9.11.09

VI

uma semana para mim é uma vida e já há três vidas ela me deixou e prometo não sei se vou cumprir mas eu prometo que não vou mais ficar chorando me queixando por ela ok pessoal combinado porque I’m a million different people from one day to the next but I can’t change my mould infelizmente e então eu sigo em frente sobrevivendo simplesmente ou subvivendo e subvertendo ou sobrevertendo a verve ouvindo the verve bem o disco que contém a música aí acima mas poderia também estar ouvindo o arrigo que é de londrina mas não é londrino como o pessoal do verve que são de Londres mesmo e eu não sou vampiro como o Dalton mas sou daltônico não o clássico porque confundo tons de verde e azul e também rosa com branco eu sou sim um lobisomem perdido não em Londres não em paris mas em Curitiba essa fria e cara menina de pernas abertas pelas noites efêmeras e eu e lê we’ll always have não Casablanca mas essa podre Curitiba a Curitiba dos bares dos lugares mal freqüentados que ficaram no passado dela mas a mim me tentam a abrir a janela que é a rima mais fácil para ela como diz a banda pedra Letícia que é de Curitiba e eu gostei de escutar e acho que não vou me matar porque dói e dor não é legal talvez eu vá para o Nepal e vire monge budista porque no budismo o lance é atingir o nirvana o estado em que não se sente mais dor alguma mas peraí lá é longe por enquanto a coisa é pôr aqui o nevermind do nirvana trilha sonora da minha adolescência pra reviver minha antiga inocência aquela mesma na qual tirava dez em português mesmo sem ler o romance do Taunay quando ainda usava boné era Mané e nunca havia cheirado rapé e pirado no parangolé e a verdade é que drugs don’t work ainda segundo o verve tá ok já vou pôr o nirvanão e pirar o cabeção mas daí eu não escrevo mais aí eu pulo DIG DIG joy de Sandy e júnior porque olha essa a minha mania de juntar cacos que não encaixam como meu antigo mundo e a bela que agora é fera cinderela no porão do meu coração que rima fácil com oração que eu nem sei fazer viu Paulão não sou melhor que nada nem ninguém desculpe novamente por não ser um semi-deus feito você sou apenas um humano um ser que não sabe nada mas quer saber e é um fraco embora finja ter coragem como o nome deste fluxo que já tá me dando refluxo vontade de vomitar palavras a bile suco gástrico e aspirinas com cerveja o estômago todo lavagem de porco e as borboletas que dessa vez eu senti por uma menina não que sentisse isso antes por meninos não é isso eu afirmo que gosto de são Paulo e Curitiba e porto alegre e eu gosto de meninas e meninas somente mas estou muito carente é Renato o negócio aqui tá russo tá de fazer chorar em comercial de carro importado de deixar deitado tudo a contra-gosto acho que tô com encosto só pode ser o Zé pelintra deve tá a me rodear no bar no seu Zé no parangolé nas ruas perto de casa ali na graminha da general carneiro ou na minha árvore cativa da rua da paz onde vou sempre mijar e a da paz é também a minha rua embora esteja em guerra talvez Tolstoi não estivesse certo ao escrever aquela merda e eu quero é que tudo mais vá pro inverno que aqui tá quente pra caralho e não sei porque o VORD sublinha palavrões que porra esse não sublinhou eu já tinha adicionado hehe e repetições também sublinha é o fim da picada a marvada na carne o câncer que me consome a dentadas no estômago doente qual Kurt Cobain que serei quando tiver mais hormônios pra cultivar uma grande barba e eu sinto muito sinto muito pouco isso é sintomático isso é sintomático there goes my girlfriend tell me what it takes to let you GO a find another man lê you can’t sleep in my mind não adianta tá foda foda sublinha e foda mesmo foda foda foda foda tudo sublinhado tava ontem que pirei o cabeção naquele bar de merda e vocês eu não sei mas eu quero que o Paquistão se foda que o pré sal vá pra puta e que o Obama pegue fogo incinere de dentro para fora burn babe burn saca o que me importa é egoniilistapessoalidiossincratisubjesujeitamimmesmoeudolorosamenteIch expurgar a minha dor de amor que rompe as minhas veias e me transforma num vegetal em vida e está difícil me afastar da bebida what can I do I feel like the color blue todo vício escraviza e eu por ser polaquinho vou acabar por ser colocado no proloirinho ali no largo da ordem mas é fato que só trocamos um vício por outro no caso a pinga pela menina ela aquela mesma que já citei o nome certamente o melhor scotch já feito a mulher 9.9 que nada é perfeito há ali sim alguns defeitos mas o saldo é mais que positivo é o máximo no meu gabarito linda fora e dentro pra sempre no meu peito tempestuoso incongruente inconstante tropeçante de jovenzinho cada vez mais velho mula a flanar pela rua quinze que aliás daqui a pouco eu vou andar ir até o fim e voltar pro meu primeiro andar that’s a hole in my soul this is over Yes it’s killing me forever ande ver ever and ever solidão nesse momento e sempre eu queria ser João Gilberto e antes Gilberto Gil pra ser bão e compor drão que no meu caso se chamaria tema de Letícia que aliás eu compus mas é instrumental não fui capaz de pôr uma letra eu queria ter escrito o amor da gente é como um grão tem que morrer pra germinar mas já era o Gil nasceu antes se apaixonou antes perdeu a mulher e a reconquistou antes de eu pensar em existir e eu penso logo sofro preciso sim é de uma lobotomia chamarei o doutor hannibal aí sim não pensarei mais em Le não serei mais tão lelé não aLiterarei em L never more end of story viverei no répi-auê bebericando sem sentir o gosto flanando Love is a sweet misery e se vocês meus 4 leitores estamos progredindo estiverem cansados das minhas citações foda-se foda-se tudo tamô tudo fudido mesmo ahhhh ! quero escrever coisas idiotas e virar poeta beber a água da caixa d’água da Victor ferreira amar geni e o led Zeppelin roubar a igreja da ordem ser apenas mais um brasileirinho no cuzinho do mundo ir de bicicleta pra Antártida pintar o 9 o 10 o 11 tomar café na cantina da reitoria tacar pedras de petit-pavé na hipócrita sociedade de Curitiba sentar a bunda no bebedouro do largo sem molhá-la salvar a política poetar músicas e musicar poemas viver do meu próprio veneno desaparecer até que alguém me esqueça pintar a roda e ser o novo Ford comprar uma butina bunita e ir pra Vudis de cagalo ali na frente estacioná-lo ser mais inteligente e seguir sendo abandonado sempre afastar de mim aqueles todos que eu amo e acho mesmo que o faço pra não sofrer quando morrerem já que sou egoísta e decepciono logo de começo pra saberem que não suportaria me apegar demais e perdê-los em seguida porque estarei aqui muito mais que muitos deles e nada como já disse ameniza uma coisa dessas nem cachaça religião ou abraço “confortador” do bom pastor que não o Niro o Robert não o Fred Roberty quero poetar morar na rodoviária matar pombos a pedradas ser chulo e imitar Catulo conhecer contenda ir no show do wando ser Cult como o Reginaldo Rossi ir domingo ao jockey club pintar as unhas de preto e desfilar no carnaval ser um metrossexual trabalhar no metrô de Curitiba contratar uma diarista cortejar a garçonete da padoca da Nilo Cairo ir no puteiro e tirar da vida uma daquelas moças ser mosca e me comparar a gregor samsa formometamear-se em Chico Buarque perder a noção da hora criar uma poção e virar bolha escrever o tirando Paulo coelho da toca e virar Best-seller conhecer de Alice a maravilha ser pilha e bateria fumar crack e vender um rim quero enfim explodir a NASA jogar biriba e quebrar a cara fazer de tudo juntar coisas e dormir de meia conhecer a Rússia ser um filho da puta de direita tomar suco de pimenta aterrissar na lua estar no palco e não na pista beber no come-come comer no RU mais uns quarenta anos usar terno e discutir futebol com o analista ser Woody Allen ao menos no meu diário escrever besteiras pra caralho falar mal do senado e ser perdoado ou advertido em praça pública ser um merda um seu-merda inútil reprovável imprestável e doce cortar os bagos e vendê-los no Stuart tudo isso e muito mais porque odeio muito tudo isso nada faz sentido em Curitiba vou-me embora pra Bahia vou chorar a qualquer preço vou ganhando peso e lavando as mãos darei sermão e serei padre vieira vou entrar pra universal o estúdio de rólivude ou a igreja do Macedo se essa dor não passar se ela não passar vou trepar com árvore ser maníaco sexual abrir a capa no jardim de infância plantar café ou vender medalhinha virar hippie e esperar a lê passar no cavalo babão cantar Ney Matogrosso e Fagner pra arrematar a parada gay fundir escrita e mecânica prestar vestiba no Amapá lamber os beiços de melado entrar pras FARC tomar coscarque vomitar colônia ir pra polônia jogar loção na cara nunca mais ficar doidão viver são seco e sério sem mistério no sertão do meu coração bobão babão e bundão e buá buá ahhhhhh...

5.11.09

V

infelizmente não tenho ido ao cinema porque cinema tem me deprimido e andar sozinho tem me deprimido mas ficar em casa também me deprime então eu saio a esmo e faço coisas idiotas apesar de ser um cineasta e escritor e qualquer bobagem me deprime menos filmes de arte que aliás nem esses tenho visto nem truffaut
ou bergman ou fellini ou o que quer que seja eu fico o dia inteiro menos a manhã que aí eu durmo sentado em algum lugar esperando o momento da vida melhorar porque vocês eu não sei só sei que a solidão apavora é atroz e pra resolvê-la amenizá-la tentar mudar é preciso poetar escrever vociferar contra tudo e todos contra os casais felizes nas praças da cidade aos milhares de fuscas azuis que agora eu consigo ver e não tenho ninguém pra dar uns tapas e é só infelicidade na vida dessa cidade acho que ano que vem vou-me embora não pra pasárgada ou eldorado mas sim pra österreich alles gute Bier im der hauptstadt wien mas na verdade eu agora parei de beber porque isso é ruim e faz com que a mulher amada pule fora e com razão ninguém merece um bêbado um louco um cara sem noção que nada tem a acrescentar e então eu vou passar a ficar em casa mesmo mesmo que lá esteja sem luz e só entre coisas que me deixam na solidão um som um ar o cheiro dela impregnado no meu colchão e tá tudo cinza sem você lê mesmo esse dia ensolarado lá fora aqui dentro de mim nessa coisa estranha que é te ver não te ver não ter a tua mão sobre a minha Quebrando um pouco a seqüência tentando igualar um pouco a vida devo dizer aqui no meio mesmo que O título desse capítulo que é o quinto o quinto dos inferno pra mim é renúncia ao meu mundinho de merda porque vocês sabem o amor é uma renúncia e essa é a maior prova de amor que eu posso dar ou talvez a única é renunciar ao meu antigo mundo e não me importo se isso não dá literatura e se não se faz boa literatura com bons sentimentos apenas o que sei é que literatura e arte boa ou ruim não amenizam o sentimento de dor que vem junto com a perda da mulher amada e não quero rimar amor com dor por isso renuncio renuncio àquilo que me era o mais importante àquela arte feita no front sofrida na pele experiência exacerbada a partir de agora farei a arte comedida funcionária pública careta domada renuncio aos bares à rotina dos bares que dela apenas me afasta(vam) e passo a me tratar freqüentando o AA pois um anjo de cabelo curtinho veio me salvar do meu mundinho e a ela sou muito grato renuncio aos pseudo amigos ficarão comigo apenas os de verdade e o mesmo vale para os camaradas uns 6 ou 7 apenas tutto bona gente a minha pequena máfia por isso por isso renuncio não quero esperar quatro anos e perceber que minha flor casou-se com outro eu eu é que estarei lá ocupando o meu lugar e mais à frente seremos três dois éles L’s a me mandar ela e nossa pequena Luiza porque elas devem ser maioria garantia que não me deixará afundar na vida na noite na sarjeta na bebida e quando o momento mais triste da vida chegar quando ela se for estarei ainda lá porque deu no tarô nos búzios na mão no mapa dos astros e agora saturno está em libra deu que viverei até meus 97 anos de idade e lá naquele momento eu também morrerei mas não agora agora vou reconquistar o território e dia após dia seguirei a fazê-lo não deixarei ela me esquecer nem em um milhão de anos não tenho vocação pra Hemingway não vou me permitir enforcar na árvore mais alta da Rui Barbosa porque tenho medo de altura e porque não tenho tendências suicidas embora a mudança seja a maior constante na vida e eu mudei vocês vão ver e eu não a quero a mudança a vida sem ela ela é o sentido a substância o recheio que colore tudo o meu novo mundo a luz a estrada e eu era apenas o seu chorume mas não agora não a partir daqui e vocês eu não sei mas eu odeio professores de dança porque eles querem me fazer dançar ao quererem dançar em salões alheios e nisso eu custo mas creio como creio que por ela eu usaria cuecas e meias deixaria o alcoolismo teria filhos grudaria o corpo tatuagem e tudo contra as colunas da cidade mostraria a vida uma nova vida mais bela mostraria minha cara a verdadeira sem maquiagem uma rua XV cheia de novidades eu descobriria subiria no maior arranha-céu de curitiba e iria de elevador direto para o alto pra berrar bem forte o nome dela lá do terraço aprenderia a cozinhar direito pastel de queijo pizza e pipoca com bacon porque sei o que quero e mais ainda o que não quero não quero desaguar todo outubro nem ouvir chorando os discos do menudo quero comprar um fusca azul para seguir perdendo no jogo juntar meu ar ao dela pra sempre arder em fogo ar e ar sintonia única o dito saturno em libra os 27 meu e dela rir da graça de nosso infortúnio de estarmos pra sempre ferrados porque somos apaixonados desde o primeiro momento aquele início bastante improvável e se não der vou fazer a mala e ir embora para o paraguai lembro do começo num domingo à noite ocasião monótona sem nada especial um bar qualquer inusual papo ameno pra passar o tempo um bom amigo convidado que apareceu pra mudar os fatos e mudou meu fado de um lado eu e uma menina ele e ela na outra ponta ninguém podia prever o que dali surgiria entre uma cerveja e outra e ainda tantas outras algo de incipiente no ar se insinuava um desviar de olhar de minha parte que de modo estranho não se consumava os olhos de gata em alerta me hipnotizavam e eu beirava à indiscrição então dias passados comentários com o amigo e elogios por sua escolha porém a eles a coisa muito boba novo encontro e de novo a mesma impressão aí ataque resultado infrutífero então dias mais fim de casos o encontro no teatro e no café também e outra vez é domingo e ali a vida voltou a fazer sentido desde então voltei a crer no humano pois ela é a mulher mais bonita que conheço e também o ser humano mais bonito algo em que não acreditava mais naquele meu mundo de encontros em banheiros de bar cinemas e bibliotecas mas principalmente bares e agora José e agora essa cara amassada no espelho essa angústia a perda a solidão que não mata mas dá a idéia e tenta e faz com que eu abra a janela do meu primeiro andar o que não machucaria nada não sei mais de nada o café continua amargo sei apenas que se pudesse ganhá-la continuaria no jogo se isso fosse factível separaria o joio do trigo me faria de amigo iria certeiro no umbigo caminharia na rua embaixo da umbrella faria uma sopa um chá arrumaria a caminha faria sem camisinha por ela pegaria HIV faria tudo e muito mais seria dela e ela seria minha jogaria na loteria a data dela a minha a da alegria escorreria o macarrão talharim ou spaghetti nunca mais iria de croquete steinhaeger ou rolmops não mais me importaria com meu ibope junto a outras mulheres ou pesquisa de opinião entre os amigos e teríamos também dois meninos ou mais que pouco é para fracos e de nós um dia eles cuidariam mas agora nenhuma costa branca no meu peito nada de cabelinho curtinho coladinho a mim NADA nada de feirinha no domingo parque ensolarado ou um bom papo no café do teatro agora só a velha companheira a malfadada solidão o cão miúdo exu endiabrado a me tentar na escuridão o eco nas escadas de um prédio do centro a visão da incerteza o flerte com o perigo a insatisfação o medo o desperdício a ineficácia do sonífero sobre o criado-mudo e eu afirmo novamente que mudo mudo pra melhor ou permaneço na pior equação simples exata numa relação humana e a mudança passageira essa cruel dama será desta vez permanente nada mais de seguir em frente balançando na corda bamba a coisa agora é mais direta linha reta pra um futuro como dito um novo mundo onde tudo será único e hoje o absurdo a distância o abandono o teatro mágico ecoando pela casa a cara taciturna nos reflexos da sala a noite com seus colos efêmeros e non gratos as loucuras em pesadelos inexpurgáveis apesar do apanhador de sonhos colocado sobre a cama a choradeira recorrente não quero mais nada disso não quero mais a morte quero amar de novo a mesma mulher com outra sorte e se não der vou sofrer sofrerei sim a cada dia hora milésimo de segundo o jorge ben chovendo chuva e me lembrando que ela não vem toda de branco molhada linda e não despenteada que isso é impossível e por ela eu sairia à chuva à tempestade com muitos raios eletricidade por ela só por ela é que subiria subirei ao trigésimo-sétimo andar de um prédio em construção e subirei de andaime daria o sangue bateria em gangue mas no momento o presente desgraçado sente como se um braço lhe tivesse sido amputado como se um órgão vital lhe faltasse sente o ar tornar-se rarefeito a rara distração não cobrindo mais o baque a besta na porta tramando o ataque a leviandade me lembrando que ela deve ser sempre a prioridade e isso aprendido espero que não muito tarde a maturidade agora consumada esse werther em pêlo após o sofrimento desgostoso e ela a minha Charlotte minha Capuleto minha cara inteira inteira cara minha minha menina mulher moça bonita moça bonita musa longe de minha presença e nada ameniza isso nem mesmo o entorpecimento com o que quer que seja nem arrigo ou tezza ou Belchior ou Shakespeare ou o botafogo a cultura alemã desgraças cachaças que nem mais engulo as letras as imagens os sons a culinária os planos próximos lançamentos de minha lavra nada nada nada me chama de volta à vida nada me volve a verve virulenta e satírica um mestrado sem ela não fará sentido as viagens trarão fotos nas quais o espaço dela estará vago o samba um sábado desperdiçado nossos lugares permanentemente evitados a memória um museu de crueldades se ela não voltar prefiro “contrair” alzheimer a me lembrar de insignificâncias tão necessárias como um limão meio limão dois limões meio milhão porque estou triste tristinho mais solitário que um curitibano que um canastrão na hora que cai o pano e só sozinho mais sem graça que a top model magrela na passarela e a manga rosa pra mim não tem mais sumo a lua vai me deixar sob um barracão de zinco e ninguém jamais vai me encontrar se essa coisa toda não passar e sei que o tempo cura tudo sim mas a casca tá sempre lá prestes a sangrar a romper em lágrimas os olhos murchos do idiota pseudo intelectual que na verdade não tem nada pra dizer pois a razão não significa nada os sentimentos é que contam quando qualquer beijo de novela faz chorar quando todos os casais na rua parecem felizes e você passa solitário e distraído cabisbaixo e maldizendo blasfemando vociferando contra tudo e todos não é definitivamente não é o que quero para mim não quero chorar toda vez que algo xadrez aparecer toda vez que ouvir as palavras massoterapia design jacu e polaco barbudo ou um fusca azul aparecer ou vir um galho de cerejeira porque IF you feel like I feel please let me know that is real I Love you babe pretty babe com todas as breguices só ditas e escritas quando se está nesse meu estado eterno ad infinitum mesmo sabendo que as palavras que escrevo provavelmente não te farão amolecer o coração é-me fácil escrever mesmo mal como sempre faço e você sabe disso e não me importa que vocês meus 2 ou 3 leitores quase todos letrados peguem minhas incongruências minha falta de edição de texto minhas mudanças de pessoa aqui está um autor falando não um narrador esqueçam a baboseira de eu-lírico isso aqui não é literatura é a vida descrita em termos subjetivos e sei que muito está incompreensível apenas um leitor-modelo e amigo íntimo compreende essas minhas palavras não quero viver eternamente num filme de Bergman sempre chovendo e segunda-feira sei que o futuro é sempre agora e agora agora agora ficando cada vez mais barbudo por opção o pseudo intelectual não mais boêmio um artista careta perdido na escuridão dos pensamentos infeliz por um único motivo completamente alucinado pela incerteza da situação mas esperançoso pela retomada da parte da tua estrada no meu caminho porque quando você foi embora quis morrer de sede quase enlouqueci e ainda hoje me encontro nesse estado então esqueça que sairei porta afora estarei ao contrário sempre presente nem que seja mentalmente não quero esperar vinte anos pra lhe provar como sou outra pessoa mas se for preciso não vou hesitar minha bonita o amor essa tarântula de pernas cabeludas me invadiu a vida me entrou pela retina e me fez voltar à tona a acreditar na possibilidade de felicidade mesmo contra todas as prerrogativas você me acorrentou como PROMETEU e faz com que meu fígado seja devorado diariamente porém não mais pelo álcool não ficarei mais alto nem abobalhado só diante da maravilha da beleza que beleza Uh Uh UH musa moderna estilosa porto-seguro estrutura alívio em meio à floresta escura raio de sol partitura perfeita combinação atômica quark correto na mistura artéria principal espero sempre você me ligar lembrando sol e chuva chuva e sol mas não ouço nunca o telefone tocar não ouço o meu tim vibrar então não durmo e ouço TIM maia pra não enlouquecer e tentar sobreviver porque vida vida mesmo só existe com você por você e na tua presença vida daquele tipo do seu tipo no seu mundo uma vida de segurança participação companheirismo amizade afinidades extremas enfim uma vida de delícias só é possível afirmo reafirmo e provarei contra o que quer que seja que tal delícia só existe para mim com uma única pessoa e o nome dela é le-tí-ci-A...

4.11.09

"SPIDER-BOY", dir. Jota Eme




20.10.09

"a garota!
era ela, com certeza, nos teus sonhos mais profundos.
você se apaixona (desta vez não é pensar, você gosta mesmo).
muito.
te aparece sem cobranças, sem maiores interesses, gosta de você simplesmente por gostar do teu jeito.
só.
e você acha esquisito.
pisa na bola algumas vezes.
mas, porra, uma hora você se entrega, e tenta viver de verdade este amor.
é quando ela te olha e te fulmina:
_ sabe, eu to enjoada disso tudo...
aí teu castelo desmorona.
aí, resolve nunca mais se entregar.
sonhar sim, é permitido.
mas apenas com teus filhos e amigos.
com uma mulher, nunca mais!
muito menos incluí-la em teus planos, em tuas esperanças, teu dia-a-dia.
ela te procura, você ignora.
ela passa por você, você olha pro lado.
mas a saudade bate mais forte.
pois você é um homem e ama de verdade.
assume fraquezas e chora.
conta segredos e chora um pouco mais.
- meu amor, quero ir com você aonde você quiser.
- Luiza, eu gosto de Luiza.
- não, tudo bem, eu entendo a importância que teu ex tem na tua vida...
e aí você abaixa a guarda, depõe os escudos e abre a caixa preta.
e por mais que desacostumado, tenta ser verdadeiro.
aqui está você, quase de quatro, sentindo o cheiro da saudade gostosa que ela te provoca, sonhando com pirralhos e casa no campo.
é nessa hora que ela te atravessa o peito, punhal impiedoso em forma de mensagens às três horas da tarde.
eis o palco triste deste palhaço derrotado.
vou tentar prosseguir a vida, mas duvido que eu consiga".

adaptado de "E Aí?", in: Solidão e outros contos, de Mauro Leno

19.10.09

METAFÍSETÍLICA PURA


A.: viver com uma mulher é uma coisa maravilhosa. quando você gosta de uma mulher, sente-se bem com ela, quando ela satisfaz tudo o que você deseja enquanto ser humano, não existe nada, NADA melhor do que isso. se você deita com ela na cama todos os dias e isso te satisfaz, cara, e você também a satisfaz, se existe reciprocidade na vida que vocês estão levando juntos, cara, a coisa mais maravilhosa de tudo, mesmo que você ganhe dois salários mínimos, e isso explica a felicidade humana, porque você é homem, cara, e ela é mulher, e é fantástico duas pessoas se amarem e estarem juntos levando a vida.

L.R.: você acha que seria possível adiquirir tudo o que uma mulher necessita (maquiagem, cremes e tudo o mais) com dois salários mínimos?

A.: não, não. só dei um exemplo, porque acho que a felicidade nem sempre está atrelada

AMBOS: ao dinheiro.

L.R.: tá, a felicidade transcende do dinheiro, mas, numa sociedade "moderna", nessa contemporaneidade que estamos vivendo, numa cidade como curitiba, que vive uma coisa cosmopolita, extremamente elitista, na qual boa parte da população vive muito bem, né, mas muitos vivem mal, como em toda cidade brasileira, mas pra boa parcela, comparando-se com o restante do país, vive muito bem, e nós, os poetas e...

A.: entendo, entendo, mas você sustenta que as vezes você vai encontrar uma comunidade no interior, até em curitiba mesmo, que ganha dois salários mínimos, que planta, que sobrevive, em condições que a gente possa considerar, sei lá, inferior, ou em condições desumanas, mas não são só desumanas, porque pra eles basta estar juntos, todo o amor deles, da família, os filhos, da família, dos pais, a vida em comunidade, de fazerem o que fazem, a verdade é que cria uma necessidade humana assim, e nada mais como onde você está. nós, agora, estamos aqui, num bar muito legal, que a gente gosta, nesse momento nossa felicidade pode ser tanto uma coisa quanto outra. isso é muito massa nesse bar aqui.

L.R.: o contexto é importante então?

A.: o contexto é fundamental na coisa da existência ou não...

L.R.: e por que que nós dois, homens inteligentes e maduros, procuramos a felicidade em mulheres que não nos dão o respaldo, que não replicam, que não complementam a gente no que a gente precisa, por que isso? me diga da sua experiência pessoal...

A.: existem várias respostas, uma delas é que nós somos seres humanos ainda aprendendo a ser ser humano, aprendendo a amar, aprendendo a encontrar um lugar só da felicidade, só do amor, tanto nós podemos ser muito exigentes quanto a essa felicidade, como a gente pode precisar aprender algumas coisas pra ser feliz. e pessoalmente, da minha parte, eu acho que tenho muito a aprender pra... não pra fazer alguém feliz, mas pra eu ser feliz, basicamente isso, a gente tá sempre vivendo momentos de aprendizagem, a gente tem que aprender a valorizar qualquer momento pra usufruir dele tudo o que ele possa nos proporcionar. e quando você tá com alguma mulher esse momento sempre vai ser mágico, sempre vai ser muito especial.

L.R.: então, o que nos resta é fazer o quê?

A.: o alcóolismo, que não nos acompanhe, mas que esteja sempre conosco.

L.R.: então, encerrando esse papo, né, falei com o senhor Anderson...

A.: eu quero só dizer só mais uma coisa...

L.R.: beleza, você tem mais um dois ou dez minutos milhões de minutos, pode falar o que quiser...
não se sinta coibido pela ação do microfone, fale o que quiser...

A.: mulher, por mais que você tenha 20, 30, 40 ou 50 anos, você vai sempre, quando você perceber que você ama ela de verdade, você vai chegar uma hora que vai pensar puxa, ainda eu não me conheço e agora eu tenho que tomar uma decisão e tô confuso. não existem pessoas perfeitas, meu amigo, a idade, ela sempre é uma incôgnita que você supõe, dimensiona quando alguém é mais velho que você, mas elas sempre vão em algum momento ficar confusas e sim, meu caro amigo, elas vão ter dúvidas e não vão saber o que fazer, porque o amor é uma coisa que confunde, às vezes confunde ao ponto de você não saber se ama ou se você está apaixonado ou ama mesmo e você sempre vai ficar confuso com isso e vai escrever sobre isso apaixonadamente, porque você também, como eu sei, é um escritor, mas o que interessa, tanto pra mim quanto pra você, é que nós jamais, JAMAIS, por mais que a gente chegue a 50, 60, 70 ou 80, a gente jamais vai deixar de buscar as respostas e é isso que interessa...

L.R.: 60, 70 ou 80 por hora ou o quê?

A.: pode ser por hora, pode ser...

AMBOS.: por minuto...

A.: o que importa, meu grande, é que jamais deixe de querer encontar um grande amor e jamais deixe de encontrar respostas...

AMBOS.: nós estamos bêbados...

encerramos o programa.



PEQUENA DEFESA DO ABSTRATO


muitos afirmam não gostar dessa arte "maluca", que é o abstracionismo. pessoas que não conhecem a história da arte, por isso não sabem da riqueza, da diferença existente entre ela e a arte figurativa. e é muito difícil que a gente goste de algo que a gente não conhece. o fato é que a fotografia, surgida no começo do século XIX, ali por 1800evinte-e-pouco, permitiu à pintura, principalmente, se libertar da "obrigação" de ter que registrar representar retratar fielmente pessoas e paisagens. a fotografia, por ser muito mais "real", por passar uma impressão de realidade muito maior acabou libertando a pintura para outras possibilidades. uma quebra de paradigma. isso dito, quando diante de um quadro, os de pollack, por exemplo, que utilizava da técnica "action painting", devemos ter em mente essas diferenças. o interessante nesse tipo de arte é outra coisa, certamente não a mesma de uma arte "tradicional", figurativa. o que importa aqui, na verdade, é mais o processo do que a representação. o fato é que a pira é outra. não se pode usar a mesma medida para os dois tipos de arte. há de se usar réguas diferentes. de se ter em mente a história da arte e as diferenças existentes entre as várias escolas. enfim, de ter o contexto, no qual se deu a criação, em mente.

9.10.09

TEATRO: A PROCURA DA TERRA DO NUNCA‏



A PROCURA DA TERRA DO NUNCA




“A Procura da Terra do Nunca revela toda a magia entre o mundo da fantasia e o real, quando relatado uma fantástica fábula sobre James Barrie grande dramaturgo e sua melhor amiga Wendy Darling, que decidem caminhar juntos em busca de um conto de fadas. É chegado o fim da primavera e James encontra-se desesperançado, até que recebe uma visita inesperada e com ajuda de Wendy é convidado a mergulhar no mundo da imaginação, criando a fabulosa história do Peter Pan. Personagens marcantes como a Senhora Mi Fá, Marques de Só Lá Si e até mesmo a Fada Sininho aguardam você para mais uma aventura, então siga em frente, vá até a segunda estrela, vire a direita seguindo até o amanhecer e seja bem vindo a Terra do Nunca.

Estréia: 12 de Outubro de 2009

Teatro: Parque da Criança (Rua Domingos Strapasson, 620 - Sta. Felicidade Curitiba Paraná)

Auditório: Paulo Friebe

Produzido por: C. A. Madame Vós


Com Andressa Christovão, Vani Pampolini, Ed Rodrigues, Janaina Izabel e Nehru de Sousa

Direção: Ed Rodrigues


Cenografia e Figurinos: Murad J. Vaz
Coreografia: Érica Geraldo
Sonoplastia: Jackson dos Anjos
Iluminação: Katita

Vire a direita seguindo até o amanhecer e seja bem vindo a Terra do Nunca"

O Teatro Parque da Criança agora atende festas de aniversário, eventos e programação cultural variada, com teatro para todas as idades, parque com passaporte único e cinema. São 400m2 de pura magia. Entre outras atrações o espaço estréia em Outubro a Peça: "A procura da Terra do Nunca" no cineminha Paulo Friebe.

Ingressos a R$ 15,00 (adulto) e R$ 7,00 (crianças até 7 anos)
Segunda feira dia 12/10 sessão extra às 21 h.
Domingos (a partir de 18/10 às 16 h.)


Atenciosamente
Ed Rodrigues
Presidente
C.A.MADAME VÓS
(41) 8863-6289

Barack Obama Wins Nobel Peace Prize

By WALTER GIBBS and ALAN COWELL

Published: October 9, 2009

OSLO — In a stunning surprise, the Nobel Committee announced Friday that it had awarded its annual peace prize to President Obama “for his extraordinary efforts to strengthen international diplomacy and cooperation between peoples” less than nine months after he took office.

“He has created a new international climate,” the committee said in its announcement. With American forces deployed in Iraq and Afghanistan, President Obama’s name had not figured in speculation about the winner until minutes before the prize was announced here.

Likely candidates had been seen here as including human rights activists in China and Afghanistan and political figures in Africa.

But the committee said it wanted to enhance Mr. Obama’s diplomatic efforts so far rather than reward him for events in the future.

Thorbjorn Jagland, the chairman of the Norwegian Nobel Committee and a former prime minister of Norway, told reporters that Mr. Obama had already contributed enough to world diplomacy and understanding to deserve the prize.

Asked whether the prize was given too early in Mr. Obama’s presidency, he said: “We are not awarding the prize for what may happen in the future but for what he has done in the previous year. We would hope this will enhance what he is trying to do.”

The prize was announced as the Obama administration wrestles with global crises from the Middle East to Iran to southwest Asia while American military forces are still deployed in large numbers in Iraq and the White House is considering whether to increase troop levels in Afghanistan.

Mr. Obama has appealed for reductions in nuclear arsenals and is seeking to restart peace talks between Israelis and Palestinians.

But he also confronts challenges from Iran amid fears that Tehran is seeking a nuclear weapon — charges Iran denies.

Mr. Jagland said the conflict in Afghanistan “concerns us all. We do hope an improvement in the international climate could help resolve that.” Mr. Jagland had been asked by a reporter whether Mr. Obama’s selection for the award was intended to influence the American debate on troops levels in Afghanistan.

Looking back on the Obama presidency so far, Mr. Jagland said: “One of the first things he did was to go to Cairo to try to reach out to the Muslim world, then to restart the Mideast negotiations and then he reached out to the rest of the world through international institutions. “

He mentioned in particular the recent United Nations Security Council meeting on nuclear disarmament and the announcement of the prize noted the special importance the Nobel committee attached to President Obama’s vision of a world without nuclear weapons.

“Obama has as president created a new climate in international politics. Multilateral diplomacy has regained a central position, with emphasis on the role that the United Nations and other international institutions can play,” the committee said.

President Obama was the third leading American Democrat to win the prize in 10 years, following former Vice President Al Gore in 2007 along with the United Nations climate panel and former President Jimmy Carter in 2002.

The last sitting American president to win the prize was Woodrow Wilson in 1919. Theodore Roosevelt was selected in 1906 while in the White House and Mr. Carter more than 20 years after he left office.

The prize was won last year by the former president of Finland, Martti Ahtisaari for peace efforts in Africa and the Balkans.

The prize is worth the equivalent of $1.4 million and is to be awarded in Oslo on Dec. 10.

The full citation read: “The Norwegian Nobel Committee has decided that the Nobel Peace Prize for 2009 is to be awarded to President Barack Obama for his extraordinary efforts to strengthen international diplomacy and cooperation between peoples. The Committee has attached special importance to Obama’s vision of and work for a world without nuclear weapons.”

“Obama has as President created a new climate in international politics. Multilateral diplomacy has regained a central position, with emphasis on the role that the United Nations and other international institutions can play. Dialogue and negotiations are preferred as instruments for resolving even the most difficult international conflicts. The vision of a world free from nuclear arms has powerfully stimulated disarmament and arms control negotiations. Thanks to Obama’s initiative, the United States is now playing a more constructive role in meeting the great climatic challenges the world is confronting. Democracy and human rights are to be strengthened.”

“Only very rarely has a person to the same extent as Obama captured the world’s attention and given its people hope for a better future. His diplomacy is founded in the concept that those who are to lead the world must do so on the basis of values and attitudes that are shared by the majority of the world’s population,” the citation said.

“For 108 years, the Norwegian Nobel Committee has sought to stimulate precisely that international policy and those attitudes for which Obama is now the world’s leading spokesman. The Committee endorses Obama’s appeal that ‘now is the time for all of us to take our share of responsibility for a global response to global challenges.’”

There was no immediate reaction from the White House about the announcement, which drew a mixed reception in some parts of the world.

The chief Palestinian peace negotiator, Saeb Erekat, welcomed the award to Obama, Reuters reported.

In Gaza, however, a leader of the militant Islamic Jihad, Khaled Al-Batsh, condemned it, saying the award “shows these prizes are political, not governed by the principles of credibility, values and morals,” Reuters said.

“Why should Obama be given a peace prize while his country owns the largest nuclear arsenal on earth and his soldiers continue to shed innocent blood in Iraq and Afghanistan?”

Walter Gibbs reported from Oslo, and Alan Cowell from London. Richard Berry contributed from Paris.

6.10.09




ANDO MEIO SHAKESPEARE DE TUDO





I

Lady A, a malditta, deu o cú

E dar o cú, dizem, dói

Eu, mas que pena!, não tava lá

Não sei se foi KY, manteiga ou hipoglós


Lady A, a menina, liberou os grilhões

Soltou o que era dela e fora meu

Não sei se foi bom , se ela gemeu

Se gozou squirtiando os dois botões


Apenas sei que foi de ladinho .

Que a putinha não ficou de 4

Que não arrebitou a bundinha,


O coito deve ter sangrado a coitadinha

e deve ter sujado a calcinha de oncinha :

Ou seria do tipo “rosa cadelinha”?


Olha só: outro teve o q nunca me foi dado... ironia fina!... q pena... difícil conhecer as pessoas q vestem máscaras e soltam o q não devem... a vida, ah, a vida é sofrida... dolorosa?... acredito q sim, mas dor maior não é aquela que nos segue, que vem atrás de nós... dor maior é perder deixar escapar nunca mais ter como nosso o amor de nossa vida.... dói, entristece, sufoca... mas fazer o q! melhor seguir em frente, sempre olhando atrás.... aprender e não recair no mesmo erro... fazer jus a vil condição q nos é imposta... até errarmos de novo e nos entregarmos a toxicômanos amigos de nossos ex que, no mais das contas, não são mais ninguém em nossas vidas... que não têm nada a ver (e não “haver”) com elas... não mais criticar as qualidades e defeitos existenciais de nossos queridos, pois logo a frente, ali, na próxima esquina, acabamos arrumando outros tantos iguais aos anteriores.... e a vida continua... (a vida, esse clichê dos clichêres!).... a vida segue, mas a dor fica... e estará lá para sempre.... sempre!... quando não mais tiver o antigo amor na conchinha na cama; quando lembrar que ele dizia: não me importo com suas estrias; quando não mais rolar o almoço de domingo ou a cumplicidade dos ataques mútuos... a vida não pára!... e não é bela... não, não é mesmo...não hoje!... resta aquele pouco açúcar no fundo da xícara... o pires já encharcado pela mão trêmula... a cárie que salta e devora as amígdalas... a vida... a despedida... a putice que não conseguimos entender... a vida... a morte.... a dor... a sensação deveras desconfortante que ninguém presta.... a certeza que o que foi não mais voltará... o desafio e liberdade diários de olhar a imensidão deslumbrante da grande avenida... embora não ter mais a viscosidade que escapa do pau e mancha o edredon de menina acaba por recobrar a realidade.... a vida.... a vida... a dor no fundo da retina.... não mais os planos de casa roupa comida... não mais a incerteza de um futuro em comum.. não mais nada.... nunca mais... agora a convicção de mau-caratismo e desvio de retidão qual ao pai não respeitado... a careca que não impõe respeito justamente pelas tramóias por nós continuada... e no final, oq?... o bloqueio no msn, o não ódio no fundo da alma, a possibilidade de esquecer o que foi bom e mau a uma só vez... e eis tudo: a possibilidade...

25.9.09

rabo do sapo salta
aperto atrás e ele pula
DOBRADURA

de modo análogo
pra fora da blusa
salta o seio da moça

o sapo pula atrás da mosca
o seio aparo com a boca

22.9.09

FESTA DE POLACO

- 25/SET - Bar Casa Verde (Seo Zé), a partir das 12hs (isso mesmo, meio-dia!) até de madruga...
Rua Amintas de Barros esq. General Carneiro

- 26/SET - Café Parangolé (não, não é um executive bar), a partir das 21hs
Rua Benjamin Constant, 400, quase esq. c/ Doutor Faivre

- 27/SET - Tragos Largos, a partir das 12hs
Rua Trajano Reis, em frente à Igreja do Rosário, pertinho do cavalo babão

traga violão, paçoca de rolha, cachaça, poemas, dólares e sorriso na cara....

21.9.09

GLAUBERIANOS

citações...


"O que interessa é a criação. A linguagem estabelecida, em qualquer arte, cansa."


"A Arte é a dimensão anárquica da matéria onírica"


"A literatura não me liberta da solidão."

"A Arte é tão difícil como o amor."


"A função do artista é violentar"


"O país precisa de poetas"