tão reais que parecem verdade, mentiras estéticas bem contadas e que me interessam por sua incapacidade de fazer falar. (?) O tom, como visto, não mudou muito, não foi além, até mesmo parece ter in - voluído, será? O jeito é descrever alguns projetos, a fim de que meus - vejam só - 65 seguidores atuais tenham o que comentar. Onde estarão aqueles quatro-cinco? Hey, queridos... voltem.

Em primeiro lugar, devo relatar, nesse relatório virtuo-ensaístico, devo relatar que o ano de dois mile y doze vai muito bem, obrigado. Agora, finalmente no mestrado, a coisa parece que vai. A ideia de explodir o sistema de dentro do sistema, ou melhor, implodi-lo, ganha forma. Depois de muita insistência - a persistência, lembrem-se, vale mais que a inteligência -, cumpri a rotina da academia e fui aceito. E eis o primeiro projeto, ao torno do qual a vida tende a girar esse ano, minha incipiente dissertação intitulada: TEXTO, PALCO E TELA DE OTELO NO BRASIL: ANÁLISE DE UMA REPRESENTAÇÃO DO CIÚME. Aliás, não sei se vocês já viram, mas reparem como na seguinte representação do titio Shakes, ele está de brinco. Moderninho, não?


Bem, continuemos. Eu falava em projetos. Provavelmente 2012, que logo se inicia, depois do carnaval, vai ser um ano profícuo: cinema, teatro, artes visuais. Os projetos que são de minha lavra e que tenho planejado para lançar, são.

CINEMA: Ao que tudo indica, finalmente, estreará o mais que aguardado CORAÇÃO SOLITÁRIO. Já são seis anos de produção, quase quatro de finalização. Ele está atualmente nas mãos de Fábio Allon e Diko Florentino, na Processo Multiartes, e me está prometida a correção de cor para o final desse mês. Creio que ainda no primeiro semestre veremos a cara desse rebento. Na foto abaixo, Nico (João Graf) e sua loira (Fernanda de Oliveira), os protagonistas. É preciso aguardar um pouco mais...


Também em vias de fato, O SILÊNCIO DE LEONOR, a sair até o fim do ano. Mais uma dor no peito, ausência, falta de comunicação entre dois seres humanos, essas coisas, vocês sabem. Ainda, captando os recursos para AUGUSTA E ANTONICO, o projeto maldito na Fundação Cultural. Por que será que não aprovam um projeto sobre uma prostituta e um mendigo?!

TEATRO: Na Cia PalavrAção da UFPR, temos programadas duas montagens para esse ano, ambas dirigidas pelo mestre Hugo Mengarelli, com minha assistência de direção: UM OLHAR BRECHTIANO,  cuja estreia se dará em Abril no TEUNI/UFPR: algumas cenas das obras-primas do alemão costuradas pela sagacidade do Hugo. E no final do ano, em dezembro, A ÓPERA DOS TRÊS VINTÉNS ou A RESISTÍVEL ASCENSÃO DE ARTURO UI, outro texto brechtiano.
Também estou iniciando, após dois anos sem dirigir uma peça, o processo de minha nova empreitada teatral, um novo espetáculo, chamado MEDÉIAMÉLIA, que é uma atualização do mito de Medéia, a partir do texto de Eurípides, adicionado do "drama" composto por Ataulfo Alves, na medida em que é transposto ao contexto de uma cidade grande (Curitiba, não mais Corinto) nos dias de hoje e à relação Medéia-Jão (não mais Jasão). Além dos dois, Bento, um bêbado santo (amigo de Jão) e Toninho (um ator-músico), esse último em substituição ao coro grego. Em suma, quatro atores: Jão (ao mesmo tempo Jasão e Creonte), Medéia  (ao mesmo tempo Medéia e sua Ama + Amélia), Bento e Toninho, agem em um espaço alternativo/aberto (um bar de Curitiba, o "refúgio seguro").


Já confirmados no elenco, os ótimos Alaor de Carvalho, como Jão, e Gustavo Iglesias, como Toninho. E em negociações sérias para os papéis de Medéia e Bento.

ARTES VISUAIS: três projetos de artes visuais rondam atualmente minha cabeça, tomam conta de meus olhos e ouvidos e exigem saírem para ver o mundo/serem vistos. A exposição de minhas pinturas-colagens PEN.TI.MEN.TOS, composta por cinco obras; a individual fotográfica URBANO DEMASIADAMENTE URBANO, 12 fotos 90X60cm, feitas a partir de uma câmera analógica, sem nenhuma correção/edição posterior, e; A vídeo-instalação DESEJO DE SER NUVEM, baseada na obra do pintor belga surrealista René Magritte:


Esses são os projetos "grandes", todos já no "prelo". Além deles, muitos outros estão em processo embrionário de gestação ou parados por alguma outra questão. Leia-se: por falta de verba. Parece que entra ano sai ano, o artista é aquele que sempre está com o pires na mão, passando-o para que nele caiam algumas moedas.

2012, ano de trabalho. Se, ao final, o mundo acabar terei feito um pouquinho a minha parte. Mas que vai ser muito bom se ele não acabar, ah, isso vai..